{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreif27bubiun3lyze6nxltsuoltdkpejbibillqpb6ci2aq3gly3na4",
    "uri": "at://did:plc:rfivzlyyatmquq6ya3pso5i5/app.bsky.feed.post/3miledhpw76c2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreihzmrzhrzpdfy34lx75t75at3arwlwt356ae3frxuvoyk7cwjovxi"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 131081
  },
  "path": "/ciencia-e-saude/noticia/2026/04/dormir-7-horas-por-dia-sempre-no-mesmo-horario-pode-acrescentar-4-anos-a-sua-vida-diz-estudo.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-02T12:47:58.000Z",
  "site": "https://epocanegocios.globo.com",
  "tags": [
    "epocanegocios"
  ],
  "textContent": "\nUm novo estudo britânico identificou que uma rotina de sono relativamente simples pode ter impacto significativo na longevidade: dormir sete horas por noite e ir para a cama sempre dentro do mesmo intervalo de uma hora, ao menos cinco dias por semana. A pesquisa, conduzida pela seguradora Vitality em parceria com a London School of Economics and Political Science (LSE), analisou dados de mais de 47 milhões de noites de sono, informa o Daily Mail. Os resultados mostram que seguir esse padrão, batizado de regra 7:1, reduziu o risco de morte por qualquer causa em 24% e diminuiu as internações hospitalares em 7%. Os pesquisadores estimam ainda que essa prática pode acrescentar até quatro anos à expectativa de vida de uma pessoa. O estudo também concluiu que pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm risco 20% maior de morte prematura em comparação com quem dorme de sete a oito horas. Por que a regularidade importa O diferencial desta abordagem não está apenas na quantidade de horas dormidas, mas na consistência do horário. Segundo os pesquisadores, estabelecer uma meta de cinco noites por semana, e não sete, foi uma escolha deliberada para tornar a prática mais acessível e sustentável no longo prazo. A lógica é comportamental: uma meta de adesão total pode gerar frustração diante de imprevistos e levar ao abandono da rotina. Com margem para variações ocasionais, a chance de manter o hábito ao longo do tempo aumenta. Os autores recomendam ir para a cama e acordar nos mesmos horários todos os dias, incluindo fins de semana, guardar celulares e outros dispositivos com luz azul pelo menos uma hora antes de dormir (esse tipo de luz inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono) e evitar álcool e cafeína à noite. O álcool, embora produza sonolência inicial, suprime o sono REM (movimento rápido dos olhos), fase essencial para a regulação da pressão arterial. A cafeína, por sua vez, prolonga o estado de alerta. O quarto também deve ser mantido escuro e silencioso: ruídos e luz podem acionar a resposta de alerta do organismo, elevando os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e dificultando o descanso adequado. Impacto econômico Além dos benefícios à saúde, o estudo aponta consequências financeiras diretas. Como o padrão 7:1 foi associado a uma redução de 7% nas hospitalizações, os pesquisadores calcularam que sua adoção pode gerar uma economia de até US$ 287 (R$ 1.400) por pessoa ao ano em custos de saúde. Os achados se somam a evidências anteriores sobre os efeitos do sono regular no organismo. Uma revisão de 2021 mostrou que maior regularidade no sono contribui para o relaxamento das artérias, facilitando a circulação sanguínea e reduzindo a sobrecarga do coração. Já um estudo de 2025, publicado no periódico Nutrients, identificou que pessoas com maior irregularidade no sono apresentavam peso corporal mais elevado e níveis mais baixos de HDL (o chamado colesterol \"bom\"), fatores associados a maior risco cardiovascular. \"Quanto mais cedo esses hábitos forem formados, maior será o ganho acumulado\", escreveram os autores do estudo. Mais Lidas",
  "title": "Dormir 7 horas por dia, sempre no mesmo horário, pode acrescentar 4 anos à sua vida, diz estudo"
}