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"Não tem nada de normal nisso." Astronautas descrevem sua jornada para a Lua

Home | Época Negócios [Unofficial] April 3, 2026
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Da esqueda para a direita, Jeremy Hansen, Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover respondem a perguntas durante coletiva de imprensa Captura de tela/Nasa A NASA afirma que a missão Artemis II continua a decorrer conforme o planejado, com a sua tripulação de quatro pessoas aparentemente eufórica por saber que estão agora verdadeiramente a caminho da Lua. Na noite de quinta-feira, quando a espaçonave passava a cerca de 185 quilômetros acima da Terra, um dos seus motores foi acionado durante 5 minutos e 50 segundos. A missão lunar tripulada Artemis II decolou da plataforma 39B no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Flórida, na quarta-feira. Quatro astronautas partiram a bordo de um enorme foguete da NASA a 1 de abril, numa viagem há muito aguardada em torno da Lua, o primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de 50 anos. Com um rugido intenso que reverberou muito além da plataforma de lançamento, o enorme foguete laranja e branco levou três americanos e um canadense para longe do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, por volta das 19h35, hora de Brasília. Esta tão aguardada "injeção translunar" tirou a cápsula da tripulação de sua órbita ao redor do planeta e a enviou em uma jornada rumo à Lua que ninguém fazia há mais de meio século. Da espaçonave, os astronautas veem a Terra, em primeiro plano, e a Lua ao fundo Nasa "Tenho que falar, não há nada de normal nisso. Enviar quatro humanos a 400.000 quilômetros de distância é um esforço hercúleo, e só agora estamos percebendo a gravidade disso", disse o comandante da missão, Reid Wiseman, em uma transmissão da espaçonave algumas horas após a injeção lunar, segundo relato da NPR. "Estamos definitivamente 100% a caminho da Lua", disse Wiseman. Ele contou que a tripulação apenas se entreolhou incrédula após a conclusão da injeção. "Isso é inacreditável, que possamos nos dedicar a algo e conseguir realizar. Esta é uma conquista técnica inacreditável." A nova trajetória aproveitará a gravidade da Lua para impulsionar a cápsula ao redor da parte posterior do satélite e enviá-la de volta para casa, com os astronautas aterissando no Oceano Pacífico, perto de San Diego, Califórnia, em cerca de oito dias. "A tripulação está se sentindo muito bem aqui, a caminho da Lua", disse o astronauta da Agência Espacial Canadense, Jeremy Hansen, ao falar com o Centro de Controle da Missão em Houston, minutos após a conclusão desta manobra crucial. "A humanidade mostrou mais uma vez do que é capaz", disse Hansen, destacando os esforços de todas as pessoas ao redor do mundo que perseveraram para tornar a Artemis II possível. "São as suas esperanças para o futuro que nos impulsionam nesta jornada ao redor da Lua." Problemas técnicos Até agora no espaço, os astronautas tiveram que lidar com alguns pequenos problemas técnicos, mas nada de grave. Os quatro membros da tripulação da missão Artemis II da NASA (da esquerda para a direita), Jeremy Hansen, Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover, respondem a perguntas da imprensa durante uma coletiva de imprensa a caminho da Lua. "As coisas estão indo muito bem", diz Lori Glaze, da NASA. "Acho que não poderíamos estar mais satisfeitos com o andamento das coisas. No momento, não estamos vendo nenhum problema preocupante." Um pequeno problema com o sistema de distribuição de água fez com que os astronautas recolhessem água como medida de precaução, caso houvesse uma falha subsequente, pouco antes da queima do motor que alterou sua trajetória e os enviou em direção à Lua. A tripulação também recebeu um alerta de vazamento de pressurização da cabine antes da queima crítica, mas os controladores em solo disseram que a pressão e a temperatura da cápsula estavam estáveis, então esse alarme não interferiu no plano de ir à Lua. "Foi um alarme falso", disseJudd Frieling, diretor de voo do programa Artemis, em uma coletiva de imprensa no Centro Espacial Johnson, em Houston. "Logo percebemos que não havia vazamento." Ainda assim, Hansen disse que o alarme definitivamente chamou a atenção da tripulação, já que os astronautas se perguntaram se um vazamento de ar na cabine os forçaria a encurtar a missão e descobrir como voltar para casa em um dia ou menos, em vez de ir à Lua. "Felizmente, foi apenas uma pequena anomalia", disse ele. "Houston nos ajudou." Parte desta missão é descobrir como configurar a cápsula e seu sistema de ventilação. Os oficiais afirmaram que diversos sistemas estão sendo utilizados em um voo com pessoas a bordo, para que alarmes falsos não se tornem uma distração enquanto os astronautas exploram lugares onde ninguém esteve desde o programa Apollo, na década de 1970. "Este ainda é um voo de teste", disse Glaze. Mas, após a ignição crítica do motor da espaçonave, ela afirmou: "as leis da mecânica orbital levarão nossa tripulação à Lua, contornarão o lado oculto e retornarão à Terra".

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