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"textContent": "\nIA ganhará mais investimentos, mostra nova pesquisa Surasak Suwanmake/Getty Images A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante para se consolidar como prioridade estratégica nas empresas da América Latina. Segundo o estudo “CIO Playbook 2026: A corrida pela IA Corporativa”, desenvolvido pela Lenovo em parceria com o IDC, 97% das organizações da região planejam aumentar seus investimentos em IA, com crescimento anual estimado em aproximadamente 14%. O movimento acompanha a tendência global, que mostra que 96% das empresas no mundo também pretendem ampliar os aportes na tecnologia. Na América Latina, porém, o ritmo de adoção já supera a média internacional em alguns indicadores. Um total de 84% das empresas da região, por exemplo, estão em fase piloto ou já utilizam IA ativamente, contra 77% no cenário global. Para Erick Pascoalato, General Manager de Infrastructure Solutions Group (ISG) da Lenovo Brasil, o momento atual marca uma virada decisiva no papel da tecnologia dentro das organizações. “O CIO Playbook da Lenovo mostra como a IA deixou de ser um experimento tecnológico para se tornar uma corrida estratégica por competitividade, produtividade e ROI”, afirma. Segundo o executivo, a evolução ao longo dos últimos anos mostra essa mudança. Em 2023, ano do primeiro estudo, o cenário era de experimentação, com a IA vista como uma tendência promissora, mas sem clareza sobre como seria. Já em 2024, o foco avançou para uma IA mais “inteligente” e pragmática, com maior atenção a temas como valor de negócio, segurança, talentos e arquitetura tecnológica. Em 2025, a discussão passou a girar em torno do conceito “AI-nomics” (mistura de IA com Economics), com empresas buscando extrair valor da tecnologia e conectá-la à produtividade, à governança e aos dados. Agora, em 2026, o estudo aponta a da competição em escala. A IA deixa de ser apenas uma iniciativa isolada e passa a ser um fator decisivo de competitividade, produtividade e retorno sobre investimento, consolidando-se como um ativo estratégico para as organizações. Retorno dos investimentos O levantamento, realizado com 500 líderes de negócios e de TI da América Latina, em seis mercados da região (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru) e sete verticais da indústria, aponta que, em média, as empresas esperam gerar quase três vezes (2,8x) em valor para cada dólar investido em projetos de IA. O desafio agora é implementá-la de forma eficaz. Entre os principais objetivos dos CIOs na região estão: Melhorar a eficiência operacional (29%) Construir confiança nos sistemas e resultados gerados pela IA (28%) Impulsionar a produtividade (27%) “O desafio deixou de ser apenas a adoção e passou a ser a implementação eficaz da tecnologia”, afirma Pascoalato. Agentes de IA Outro destaque do levantamento é o avanço das plataformas de IA agêntica, sistemas voltados ao desenvolvimento e operação de agentes inteligentes capazes de executar tarefas de forma autônoma. Mais de 50% das organizações latino-americanas já estão explorando ou implementando esses agentes, principalmente em áreas como cibersegurança, controle de qualidade e atendimento ao cliente, segundo o executivo. Estrutura de IA Para além do investimento, a adoção bem-sucedida de inteligência artificial passa por uma abordagem de estrutura dentro das organizações. Segundo Erick Pascoalato, o primeiro passo é definir prioridades claras de negócio. “Faz um plano cartesiano e determina quais são os projetos de maior relevância e quais têm maior retorno financeiro. Porque as empresas procuram essas duas coisas: como ser mais relevantes e ganhar mais dinheiro com isso”, diz. “Quando você encontra esse ponto, é ali que você vai investir em IA”, diz. Além disso, a escolha da infraestrutura adequada é parte central dessa estratégia, com destaque para modelos híbridos que conciliam nuvem e controle de dados. A pesquisa indica que 83% das organizações pretendem utilizar ambientes on-premises (infraestrutura instalada dentro da própria empresa) ou de edge (quando o processamento ocorre próximo à origem dos dados) para executar aplicações de IA como parte de uma estratégia híbrida. Nesse contexto, o modelo híbrido, que combina infraestrutura local, nuvens privadas e públicas, aparece como o principal formato, concentrando 61% das preferências para workloads (processamentos) de IA. O estudo aponta que 17% das organizações priorizam nuvem pública, 16% adotam implementações em edge e apenas 6% operam exclusivamente em ambientes on-premises. Mais Lidas",
"title": "97% das organizações da América Latina planejam aumentar investimentos em IA, diz estudo"
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