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Meta cria versão em IA de Zuckerberg para atender funcionários

Home | Época Negócios [Unofficial] April 13, 2026
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A Meta está desenvolvendo uma versão de inteligência artificial de seu fundador e CEO, Mark Zuckerberg, para que os quase 79 mil funcionários da empresa possam interagir com ele. Segundo o The Guardian, o clone digital está sendo treinado com os maneirismos, o tom de voz e as posições públicas de Zuckerberg sobre estratégia corporativa. O objetivo declarado é que os colaboradores se sintam mais conectados a um dos executivos mais influentes do Vale do Silício. O próprio Zuckerberg participa do processo de treinamento do avatar. De acordo com uma fonte familiarizada com o projeto, o personagem será desenvolvido com imagens e a voz do executivo, que possui um patrimônio avaliado em mais de US$ 220 bilhões. Do metaverso ao clone Não é a primeira vez que Zuckerberg se aventura em versões digitais de si mesmo. Em 2022, ele apresentou seu avatar dentro do metaverso da Meta, iniciativa que foi publicamente ridicularizada pela baixa qualidade gráfica. A empresa chegou a lançar uma versão melhorada, mas acabou reduzindo gradualmente suas ambições no metaverso, projeto que consumiu bilhões de dólares sem atingir adoção em massa. Agora a aposta é em personagens 3D gerados por IA capazes de interagir com humanos em conversas cotidianas. O clone de Zuckerberg é o projeto mais avançado nessa direção dentro da companhia. A startup britânica Synthesia, especializada em avatares de vídeo realistas e avaliada em US$ 4 bilhões, disse ao The Guardian que a ideia de um executivo usar IA para ampliar sua presença interna deixou de ser ficção científica. "Quando você adiciona vídeo e voz realistas com IA, o engajamento e a retenção aumentam significativamente", afirmou um porta-voz da empresa. "As pessoas trabalham melhor quando a informação é entregue por um rosto ou voz familiar." IA no comando O clone é parte de uma estratégia mais ampla de integração de inteligência artificial à gestão da Meta. O Wall Street Journal reportou que Zuckerberg já utiliza um "agente CEO", sistema de IA personalizado que o ajuda a acessar informações internas com mais rapidez e a se preparar para reuniões com funcionários. Em janeiro, o executivo sinalizou a direção da empresa: "Estamos valorizando mais os colaboradores individuais e achatando as equipes", disse. A meta é reduzir a estrutura organizacional e aumentar a eficiência operacional com IA como principal ferramenta. A companhia também lançou recentemente o Muse Spark, modelo avançado de IA capaz de estimar calorias de uma refeição a partir de uma foto e planejar roteiros de viagem com múltiplas tarefas simultâneas. O modelo foi bem avaliado em compreensão de linguagem e imagem, mas apresenta desempenho inferior em codificação e raciocínio abstrato. O avanço interno em IA ocorre em um momento de forte pressão externa sobre a Meta. No mês passado, um júri no Novo México condenou a empresa a pagar US$ 375 milhões em penalidades civis por induzir consumidores a erro sobre a segurança de suas plataformas e por permitir danos, incluindo exploração sexual infantil. Na mesma semana, um tribunal na Califórnia concluiu que a Meta tornara o Instagram deliberadamente viciante, causando danos a uma jovem usuária. No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que plataformas como Instagram e TikTok precisam eliminar os mecanismos de rolagem infinita que prendem os usuários, especialmente crianças. O país avalia restrições de acesso para menores de 16 anos. Mais Lidas

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