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Uber fecha parceria com Rivian para lançar até 50 mil robotáxis nos EUA, Canadá e Europa até 2031

Home | Época Negócios [Unofficial] March 19, 2026
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A Uber anunciou nesta quinta-feira (19) uma parceria com a Rivian para desenvolver e implantar uma frota de robotáxis totalmente autônomos baseados no SUV elétrico R2 da montadora. O acordo prevê um investimento de até US$ 1,25 bilhão até 2031, com um primeiro aporte de US$ 300 milhões confirmado imediatamente após a assinatura do contrato, sujeito à aprovação regulatória. As informações são do TechCrunch. O plano é adquirir 10 mil unidades do R2 autônomo em uma primeira fase, com opção de comprar até 40 mil veículos adicionais a partir de 2030. Os lançamentos comerciais estão previstos para São Francisco e Miami em 2028, com expansão para 25 cidades nos Estados Unidos, Canadá e Europa até o final de 2031. Toda a frota operará de forma exclusiva pela plataforma da Uber. A Rivian, no entanto, ainda não iniciou a produção do R2. A previsão é de que a montagem comece em junho, e a fábrica destinada a produzir os robotáxis, localizada na Geórgia, ainda está em construção. A empresa também não testou nem implantou nenhum sistema de direção autônoma voltado especificamente para operação comercial de transporte de passageiros sem motorista. Andamento do acordo entre as empresas depende do progresso das operações de fabricação da Rivian e de aprovações regulatórias Divulgação / Rivian Na edição deste ano do festival SXSW, em Austin, o fundador e CEO da Rivian, RJ Scaringe, afirmou que o desenvolvimento de autonomia é a área em que a empresa mais investe. "Nosso caminho para alcançar a condução sem as mãos e sem olhar para o volante em 2027 é algo em que estamos investindo mais do que em qualquer outra coisa", disse Scaringe. Na mesma linha, em um evento técnico público realizado pela Rivian em dezembro de 2025, ele já havia dado a entender que a tecnologia abriria espaço para atuar no mercado de transporte por aplicativo. A aposta da Rivian para emplacar sua frota de robotáxis é a terceira geração da plataforma de autonomia da empresa, anunciada no ano passado e prevista para ser lançada em uma versão do R2 ainda em 2026. O sistema inclui 11 câmeras com resolução combinada de 65 megapixels, cinco radares e um sensor LiDAR, processados por dois chips RAP1 de fabricação própria com capacidade de 1.600 TOPS (trilhões de operações por segundo) de processamento de IA. Segundo a empresa, é um dos sistemas embarcados mais potentes já projetados para um veículo de consumo na América do Norte. Do lado da Uber, a parceria reforça a estratégia da empresa de atuar como plataforma para veículos autônomos de terceiros, em vez de desenvolver a tecnologia internamente. A empresa já mantém mais de 25 acordos com desenvolvedores de robotáxis ao redor do mundo. O mais proeminente é com a Waymo, subsidiária da Alphabet, cujos veículos já circulam no aplicativo da Uber em Austin e Atlanta. Waymo, empresa da Alphabet (controladora do Google), já opera robotaxis da Uber Divulgação / Uber A Uber também tem parcerias com Motional, Baidu e a startup britânica Wayve, além de ter anunciado em janeiro deste ano, na CES, uma parceria com a Lucid Motors e a startup de direção autônoma Nuro para implantar robotáxis em São Francisco ainda em 2026. O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, disse no comunicado oficial da empresa que confia na abordagem da Rivian. "Essa integração vertical, combinada com os dados da frota de consumidores em crescimento e a experiência com frotas comerciais, nos dá convicção para estabelecer metas ambiciosas, mas alcançáveis", afirmou em comunicado. O Brasil não está nos planos da Uber para receber o serviço, ao menos num futuro próximo. No país, a circulação de veículos autônomos ainda não é autorizada por lei. A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou, em julho de 2025, um projeto de lei que inclui no Código de Trânsito Brasileiro as diretrizes para a regulamentação desses veículos, mas a proposta ainda precisa ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e, para virar lei, exige aprovação da Câmara e do Senado. Enquanto o marco legal não avança, o país permanece fora do mapa dos robotáxis. *Sob supervisão de Thâmara Kaoru Mais Lidas

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