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Seu carro pode ser hackeado? Caso nos EUA preocupa donos de veículos

Home | Época Negócios [Unofficial] March 24, 2026
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Um ataque cibernético a uma empresa dos Estados Unidos levantou preocupações sobre a vulnerabilidade de carros conectados a sistemas digitais. Após a invasão atingir a Intoxalock, companhia sediada em Des Moines, no estado de Iowa, motoristas em diferentes regiões do país relataram que seus veículos deixaram de funcionar. O problema envolve dispositivos conhecidos como “ignition interlock”, exigidos por muitos estados americanos para motoristas condenados por dirigir sob efeito de álcool. O equipamento mede o nível de álcool no hálito antes de permitir que o carro seja ligado. Para isso, o condutor precisa soprar em um tubo acoplado a um pequeno aparelho instalado no veículo. Além do teste inicial, o sistema realiza verificações aleatórias durante a condução. Caso o motorista ignore ou falhe em um desses testes, o veículo pode entrar em bloqueio temporário, conforme a regulamentação local. Os dispositivos também exigem calibração periódica em centros de serviço autorizados. Se esse procedimento não for realizado dentro do prazo, o carro pode ser impedido de funcionar. Foi justamente essa dependência de sistemas digitais que expôs a falha. Um ataque cibernético, ocorrido no dia 14 de março, relata o site Ars Technica, tornou indisponíveis os bancos de dados e sistemas da Intoxalock, impossibilitando a realização das calibrações. Com isso, usuários que não conseguiram cumprir o prazo ficaram sob risco de bloqueio dos veículos. Segundo a empresa, entre 7% e 10% dos usuários em alguns estados foram afetados. Diante da situação, a Intoxalock autorizou centros locais a conceder extensões de dez dias para a calibração – medida que, no entanto, não funcionou em todas as versões dos dispositivos nem foi válida em todos os estados. A companhia também informou que cobriria custos diretamente relacionados à interrupção do sistema, incluindo taxas de reboque. Ainda assim, os sistemas permaneceram fora do ar por vários dias, com normalização apenas no dia 22 de março, quando a empresa anunciou a retomada das operações. Nas redes sociais, usuários afetados relataram dificuldades e discutem a possibilidade de ações coletivas contra a empresa. Mais Lidas

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