{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreidjgymr3gkp7pnhdpkpsgntgtkeywviccy3nix3icsffjhrrtxbf4",
    "uri": "at://did:plc:rfivzlyyatmquq6ya3pso5i5/app.bsky.feed.post/3mhwtoivxnem2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiahf773vop5upppzy7s2khf3tffnm4v3d64ty7lcjflv6o35wgu6q"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 193871
  },
  "path": "/inteligencia-artificial/noticia/2026/03/dos-9-mil-agentes-de-ia-do-ifood-apenas-10percent-estao-no-nivel-mais-avancado-e-diego-barreto-ceo-da-empresa-acha-isso-bom.ghtml",
  "publishedAt": "2026-03-25T20:59:03.000Z",
  "site": "https://epocanegocios.globo.com",
  "tags": [
    "epocanegocios"
  ],
  "textContent": "\nOs mais de 9 mil agentes de inteligência artificial já em operação no iFood podem impressionar à primeira vista. Mas, para Diego Barreto, CEO da companhia, o dado mais relevante está em outro recorte: apenas 10% deles estão nos níveis mais avançados de autonomia e impacto. E isso, segundo ele, é exatamente o que deveria acontecer. “Existem agentes e agentes”, afirma o executivo em entrevista à Época NEGÓCIOS, durante o South Summit, em Porto Alegre. “O ritmo de evolução está tão acelerado que o que a gente achava bom há 12 meses já não é mais.” No último ano, o iFood estruturou uma plataforma interna que permite a qualquer funcionário criar seus próprios agentes de IA sem necessidade de programação. Esses agentes têm acesso a bases de dados da companhia, serviços internos e até informações externas, como dados públicos. Suas atividades podem ser ajustadas continuamente via prompt. Hoje, eles são classificados em quatro níveis, de acordo com sua capacidade de executar tarefas e operar com autonomia. A maior parte ainda está nos níveis iniciais — e isso não é visto como problema. “Os agentes de nível 1 e 2 são importantes porque fazem parte do aprendizado. Mesmo que não tenham impacto direto imediato no negócio, eles preparam as pessoas para isso\", diz Barreto. ”Todo mundo que hoje cria um agente nível 3 ou 4 começou lá atrás.” A principal mudança observada nos últimos 12 meses, segundo o CEO, é a capacidade desses agentes de executar tarefas mais longas e complexas. Se antes atuavam como assistentes pontuais, hoje conseguem conduzir fluxos inteiros de trabalho, que às vezes duram semanas. “Isso muda funções, áreas e até o desenho organizacional da empresa.” Um dos exemplos citados por Barreto vem do time de planejamento comercial, que lida com uma base de cerca de 450 mil restaurantes. Antes, as análises eram feitas por dashboards e exigiam apoio de áreas técnicas. Hoje, agentes conseguem gerar diagnósticos completos em tempo real, identificando desempenho, causas de queda ou crescimento e até sugerindo ações. Segundo Barreto, cerca de 80 pessoas que antes realizavam esse tipo de atividade migraram para novas funções dentro da companhia. Apesar da magnitude da mudança, o executivo afirma que não houve um choque cultural relevante dentro do iFood. Isso porque a empresa começou a discutir e implementar agentes ainda em 2022, quando a tecnologia era mais limitada. “Em 2022 era algo mais simples, em 2023 parecia mais um bot. A gente foi evoluindo junto com as pessoas”, diz. “Hoje, elas não veem isso como ameaça, mas como oportunidade de progressão de carreira.” No dia a dia, Barreto já utiliza agentes para tarefas simples, como agendar compromissos automaticamente via mensagens, mas também para questões mais complexas. Ele cita, por exemplo, o uso de um agente para ajudá-lo com orientações práticas no cuidado com um de seus três filhos. “Não substitui um profissional educador, claro. Mas, às vezes, você precisa de uma orientação rápida, no momento. E isso ajuda muito”, diz. Para o CEO do iFood, esse tipo de aplicação mostra que o impacto da inteligência artificial vai além da eficiência operacional e começa a entrar na vida cotidiana das pessoas. “Tem coisas boas e ruins, mas o saldo é muito positivo”, afirma. “E o que a gente está vendo agora ainda é só o começo.” Mais Lidas",
  "title": "Dos 9 mil agentes de IA do iFood, apenas 10% estão no nível mais avançado – e Diego Barreto, CEO da empresa, acha isso bom"
}