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O motivo por trás da saída dos presidentes da Coca-Cola e do Walmart? A inteligência artificial

Home | Época Negócios [Unofficial] March 29, 2026
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James Quincey, ex-CEO da Coca-Cola Reprodução/Coca-Cola Não são só os funcionários das big techs que têm perdido o sono com o avanço da inteligência artificial e seu possível impacto no mercado de trabalho. O emprego dos presidentes de empresas também parece estar em xeque. Uma reportagem recente da CNBC detalhou a saída dos CEOs James Quincey, da Coca-Cola, e Doug McMillon, do Walmart. Em entrevistas ao veículo, ambos os executivos citaram a inteligência artificial como motivo para deixar seus cargos, argumentando que não são as pessoas ideais para liderar a próxima revolução tecnológica. Quincey, por exemplo, contou à CNBC que sua saída foi motivada por “ondas de momentum organizacional”. O executivo britânico ingressou na Coca-Cola em 1996 e chegou ao cargo de CEO em 2017. Ao longo de sua gestão, enfrentou reestruturações, demissões e mudanças de mercado — mas a onda da IA, segundo ele, é algo completamente diferente. “Meu trabalho também é pensar em qual é a melhor equipe para entrar em campo e conduzir a próxima fase”, afirmou. “E concluí que era hora de colocar outra pessoa em campo para o próximo ciclo de crescimento. Fizemos muito progresso. Mas agora há uma grande mudança a caminho.” McMillon, por sua vez, ocupava o cargo de CEO do Walmart desde 2014. Ele afirma ter saído para passar o bastão a alguém “mais rápido”. “Com tudo o que está acontecendo com a IA, eu poderia iniciar esse próximo grande conjunto de transformações, mas não conseguiria concluí-lo”, disse o ex-executivo à CNBC. Ele conta que há cerca de um ano começou a refletir seriamente sobre como a IA pode transformar o varejo. “Pensei em tudo o que precisa acontecer nos próximos anos, e isso realmente me levou a concluir que este era o momento certo [de me aposentar]”, afirmou. Doug McMillon, ex-CEO do Walmart Getty Images Se alguns CEOs têm saído (supostamente) por escolha própria, outros já estão sendo demitidos. É o caso de Shantanu Narayen, ex-presidente da Adobe, que deixou a empresa após pressão dos investidores que esperavam um desempenho melhor na era da IA. É só o começo de uma revolução tecnológica que promete transformar profundamente as companhias. Alguns da velha guarda não parecem estar dispostos a ficar por perto para descobrir quais serão os próximos capítulos desta história.

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