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Kalshi, startup de previsões co-fundada por bilionária brasileira, é acusada de operar apostas ilegalmente nos Estados Unidos

Home | Época Negócios [Unofficial] March 18, 2026
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A Kalshi, startup que atua no mercado de previsões, se encontra no centro de uma disputa jurídica nos Estados Unidos. A empresa foi co-fundada pela brasileira Luana Lopes Lara (29), reconhecida pela Forbes como a atual mulher mais jovem a construir a própria fortuna. Luana Lopes Lara estudou ciência da computação no MIT, e tem patrimônio estimado em R$ 6,7 bilhões Reprodução / Kalshi Na última terça-feira (17), a Procuradora-Geral do Arizona, Kris Mayes, apresentou queixas criminais contra a startup, acusando-a de operar um negócio de apostas ilegal e de violar leis estaduais que proíbem apostas em eleições. As informações são do Arizona Mirror. A Kalshi se consolidou como uma plataforma em que usuários podem negociar contratos sobre resultados de eventos reais, desde o clima até política. No entanto, Mayes afirmou, em um comunicado oficial, que “a Kalshi pode se autodenominar um ‘mercado de previsão’, mas o que ela está realmente fazendo é administrar uma operação de apostas ilegal e aceitar apostas em eleições no Arizona”. A denúncia, protocolada no Tribunal Superior do Condado de Maricopa, foca em apostas aceitas de residentes do Arizona sobre diversos temas, incluindo eventos esportivos, as eleições presidenciais de 2028, a corrida para o governo do Arizona em 2026 e se Elon Musk compareceria ao Super Bowl. Embora as acusações sejam contra a empresa e não contra seus executivos, e classificadas tecnicamente como contravenções (misdemeanors), elas representam um novo capítulo nas disputas entre a Kalshi e a justiça americana. Até então, a Kalshi enfrentava apenas ordens de interrupção de atividades (cease-and-desist) e processos civis: o Arizona é o primeiro a levar o caso para a esfera criminal. Disputa antiga A Kalshi classificou as acusações como "falhas" e fruto de uma "estratégia de jogo" por parte do estado. O argumento central da defesa da startup é que ela atua como um "mercado de contratos designado", regulado federalmente pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), o que teoricamente a protegeria de leis estaduais de jogos de azar. Em 2024, o tribunal regional do distrito de Columbia decidiu que a CFTC não poderia bloquear apostas eleitorais sob a lei federal. A corte, que faz parte da justiça federal dos EUA, equivale ao nível da 2ª instância no Brasil, e é responsável por deliberar a maioria dos casos que envolvem agências regulatórias federais no país. No último dia 12 de março, a própria Kalshi processou o Arizona na corte distrital do Arizona — parte da “1ª instância” da justiça federal americana —, alegando que o estado está tentando invadir a autoridade exclusiva do governo federal para regular o comércio de derivativos. A batalha jurídica no Arizona pode ter repercussões em todo o país, já que mais de uma dúzia de estados americanos proíbem apostas em eleições. *Sob supervisão de Thâmara Kaoru Mais Lidas

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