External Publication
Visit Post

Congresso dos EUA convoca Bill Gates e outros executivos para depor sobre caso Epstein

Home | Época Negócios [Unofficial] March 4, 2026
Source
Uma comissão de investigação da Câmara dos Deputados americana agora quer ouvir diretamente personalidades influentes que mantiveram algum tipo de relação com Jeffrey Epstein, o falecido financista condenado por abuso sexual. A informação é do Wall Street Journal. O presidente da Comissão de Supervisão da Câmara, James Comer, enviou cartas na terça-feira passada solicitando depoimento de sete pessoas associadas a Epstein. Entre elas estão o cofundador da Microsoft Bill Gates, Leon Black, presidente-executivo aposentado da Apollo Global Management, e Kathryn Ruemmler, conselheira geral em saída do Goldman Sachs. O secretário de Comércio Howard Lutnick também já aceitou depor. Quem será convocado a depor O desenho da investigação revela um padrão: a comissão busca examinar conexões entre homens de negócios de primeiro escalão e a rede que Epstein construiu. Gates, Black e Ruemmler representam três universos distintos — tecnologia, investimentos privados e finanças corporativas. Gates, em particular, chamou atenção pública quando admitiu, em comunicado recente, que sua associação com Epstein foi um erro de julgamento. O fundador da Microsoft ressaltou que jamais presenciou ou participou de atividades criminosas do ex-financista. Segundo comunicado da sua porta-voz ao Wall Street Journal, ele "aguarda ansiosamente" a oportunidade de depor e responder às perguntas da comissão, reafirmando disponibilidade para colaborar com o trabalho de supervisão. Leon Black enfrentou críticas mais diretas. Como investidor significativo de Epstein, o empresário recebeu serviços de consultoria fiscal e planejamento sucessório do financista. Em 2021, uma investigação externa encomendada pela Apollo Global Management revelou esses pagamentos, resultando na saída de Black da presidência-executiva da empresa. Desde então, ele tem mantido uma postura de distância, afirmando arrependimento pela associação. Kathryn Ruemmler, por sua vez, ocupava cargo de destaque no Goldman Sachs como conselheira geral quando sua relação com Epstein veio à tona. Investigações anteriores indicaram que ela compartilhava clientes com o financista e que recebeu consultoria ocasional dele. O Wall Street Journal revelou em 2023 que Ruemmler estava entre as figuras poderosas que se reuniam regularmente com Epstein nos anos posteriores ao seu acordo criminal. Sua decisão de deixar o banco, anunciada há poucos meses, ocorreu em meio à pressão interna crescente relacionada a essas conexões. Conforme sua assessoria informou, Ruemmler insiste que jamais o representou legalmente e que desconhecia qualquer atividade criminosa contínua. Howard Lutnick, secretário de Comércio, ofereceu diversas explicações sobre seus contatos com Epstein. Negou manter relação significativa com o financista nos anos recentes, afirmando que "mal havia qualquer coisa" entre os dois. Contudo, evidências posteriores revelaram que visitou a ilha privada de Epstein em dezembro de 2012 em um iate particular e assinou acordos que efetivamente o ligavam comercialmente ao financista, uma contradição que aumentou o interesse da comissão em ouvi-lo. A investigação ocorre meses após a divulgação pública de arquivos selados relacionados ao caso Epstein, alimentando novo escrutínio sobre figuras públicas que tiveram algum vínculo com o financista. O presidente da comissão, James Comer, já havia ouvido testemunhos de Bill Clinton e Hillary Clinton na semana anterior, indicando que o escrutínio se expande em múltiplas direções e atravessa linhas políticas. Mais Lidas

Discussion in the ATmosphere

Loading comments...