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  "textContent": "\nBillie Eilish no Fortnite Divulgação/Fortnite A Epic Games, desenvolvedora norte-americana responsável pelo Fortnite, anunciou ontem (24) o desligamento de mais de 1.000 funcionários, o equivalente a cerca de 20% de todo o seu quadro de colaboradores. A decisão, divulgada pelo The New York Times, foi atribuída diretamente à perda de engajamento dos jogadores com o Fortnite ao longo de 2025. Em comunicado publicado em seu blog, o CEO da empresa, Tim Sweeney, admitiu o problema financeiro: os gastos da companhia superam as receitas, e cortes profundos se tornaram necessários para garantir a continuidade do negócio. Além das demissões, a Epic identificou mais de US$ 500 milhões em economias possíveis em contratos, marketing e vagas abertas que não serão preenchidas. Não é a primeira vez que a empresa passa por uma turbulência desse porte. Em 2023, a Epic já havia dispensado 830 profissionais (cerca de 16% do total) alegando margens de lucro menores com o próprio Fortnite. \"Lamento que estejamos aqui de novo\", escreveu Sweeney no comunicado mais recente. Um fenômeno que perdeu força Lançado em 2017, o Fortnite se tornou um dos jogos mais populares do mundo, com versões derivadas como Lego Fortnite, Rocket Racing e Fortnite Festival. O modelo gratuito, sustentado pela venda de itens cosméticos com a moeda virtual V-Bucks, transformou a Epic em uma das empresas mais valiosas do setor. Mas os números mais recentes indicam um declínio. Dados da Circana, empresa de pesquisa de mercado, apontam que o tempo médio de jogo no PlayStation caiu de 21 horas mensais em fevereiro de 2025 para 16 horas em fevereiro de 2026. No Xbox, a queda foi de 19 para 15 horas no mesmo período. Ainda assim, o Fortnite seguia liderando o ranking de usuários ativos mensais nas duas plataformas nos Estados Unidos no mês passado. Para tentar equilibrar as contas, a Epic anunciou recentemente um aumento no preço dos V-Bucks. \"O custo de manter o Fortnite em operação subiu muito e estamos aumentando os preços para cobrir as despesas\", informou a empresa ao comunicar o reajuste. Concorrência além dos videogames Joost van Dreunen, analista de mercado e professor da Universidade de Nova York, avalia que o Fortnite enfrenta hoje uma disputa por atenção que vai muito além de outros jogos, como o Roblox. O adversário real, segundo ele, são as plataformas de vídeos curtos, como TikTok e YouTube Shorts, que disputam os mesmos minutos no dia do usuário. Van Dreunen enquadra o problema da Epic dentro de uma transformação mais ampla da indústria global de games, com crescimento mais acelerado na Ásia do que nos Estados Unidos. \"Estamos assistindo em tempo real ao declínio da dominância cultural americana nos jogos\", disse ele ao The New York Times. \"Um marco como o Fortnite começa a sentir o impacto à medida que o centro financeiro da indústria migra do Ocidente para o Oriente.\" O próprio Sweeney reconheceu que parte dos desafios é conjuntural e afeta o setor como um todo: crescimento mais lento, consumidores mais cautelosos e vendas de consoles abaixo da geração anterior. Mas admitiu também problemas específicos do Fortnite, como dificuldade em manter a consistência criativa a cada nova temporada e o retorno tardio ao mercado mobile. Mais Lidas",
  "title": "Epic Games demite mais de 1.000 funcionários; queda de popularidade do Fortnite é razão"
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