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  "textContent": "\nNovo sensor permite diagnosticar pneumonia com maior facilidade Vecteezy Esperar por radiografias de tórax ou resultados de exames laboratoriais para diagnosticar pneumonia e outras doenças pulmonares pode não ser mais necessário no futuro. Pesquisadores desenvolveram um protótipo de sensor portátil com potencial para detectar essas condições pela respiração. Ele foi projetado para funcionar analisando nanopartículas inaladas pelo paciente. Ao serem exaladas, essas nanopartículas carregam biomarcadores que podem revelar evidências de doenças em ambientes internos do corpo, relata o ScienceAlert. Desenvolvido por uma equipe do MIT, o protótipo se chama PlasmoSniff. Ainda não foi testado em humanos, apenas em camundongos, o que significa que mais pesquisas são necessárias para que esteja pronto para uso em consultórios médicos. Mesmo assim, a equipe de pesquisa está otimista quanto à ideia. Com testes adicionais, eles acreditam que o sensor poderá ser um recurso rápido e conveniente em clínicas ou mesmo em casa, sem a necessidade de eletrônicos de nível laboratorial normalmente encontrados apenas em hospitais. \"Na prática, imaginamos que um paciente inalaria nanopartículas e, em cerca de 10 minutos, exalaria um biomarcador sintético que indica o estado dos pulmões\", diz o engenheiro mecânico Aditya Garg. \"Nossa nova tecnologia PlasmoSniff permitiria a detecção desses biomarcadores exalados em minutos, no local de atendimento.\" As nanopartículas que o sensor detecta estão em desenvolvimento há vários anos. Os biomarcadores ou marcadores químicos que as acompanham se desprendem quando entram em contato com enzimas proteases específicas (pequenos fragmentos de proteínas) exclusivas de certas doenças. Isso fornece aos pesquisadores um sinal para procurar – mas esses biomarcadores são exalados apenas em quantidades muito pequenas. Para detectar esses traços sutis, este novo sistema usa uma abordagem chamada plasmônica (o estudo e a manipulação da luz), que é de onde vem o nome PlasmoSniff. Especificamente, o sensor se baseia em uma técnica conhecida como espectroscopia Raman, onde a luz é usada para medir as vibrações de uma molécula. Essas vibrações atuam como assinaturas do movimento de átomos dentro de ligações químicas e podem ser usadas para identificar moléculas. O próprio sensor usa nanopartículas de ouro suspensas sobre uma fina película de ouro – o ouro sendo um metal ideal para plasmônica. Os espaços microscópicos revestidos de água dentro do sensor aprisionam os biomarcadores alvo e amplificam suas vibrações o suficiente para serem detectadas. A respiração humana é repleta de compostos orgânicos voláteis (COVs), que indicam desde o estado do nosso microbioma intestinal até a eficiência dos processos metabólicos do corpo, mas este sensor recém-desenvolvido detecta apenas uma pequena fração dos compostos químicos exalados. \"É como procurar uma agulha num palheiro\", afirma a engenheira mecânica Loza Tadesse. \"O nosso método detecta essa agulha que, de outra forma, estaria perdida no ruído.\" Os pesquisadores estão na fase de protótipo: utilizaram ratos em vez de humanos para testar o sensor e analisaram apenas um biomarcador específico. Os testes em humanos serão mais complexos, e os pesquisadores também precisam desenvolver um acessório semelhante a uma máscara que possa ser usado para analisar a respiração de um paciente durante um período de cerca de cinco minutos. Este acessório seria combinado com um dispositivo similar a um inalador para asma, para inalar as nanopartículas. Em indivíduos saudáveis, essas nanopartículas simplesmente circulariam para fora do corpo sem serem degradadas por doenças. Se o desenvolvimento e a ampliação forem bem-sucedidos nos próximos anos, este poderá ser um novo método significativo para monitorar e detectar doenças – um método que, segundo os pesquisadores, pode ser adaptado para uma ampla variedade de finalidades, não apenas para verificar problemas respiratórios como pneumonia. O PlasmoSniff pode até ter outras aplicações além da saúde humana, em qualquer situação em que seja necessário detectar pequenas quantidades de substâncias químicas no ar com um sensor portátil. \"Não se limita apenas a esses biomarcadores ou mesmo a aplicações de diagnóstico\", afirma Tadesse. \"Ele também pode detectar substâncias químicas industriais ou poluentes atmosféricos. Se uma molécula puder formar ligações de hidrogênio com a água, podemos usar sua assinatura vibracional para detectá-la. É uma plataforma bastante universal.\" A pesquisa foi publicada na revista Nano Letters.",
  "title": "Pesquisadores criam novo sensor capaz de detectar pneumonia apenas \npela respiração"
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