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"textContent": "\nA cápsula Orion, da missão Artemis II Divulgação / NASA Na última quarta-feira (1/4), a missão Artemis II, da NASA, lançou quatro astronautas em uma viagem que os levará à órbita da Lua. Esta é a primeira vez que humanos se afastam tanto da Terra desde a Apollo 17, em 1972. A viagem representa também o retorno das missões espaciais tripuladas à Lua. O sistema SLS (que inclui o foguete) e a cápsula Orion, utilizados na missão, não foram desenvolvidos nem construídos apenas pela agência espacial americana: eles são o produto de uma cadeia industrial distribuída pelos Estados Unidos e ao redor do mundo, com mais de 2.700 fornecedores, de acordo com a própria NASA. A estrutura do programa reflete uma mudança de modelo na exploração espacial em relação ao que acontecia nos anos 60 e 70: hoje, a agência americana define os objetivos e padrões técnicos, mas terceiriza cada vez mais o desenvolvimento e a operação para empresas privadas, não apenas dos EUA, mas de todo o mundo. De acordo com a Nasa, o objetivo do novo modelo é reduzir custos e acelerar a inovação. Confira a seguir algumas das principais empresas envolvidas ma história misssão lunar. Amentum (Chantilly, Virgínia): Empresa de serviços de engenharia e tecnologia voltada principalmente a contratos governamentais e de defesa. No Kennedy Space Center, na Flórida, é contratada-líder dos Sistemas de Exploração em Solo (EGS). Isso significa que ela gerencia a integração, o processamento, os testes, o lançamento e a recuperação dos veículos. A Amentum foi responsável pela modernização de boa parte das instalações do Kennedy para acomodar o SLS e a Orion. Boeing (Arlington, Virgínia): uma das maiores empresas aeroespaciais e de defesa do mundo. No SLS, é responsável pelo estágio central do foguete, a espinha dorsal estrutural que conecta os motores principais aos propulsores laterais e à cápsula. A empresa também integra os sistemas do veículo. Lockheed Martin (Bethesda, Maryland): gigante da indústria aeroespacial e de defesa, é a contratada-líder para o projeto, desenvolvimento, testes e produção da cápsula Orion, a nave que transporta os astronautas. A cápsula foi projetada para missões de longa duração no espaço profundo, além da órbita lunar baixa — algo inédito para veículos tripulados americanos desde o programa Apollo. Aerojet Rocketdyne (Sacramento, Califórnia): fabricante de motores de foguetes e sistemas de propulsão, pertencente à L3Harris Technologies. Para a Artemis, forneceu os quatro motores RS-25 do estágio central do SLS — os mesmos usados nos Ônibus Espaciais da NASA, agora em versão atualizada. A empresa também produziu oito motores auxiliares e doze propulsores de controle de reação para a cápsula Orion. Northrop Grumman (Falls Church, Virgínia): uma das maiores contratadas de defesa e aeroespacial dos EUA, com atuação em aviação, mísseis, sistemas espaciais e eletrônica. Para o SLS, produziu os dois propulsores laterais de combustível sólido, e para a Orion, fabricou componentes críticos do sistema de abandono de emergência. Airbus (Blagnac, França): principal concorrente da Boeing do mercado da aviação, também teve participação na Artemis II por meio de uma parceria com a ESA, a Agência Espacial Europeia. A empresa construiu o Módulo de Serviço Europeu da Orion, com componentes fabricados em dez países europeus e montado em Bremen, na Alemanha. O sistema é responsável por fornecer propulsão, energia e suporte de vida à cápsula durante o voo. Embora não participem diretamente do voo da Artemis II, a SpaceX, de Elon Musk, e a Blue Origin, de Jeff Bezos, também são parceiras importantes da NASA nos planos da organização para voltar à Lua. Antes prevista como a missão na qual humanos voltariam a pousar no satélite, a Artemis III, programada para 2027, foi reconfigurada como um voo de testes em órbita terrestre. Nesse novo desenho, a missão vai testar, com astronautas a bordo, operações de aproximação e acoplamento entre a cápsula Orion e os módulos de pouso desenvolvidos pelas duas empresas: o Starship Human Landing System, da SpaceX, e o Blue Moon, da Blue Origin. A partir da Artemis IV, a NASA pretende utilizar o primeiro sistema comercial considerado plenamente desenvolvido pelas empresas para realizar o primeiro pouso tripulado na Lua no século 21, consolidando o novo modelo em que a agência mantém o controle da missão, enquanto empresas privadas assumem funções críticas na exploração lunar. *Com supervisão de Marisa Adán Gil Mais Lidas",
"title": "Quais são as empresas por trás da missão Artemis II"
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