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5 mistérios sobre a Lua que as missões Artemis podem finalmente resolver

Home | Época Negócios [Unofficial] April 6, 2026
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Astronautas tiram uma nova foto da Lua Nasa Antes das primeiras missões organizadas pela humanidade para investigar a Lua, nos anos 1960, acreditava-se que o satélite era um lugar estéril, sem ar ou água, e que não havia muito a se desvendar sobre o corpo celeste. Mas, depois das missões Apollo, e especialmente do envio de robôs e sondas para a superfície e órbita lunar, muitas descobertas foram feitas — e muitas novas perguntas surgiram. O programa Artemis, da NASA, pretende responder algumas delas. A atual missão que está a caminho da Lua, a Artemis II, vai se limitar a orbitar o satélite; mas a Artemis IV vai levar astronautas à superfície pela primeira vez desde a era Apollo. O objetivo de longo prazo da agência americana é estabelecer uma presença humana sustentada na Lua, capaz de gerar um fluxo contínuo de dados e amostras. Astronautas fazem primeiras imagens do lado oculto da Lua Nasa As respostas podem demorar para chegar, mas nunca estiveram tão perto. Veja os principais enigmas que as missões Artemis podem resolver, de acordo com a Wired. De onde veio a Lua? A teoria mais aceita propõe que a Lua se formou após a colisão de um planeta do tamanho de Marte — chamado pelos astrônomos de “Theia” — com a Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos, quando ela ainda estava em formação. Parte do material ejetado pelo impacto teria se aglomerado e solidificado, dando origem ao satélite. O problema é que essa hipótese ainda depende de simulações complexas e de um conjunto limitado de amostras coletadas na era Apollo. Rochas novas e inalteradas, analisadas com tecnologia moderna, poderiam oferecer evidências muito mais sólidas — desde que os astronautas consigam acessar materiais profundos, como fragmentos do manto lunar expostos em crateras. Quanta água existe na Lua (e ela é aproveitável)? No início da era da exploração espacial, há mais de 50 anos atrás, os cientistas acreditavam que a Lua era completamente seca. Desde então, por meio das missões enviadas ao satélite, foi confirmada a presença de gelo em crateras no polo sul e de água presa em forma cristalina dentro de minerais da superfície. A grande incógnita, no entanto, é a quantidade e a viabilidade de uso em futuras bases lunares. Uma das primeiras tarefas das missões Artemis será explorar essas crateras. Se o gelo for encontrado em depósitos concentrados, pode ser processado para gerar oxigênio ou combustível. Se estiver disperso demais, a extração pode ser inviável. Como é o interior da Lua? A estrutura interna do satélite ainda é um dos grandes pontos cegos da ciência lunar. Os sismômetros da era Apollo detectaram abalos sísmicos — os chamados “lunamotos” — em diferentes profundidades, mas os dados são escassos e restritos a uma única região. Os modelos gravitacionais e térmicos atuais da Lua são esboços do seu interior, mas ainda não foi possível mapeá-lo de verdade. Uma presença humana sustentada permitiria instalar sismômetros em áreas nunca antes estudadas. Com uma rede mais ampla e moderna, seria possível definir com mais precisão o tamanho do núcleo, a estrutura do manto e a distribuição do calor residual. Por que o lado oculto é tão diferente? Da espaçonave, os astronautas veem a Terra, em primeiro plano, e a Lua ao fundo Nasa O lado visível da Lua é relativamente suave, coberto por mares basálticos. O lado oculto é acidentado e repleto de crateras. Essa assimetria é um dos grandes enigmas lunares contemporâneos. Vários modelos tentam explicá-la: diferenças no calor inicial, variações na cristalização do oceano de magma, efeitos gravitacionais da Terra. Mas nenhum é conclusivo. O retorno humano à Lua abre a possibilidade das primeiras expedições à superfície do lado oculto. Amostras coletadas nessa região permitiriam determinar sua idade, composição e evolução térmica. O que aconteceu com o campo magnético lunar? As amostras da Apollo revelaram algo inesperado: muitas rochas lunares estão magnetizadas, como se a Lua tivesse tido um dínamo interno poderoso no passado. Mas, pelo que se sabe sobre o tamanho e o interior do satélite, ele parece pequeno e frio demais para ter sustentado um campo magnético global por muito tempo. Amostras de outras regiões além daquelas exploradas nas primeiras missões, combinadas a medições magnéticas mais precisas e rochas bem datadas, podem ajudar a reconstruir quando esse dínamo existiu e qual era a sua intensidade. *Com supervisão de Marisa Adán Gil Mais Lidas

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