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"publishedAt": "2026-03-14T20:29:31.000Z",
"site": "https://epocanegocios.globo.com",
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"textContent": "\nLuana Lopes Lara, cofundadora da plataforma de mercados preditivos Kalshi, afirmou que um dos maiores riscos de sua trajetória foi apostar, ainda em 2018, que a empresa conseguiria transformar uma ideia vista como improvável em um negócio de sucesso nos Estados Unidos. Em entrevista à CNBC, a executiva brasileira, considerada a bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna, disse que, mesmo diante do ceticismo de investidores, conselheiros e reguladores, nunca deixou que o medo determinasse a estratégia da companhia. Brasil tem as duas mais jovens bilionárias do mundo; saiba quem são Por que há tantos bilionários hoje com menos de 30 anos Criada por Luana e Tarek Mansour quando os dois ainda estudavam no MIT, a Kalshi permite que usuários negociem contratos atrelados a acontecimentos do mundo real, como clima, economia, esportes, cultura pop e política. Na prática, os participantes compram posições de “sim” ou “não” sobre a ocorrência de determinado evento, em um modelo em que os preços refletem a probabilidade atribuída pelo mercado. A empresa recebeu autorização da agência que regula os mercados de derivativos dos Estados Unido, a Commodity Futures Trading Commission (CFTC), para operar como mercado regulado em novembro de 2020. Segundo Luana, os primeiros anos foram marcados por longos períodos de incerteza e pela percepção generalizada de que o projeto não sairia do papel. Ainda assim, os fundadores insistiram na proposta e passaram anos defendendo, com base em estudos jurídicos e análise de dados, a legalidade do modelo de negócios diante das autoridades norte-americanas. O embate mais duro veio com os chamados mercados eleitorais. Depois de mais de dois anos de negociações com a CFTC sem avanço, a empresa decidiu processar o governo dos Estados Unidos para tentar liberar contratos ligados às eleições. A disputa terminou com uma vitória da Kalshi, e, meses depois, a própria CFTC pediu para encerrar o recurso no caso. Desde então, a companhia acelerou o crescimento. Em dezembro de 2025, a Kalshi anunciou uma rodada de US$ 1 bilhão, em operação que avaliou a empresa em US$ 11 bilhões. Ao comentar sua visão sobre empreendedorismo, a bilionária afirmou que costuma tomar decisões mapeando cenários possíveis e probabilidades, em linha com a lógica do próprio negócio da Kalshi. Para ela, muitas pessoas deixam de perseguir ideias ambiciosas por superestimar o custo do fracasso. Na entrevista, a executiva também defendeu que mais mulheres assumam riscos calculados ao longo da carreira. “A maioria das pessoas tem medo de correr riscos... elas se preocupam muito com as consequências negativas. Elas se preocupam muito com o que vai acontecer se as coisas derem errado. Mas, na maioria das vezes, as pessoas estão pensando demais”, disse. O avanço da Kalshi, porém, não ocorre sem controvérsia. A expansão dos mercados preditivos tem despertado críticas sobre possíveis brechas regulatórias, risco de uso de informação privilegiada e questionamentos sobre a fronteira entre contratos financeiros e apostas, tema que já mobiliza reguladores, congressistas e a indústria de jogos nos Estados Unidos. A própria CFTC anunciou neste ano uma ação de fiscalização ligada a atividade indevida em mercados de previsão. Mais Lidas",
"title": "Bilionária mais jovem do mundo diz que maior aposta da carreira foi enfrentar reguladores nos EUA"
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