{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreiam2wgmzhfhw2rppzgvxnsqtfnwp77oji6xgk744joaqqamibghq4",
"uri": "at://did:plc:rfivzlyyatmquq6ya3pso5i5/app.bsky.feed.post/3mfy5kbtjuw72"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreifpa5g6equa3i56o2ardtioknjy4bzdjswtbtc3kal45cddybyszi"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 1060591
},
"path": "/empresas/startup/noticia/2026/02/como-um-negocio-que-transforma-ervilhas-em-proteina-esta-surfando-a-geracao-ozempic-e-faturando-milhoes.ghtml",
"publishedAt": "2026-02-28T17:50:51.000Z",
"site": "https://epocanegocios.globo.com",
"tags": [
"epocanegocios"
],
"textContent": "\nUma fabricante de proteína de ervilha e soja sediada em Minneapolis tornou-se uma importante peça na nova onda de consumo impulsionada por medicamentos para perda de peso como o Ozempic. A Puris Proteins, empresa familiar fundada em 1985, fatura cerca de US$ 200 milhões por ano e hoje é a maior produtora de proteína de ervilha dos Estados Unidos. À medida que usuários desses medicamentos buscam “fazer cada caloria valer a pena”, a demanda por alimentos com mais proteína disparou, conta a Forbes. “O que os usuários querem é consumir mais proteína. Precisa ter ótimo sabor e ser mais nutritivo”, afirma Tyler Lorenzen, CEO da companhia. Segundo ele, o sabor é a porta de entrada para hábitos alimentares mais saudáveis,e é isso que tem permitido à Puris crescer acima dos concorrentes. A história começou nos anos 1980, quando Jerry Lorenzen decidiu comercializar variedades próprias de sementes de soja, desenvolvidas de forma tradicional, sem bioengenharia. Com apenas US$ 250 na conta bancária e dois filhos pequenos, ele vendia ração animal durante o dia e cruzava sementes à noite, na garagem de casa. O foco em soja, e não milho, foi estratégico, diante da menor concorrência. Os primeiros anos foram difíceis. No melhor cenário, o melhoramento genético tradicional leva de sete a dez anos para dar retorno. A primeira variedade só foi lançada em 1999, em um momento em que sementes geneticamente modificadas, lideradas por gigantes, dominavam o mercado. A insistência em permanecer 100% não transgênica acabou se tornando um diferencial competitivo. A empresa também aproveitou o fechamento de fábricas no país para adquirir plantas industriais. Hoje, a Puris produz integralmente nos Estados Unidos. Além da divisão de ingredientes, que fornece proteína de ervilha para cerca de 200 marcas, de gigantes como a Cargill a startups, a Puris também vende sementes de soja, milho e ervilha para centenas de agricultores em 20 estados. Segundo dados da consultoria Spins, produtos feitos com proteína de ervilha crescem 15% ao ano, cerca de cinco vezes mais rápido do que marcas tradicionais de alimentos. Estima-se que 12% dos adultos americanos, ou cerca de 31 milhões de pessoas, estejam utilizando medicamentos para perda de peso. Empresas do setor alimentício têm recorrido à Puris para reformular receitas e incluir mais proteína em cereais, massas e bebidas esportivas. Mais Lidas",
"title": "Como um negócio que transforma ervilhas em proteína está surfando a “geração Ozempic” e faturando milhões"
}