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"textContent": "\nO acirramento do conflito entre Irã e Israel está saindo caro para os mercados financeiros. Com o petróleo superando a marca de US$ 83 o barril, a bolsa brasileira caiu mais de 2% e o dólar voltou a subir frente ao real, repetindo um padrão que já se desenha há dias: cada novo capítulo da guerra no Oriente Médio encontra resposta imediata nos pregões de São Paulo e Nova York. O Ibovespa operava em queda de mais de 2% na tarde desta quinta (5). O dólar fechou em alta de mais de 1%, cotado a R$ 5,287. Por que o petróleo sobe — e por que isso importa para o Brasil O Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa parcela significativa do petróleo mundial, está com tráfego parcialmente interrompido em razão do conflito. Isso reduz a oferta disponível no mercado global e pressiona os preços para cima. O barril do Brent, referência internacional, avançava 2,85%, a US$ 83,72, no momento em que o Ibovespa registrava suas maiores quedas do dia. Para o Brasil, esse movimento é particularmente relevante. A Petrobras, uma das empresas de maior peso no índice da bolsa, recuava quase 1% (PN) e 1,56% (ON), mesmo com o petróleo em alta, o que pode parecer contraditório, mas reflete o nervosismo geral do mercado com a instabilidade geopolítica. Quando a incerteza domina, investidores tendem a se desfazer de ativos considerados mais arriscados, inclusive ações de empresas do setor. Além disso, a alta do petróleo alimenta preocupações com a inflação no mundo inteiro. Combustíveis mais caros encarecem transporte, produção industrial e, no fim da cadeia, o que o consumidor paga no mercado. Selic em risco: juros futuros sobem com a tensão O efeito da guerra não se limita à bolsa e ao câmbio. Os juros futuros também voltaram a subir, o que afeta diretamente o custo do crédito e as expectativas para a política monetária brasileira. A escalada do conflito reduziu as apostas de um corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, a taxa básica de juros do Brasil, na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que ocorre neste mês. A probabilidade desse cenário caiu para cerca de 40%, abrindo espaço para uma redução mais tímida, de apenas 0,25 ponto percentual. A taxa de depósito interfinanceiro (DI), um dos principais termômetros dos juros praticados no mercado financeiro, subia para 13,445% no contrato para janeiro de 2027, ante 13,410% no fechamento do dia anterior. Dólar sobe em busca de segurança Nos momentos de tensão geopolítica, o dólar costuma se valorizar. Investidores de todo o mundo migram para ativos considerados mais seguros, e a moeda americana é o principal deles. Foi o que aconteceu nesta quinta-feira. Mais cedo, mísseis iranianos atingiram território israelense enquanto Israel intensificava ataques contra Teerã. A notícia provocou nova rodada de compras de dólar e vendas de moedas emergentes, como o real. O mercado chegou a ensaiar uma recuperação quando a mídia estatal iraniana noticiou que Teerã estaria disposto a abrir mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido em troca de um acordo. Mas a proposta perdeu força rapidamente diante da ausência de resposta de Washington. Uma semana de altos e baixos A volatilidade desta semana ilustra bem como os mercados oscilam conforme o noticiário do conflito. Na quarta-feira, o Ibovespa havia fechado em alta e o dólar recuou a R$ 5,21, com o real figurando entre as moedas emergentes de melhor desempenho global, valorização de 1,15% no dia. O alívio foi puxado por uma reportagem do The New York Times, que indicava que a inteligência iraniana teria procurado a CIA para discutir um acordo de paz. A notícia foi suficiente para animar os mercados por algumas horas. Mas o próprio jornal americano ressaltou que as chances de avanço eram incertas, e a guerra seguia escalando. Na terça-feira anterior, o cenário havia sido oposto: o Ibovespa fechou com queda de 3,28%, no pior desempenho da semana. Mais Lidas",
"title": "Guerra no Irã derruba bolsa e aumenta cotação do dólar e do petróleo"
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