{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiaputfizfvaiqjs2wa72vzqhfdpqiyazu2trxnrczyqibcni6svra",
    "uri": "at://did:plc:rfivzlyyatmquq6ya3pso5i5/app.bsky.feed.post/3mfvgf5ajn442"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreigodpvglkrc46bdbq4lkve7lrdifh4jcwk2gavvcrtd66clzrn6vq"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 83514
  },
  "path": "/inteligencia-artificial/noticia/2026/02/anthropic-recusa-pedido-do-pentagono-para-remover-restricoes-em-sua-ia.ghtml",
  "publishedAt": "2026-02-27T12:56:20.000Z",
  "site": "https://epocanegocios.globo.com",
  "tags": [
    "epocanegocios"
  ],
  "textContent": "\nA Anthropic, empresa americana de inteligência artificial, recusou uma proposta do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que exigia a liberação de seu modelo Claude para uso militar sem restrições. A negativa foi mantida mesmo diante de um prazo imposto pelo governo e da ameaça de medidas punitivas, segundo informações do The Wall Street Journal. Na terça-feira (24), o secretário de Defesa Pete Hegseth reuniu-se com Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, no Pentágono. Na ocasião, estabeleceu um prazo até às 17h01 de sexta-feira para que a empresa concordasse com o direito das Forças Armadas de utilizar o Claude em qualquer operação legalmente autorizada. Caso a Anthropic não aceitasse, o governo ameaçou acionar a Lei de Produção de Defesa, legislação criada durante a Guerra da Coreia que permite ao governo federal requisitar a produção industrial privada para fins militares, e classificar a empresa como risco à cadeia de suprimentos, o que prejudicaria sua capacidade de fechar contratos com outros contratantes federais. Para avaliar o impacto dessa segunda medida, o Pentágono consultou empresas como Lockheed Martin e Boeing para mapear o grau de dependência que mantêm em relação ao Claude. Por que a empresa se recusa A Anthropic proíbe que seus modelos sejam utilizados em dois cenários específicos: vigilância doméstica em massa e armas autônomas, ou seja, sistemas que tomam decisões letais sem supervisão humana. A empresa afirma que aceitar o contrato proposto pelo Departamento de Defesa na prática eliminaria essas restrições. Na quinta-feira, Amodei divulgou uma declaração. \"Não podemos, em boa consciência, ceder ao que estão pedindo\", disse, segundo o Wall Street Journal. Em nota, a empresa informou que o texto contratual recebido na véspera \"praticamente não avançou em impedir o uso do Claude para vigilância em massa de americanos ou em armas totalmente autônomas\", e que trechos apresentados como concessão continham brechas jurídicas que permitiriam ignorar as salvaguardas. As duas medidas ameaçadas pelo Pentágono são, em tese, incompatíveis. Classificar a Anthropic como risco à cadeia de suprimentos enquanto se invoca uma lei de emergência para garantir acesso à sua tecnologia pressupõe avaliações opostas sobre a mesma empresa. Amodei apontou diretamente para isso em sua declaração: \"Uma ameaça nos classifica como risco de segurança; a outra classifica o Claude como essencial à segurança nacional.\" O episódio também expõe a dependência do Pentágono em relação à Anthropic. Antes de incluir a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk que aceitou os termos militares sem restrições, o Claude era o único modelo aprovado para uso em ambientes classificados pelo Departamento de Defesa. Mais Lidas",
  "title": "Anthropic recusa exigência do Pentágono, que quer liberação do chatbot Claude para usos militares"
}