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82% dos brasileiros já usam IA no dia a dia, aponta pesquisa do Google

Home | Época Negócios [Unofficial] March 24, 2026
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Oito em cada dez brasileiros já utilizam alguma ferramenta de inteligência artificial, e a tecnologia deixou de ser novidade para se tornar parte da rotina. É o que mostra um estudo inédito do Google em parceria com a Ipsos, apresentado nesta terça-feira (24) durante o Re-Think with Google 2026, maior evento de negócios da empresa no país, realizado em São Paulo. O levantamento ouviu 2.750 brasileiros e mapeou 17 mil jornadas de compra. Re-Think with Google 2026, em São Paulo Divulgação / Google Os dados mostram que 82% dos brasileiros já utilizam algum recurso de IA, índice que sobe para 90% entre a Geração Z. No uso cotidiano, 71% recorrem à tecnologia para tarefas pessoais e 41% para atividades profissionais. Além disso, 83% dos respondentes perceberam economia de tempo na rotina, e 15% relataram poupar, em média, cinco horas por semana. O Google reforçou o protagonismo do Brasil no ecossistema global de IA da empresa durante o evento. O país figura entre os principais mercados mundiais do Gemini, do NotebookLM e do Veo 3. O presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, também afirmou que o país vive uma "transição política, energética e tecnológica" que pode ser catalisada pela IA para superar o isolamento histórico dos seus centros de pesquisa e tecnologia. Da pesquisa à decisão de compra A inteligência artificial já está presente em mais da metade das jornadas de compra dos brasileiros: 57% dos entrevistados afirmaram ter usado IA em alguma delas. Entre esses, 44% utilizaram a tecnologia em parte das compras e 13% a empregam de forma sistemática em todas as aquisições. Quanto às vantagens da utilização do recurso, 80% dos consumidores dizem que a jornada fica mais rápida com ferramentas de IA, e 71% a consideram mais fácil. O estudo também aponta que o comportamento do consumidor e o uso da IA para compras variam conforme a complexidade da categoria: enquanto itens de rotina, como alimentos, têm baixo uso de IA, categorias como automóveis, smartphones e passagens aéreas registram os maiores índices de adoção. Jornadas agênticas O maior desafio apontado pelo Google para as marcas nos próximos anos é a transição do modelo B2C (Business to Consumer) para o B2A (Business to Agent), um cenário em que agentes de inteligência artificial não apenas auxiliam o consumidor, mas executam compras de forma autônoma. "O consumidor já evoluiu a sua forma de buscar. Com a jornada potencializada por IA, focamos em resolver problemas e realizar 'missões', como planejar uma viagem ou organizar a rotina da casa", afirmou Thais Melendez, Gerente de Programas do Google Campus e coordenadora do estudo. Thais Melendez, Gerente de Programas do Google Campus Divulgação / Google Nesse contexto, as marcas precisarão convencer não apenas o consumidor final, mas também os agentes que fazem a triagem e curadoria de informações para ele. O foco, segundo o Google, muda da disputa pela atenção para a disputa pelas recomendações. A disposição para delegar, porém, ainda é parcial. Num cenário que considera o crescimento do comércio agêntico nos próximos dois anos, apenas 13% dos entrevistados afirmam que usariam IA de forma automatizada em todas as compras; 35% usariam com frequência, mas prefeririam manter a decisão final; 37% delegariam até R$ 200 aos agentes, mas a maioria ainda não abriria mão do controle, por preocupação com o risco financeiro. A Geração Z e os consumidores da classe A são os grupos mais propensos a delegar tarefas à IA. O estudo ainda aponta que os consumidores exigem garantias para confiar no novo processo, como um "mecanismo de segurança humano" — a possibilidade de escalar para suporte humano caso a IA falhe (33% dos entrevistados); transparência radical, com links diretos para as fontes das respostas (30%); e um "botão de cancelar", ou seja, a certeza de que qualquer processo pode ser interrompido imediatamente (29%). *Sob supervisão de Thâmara Kaoru Mais Lidas

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