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  "textContent": "\nA OpenAI anunciou que vai revisar os termos do contrato firmado com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos (DoW, na sigla em inglês). Sam Altman, CEO da empresa, disse que o acordo foi fechado de forma precipitada. Em mensagem aos funcionários, Altman admitiu: \"Não deveríamos ter nos apressado para fechar isso na sexta-feira. As questões são extremamente complexas e exigem comunicação clara. Estávamos tentando desescalar as coisas e evitar um desfecho muito pior, mas acho que pareceu oportunista e descuidado.\" As informações são do The Guardian. O contrato foi feito imediatamente após a Anthropic, criadora do chatbot Claude e concorrente direta da OpenAI, ser dispensada como fornecedora de IA para o Pentágono. A ruptura ocorreu após a empresa se recusar a liberar o uso de seus sistemas para vigilância doméstica em massa, argumentando que isso seria incompatível com valores democráticos. A postura levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a classificar a Anthropic publicamente como \"esquerdista radical\" e a ordenar que agências federais deixassem de usar seus produtos. O acordo e suas lacunas Ao anunciar o contrato com o DoW, a OpenAI afirmou que ele continha \"mais salvaguardas do que qualquer acordo anterior para implantações classificadas de IA, incluindo o da Anthropic\". Mas a versão inicial do documento não deixava explícito que o uso da tecnologia para vigilância doméstica em massa estava proibido, lacuna que alimentou uma onda de críticas. A empresa agora se compromete a incluir essa restrição de forma expressa no texto do contrato, assim como a vetar o uso de seus sistemas por agências de inteligência do Departamento de Defesa, como a Agência de Segurança Nacional (NSA). A menção à NSA trouxe à tona memórias do escândalo Snowden, de 2013, quando vazamentos revelaram que a agência coletava em massa dados de ligações telefônicas e comunicações na internet de cidadãos americanos. Reação interna e pressão dos funcionários O contrato não passou despercebido dentro das próprias empresas de tecnologia. Cerca de 900 funcionários da OpenAI e do Google assinaram uma carta aberta pedindo que suas lideranças se recusassem a permitir que o DoW utilizasse seus produtos para vigilância e para sistemas de armamento autônomos. Ou seja, armas capazes de tomar decisões de ataque sem supervisão humana. No documento, os signatários alertaram que o governo americano tentava \"dividir cada empresa com o medo de que a outra ceda\". A carta contava com 796 assinaturas de funcionários do Google e 98 da OpenAI. Em comunicado divulgado junto ao anúncio do contrato, a própria OpenAI declarou que uma de suas restrições era a de \"nenhum uso da tecnologia da OpenAI para dirigir sistemas de armas autônomos\". A movimentação também gerou reação no mercado. Usuários do X e do Reddit protagonizaram uma campanha pelo cancelamento do ChatGPT. Enquanto isso, o Claude, da Anthropic, subiu ao topo do ranking de vendas da App Store, da Apple, ultrapassando o ChatGPT, segundo análise da empresa de dados Sensor Tower. Vozes críticas Nem todos ficaram convencidos de que a revisão do contrato representa uma vitória ética. Miles Brundage, ex-chefe de pesquisa em políticas da OpenAI, questionou publicamente como a empresa conseguiu fechar um acordo que a Anthropic considerou impossível de conciliar com seus princípios. \"A suposição padrão dos funcionários da OpenAI deveria ser, infelizmente, que a OpenAI cedeu e emoldurou isso como se não tivesse cedido, e prejudicou a Anthropic enquanto fingia estar ajudando-a\", escreveu no X, segundo o The Guardian. Brundage também fez questão de diferenciar sua posição pessoal da crítica institucional: \"A OpenAI é uma organização complexa, e acredito que muitas pessoas envolvidas nisso trabalharam duro pelo que consideram um resultado justo. Em outras não confio de forma alguma, particularmente no que diz respeito a negociações com o governo.\" Enquanto a OpenAI tenta consertar sua imagem, a Anthropic enfrenta consequências práticas da decisão do governo Trump. Além do Departamento de Guerra, três outras agências federais — os departamentos de Estado, do Tesouro e de Saúde e Serviços Humanos — anunciaram a suspensão do uso de produtos da empresa. Trump determinou que todos os órgãos do governo federal encerrem gradualmente o uso das ferramentas da Anthropic, após a decisão do secretário de Defesa Pete Hegseth de classificar a companhia como um risco à cadeia de fornecimento. Mais Lidas",
  "title": "OpenAI diz ter se arrependido de fazer um acordo com o exército americano logo após a briga de Trump com a Anthropic"
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