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Nicolelis, neurocientista mais premiado do Brasil, sobre a polilaminina: sem estudo clínico correto, não acredito em nada

Home | Época Negócios [Unofficial] February 25, 2026
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O neurocientista Miguel Nicolelis, que já ganhou mais de 30 prêmios internacionais, comentou brevemente sobre polilaminina, a molécula descoberta no Brasil 'por acaso' que virou esperança para reverter lesões na medula. “Enquanto não fizer estudo clínico correto, eu não acredito em nada”, disse durante uma live da DCM TV, no YouTube “Sem grupo de controle, sem fazer a análise estatística de grandes grupos… Sem injetar salina em um grupo e a outra substância [polilaminina] em outro e ver o que dar… Eu estudo isso há 50 anos e lesão medular tem uma taxa altíssima de recuperação espontânea, sem fazer nada”, afirmou na entrevista. “Então não se pode dizer absolutamente nada sobre um tratamento sem fazer um estudo clínico completo. Não abro a minha boca até ver os dados publicados em um estudo dessa maneira”, disse. Em seu Instagram, compartilhou a publicação da jovem Maria Carolina Longo, que sofreu uma lesão medular e compartilha sua jornada de recuperação nas redes sociais. No vídeo publicado, ela divulga um estudo científico realizado na China, no hospital de Xuanwu, em Pequim, que contou com a colaboração do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. Sobre a publicação, o próprio Nicolelis fez um comentário em mensagem para a jovem, dizendo: “Só faltou dizer que o nosso estudo tinha grupo de controle e que nada mudou para os membros deste grupo. Muito obrigado por divulgá-lo”. Sobre a pesquisa O Brasil ganhou destaque, em 2026, como participante de um esforço global que já dura décadas – a busca da cura para lesões da medula espinhal (LME), causadoras de condições como paraplegia e tetraplegia. Há diferentes tentativas em andamento no mundo para encontrar uma solução, incluindo uso de exoesqueletos, estimulação direta do cérebro e células-tronco. A proposta nacional, que entrou na fase 1 de testes clínicos em janeiro, é a polilaminina, substância regeneradora feita a partir da proteína laminina, obtida de placentas. Trata-se de um caminho original para enfrentar o problema, que aflige mais de 15 milhões de pessoas no mundo. “A polilaminina advém de um processo de produção padronizado que garante escala, enquanto as outras abordagens devem ser ajustadas para cada paciente, o que restringe o acesso”, diz Rogério Almeida, vice-presidente de PD&I do laboratório farmacêutico Cristália. A potencial terapia nasceu de 25 anos de pesquisa da bioquímica Tatiana Coelho de Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, que tem desde 2021 contrato de parceria com a Cristália. Nos testes atuais, a substância está sendo injetada na medula, mas o tratamento final pode vir de outra forma. A fase 1 de testes dura pelo menos seis meses, e as fases 2 e 3 podem levar anos. Mais Lidas

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