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Quais são os maiores produtores de petróleo do mundo?

Home | Época Negócios [Unofficial] March 9, 2026
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O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trouxe de volta uma questão que os mercados de energia prefeririam ignorar: o que acontece com o petróleo mundial se o estreito de Ormuz fechar? A resposta, nem um pouco tranquilizadora, passa pelo mapa da produção global e pelo Brasil. Com base em dados da U.S. Energy Information Administration (EIA), a produção é medida em milhões de barris por dia (b/d), somando petróleo cru, condensados e outros líquidos: Estados Unidos — cerca de 20 milhões de b/dia Arábia Saudita — aproximadamente 11 milhões b/d Rússia — pouco acima de 10 milhões b/d Canadá — entre 5 e 6 milhões b/d Iraque — entre 4 e 5 milhões b/d China — entre 4 e 5 milhões b/d Emirados Árabes Unidos — perto de 4 milhões b/d Irã — entre 3 e 4 milhões b/d Brasil — entre 3 e 4 milhões b/d (maior produtor da América do Sul) Kuwait — entre 2 e 3 milhões b/d Os valores são aproximados e variam mensalmente conforme decisões da OPEP+, sanções internacionais e investimentos no setor. A hierarquia entre os três primeiros colocados se mantém estável há anos, segundo a EIA. Estreito de Ormuz: o gargalo que ninguém quer ver fechado Por isso, a guerra no Irã ganha relevância econômica imediata. O estreito de Ormuz, faixa marítima estreita que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, é o principal corredor de transporte de petróleo e gás natural do planeta. Por ali circulam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, volume equivalente a 20% do consumo global, além de aproximadamente um quinto de todo o gás natural liquefeito (GNL) comercializado no mundo, com destaque para as exportações do Catar. O problema geográfico é que não há alternativa à altura. Existem oleodutos alternativos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, mas sua capacidade conjunta cobre apenas uma parcela dos volumes que transitam pelo estreito. Em caso de bloqueio prolongado, o desvio seria parcial e o impacto, significativo. O Irã controla a margem norte do estreito, o que significa que qualquer escalada militar, seja por ataques a navios, instalação de minas ou uso de mísseis antinavio, pode comprometer o fluxo de embarcações. Desde o agravamento do conflito, relatos apontam que o tráfego marítimo na região chegou a praticamente parar em determinados momentos. Seguradoras elevaram os prêmios de risco e armadores passaram a desviar ou reter navios. Quem sente mais o impacto Os países mais expostos a uma eventual interrupção no fornecimento são as grandes economias asiáticas: China, Índia, Japão e Coreia do Sul importam parcela expressiva de seu petróleo via Ormuz. Uma paralisação prolongada afetaria não apenas o abastecimento de combustíveis, mas também os preços de energia elétrica e o custo de produção industrial nesses mercados, com efeito em cadeia sobre exportações e crescimento. A Europa também sentiria o impacto, sobretudo em razão do gás natural líquido que passa pelo estreito. Economias mais frágeis, com menor capacidade de absorver choques de preço, seriam as mais vulneráveis. Nos mercados financeiros, o movimento já é visível. Desde o agravamento da guerra, o Brent, principal referência global de preço do petróleo, subiu entre 8% e 13% em poucos dias, superando a marca de 80 dólares por barril. A EIA e casas de análise estimam que um corte total de fornecimento por algumas semanas, mesmo com o desvio parcial via oleodutos, poderia adicionar entre 10 e 15 dólares por barril ao preço em forma de prêmio de risco. Mesmo sem um fechamento efetivo, a incerteza já embute pressão nos preços, o que alimenta a inflação e pode desacelerar economias mais vulneráveis. Mais Lidas

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