Toyota, Hyundai e montadoras chinesas são as que mais vão sofrer com a Guerra no Irã
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March 6, 2026
O conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã deve impactar a indústria automotiva mundial, especialmente marcas com maior presença no Oriente Médio. Segundo análise da firma de investimentos Bernstein, Toyota, Hyundai e Chery — que respondem por cerca de um terço das vendas na região — são as mais vulneráveis: a montadora japonesa lidera, com 17% de participação de mercado, seguida pela coreana, com 10%, e pela chinesa, com 5%. As informações são da CNBC. As montadoras da China podem ser especialmente afetadas pelo conflito. O Oriente Médio absorveu 17% do total das exportações de veículos de passageiros do país em 2025, e dentro do Irã especificamente, a Chery representa 6% do mercado local, só atrás das montadoras locais Iran Khodro e SAIPA. Além das vendas regionais, o maior risco para a indústria está na logística. A Bernstein alerta que o fechamento do Estreito de Ormuz pode aumentar o tempo de transporte e elevar os custos logísticos para toda a cadeia automotiva. Além disso, cerca de 20 milhões de barris de petróleo também passam pelo estreito todos os dias, e o preço da commodity no mercado internacional segue em alta. O encarecimento do petróleo também deve afetar outras montadoras ao redor do mundo. No caso das japonesas, até o momento, a Bernstein indica que o impacto é limitado. A Toyota afirmou, em nota, que não realiza negócios no Irã e não possui funcionários residentes no país, acrescentando que monitora de perto a situação e prioriza a segurança de seus funcionários na região. Entre as europeias, a Stellantis — grupo por trás de marcas como Fiat, Jeep e Chrysler — pode ser a mais impactada. A empresa afirmou recentemente que está “acompanhando de perto os desdobramentos nos países afetados”, e que “ainda não é possível avaliar totalmente o impacto potencial nas operações locais”. Mais Lidas
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