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  "textContent": "\nA NASA afirmou que pretende lançar a missão tripulada Artemis II a partir de 6 de março, após um teste completo de abastecimento do foguete Space Launch System ter sido considerado bem-sucedido. O anúncio, no entanto, veio um dia depois de a agência admitir falhas graves na missão teste da cápsula Starliner, da Boeing, em 2024, em um episódio que agora passa a ser tratado como um dos incidentes mais sérios da história recente do programa espacial americano, segundo o Mashable. O ensaio geral de abastecimento, conhecido como wet dress rehearsal, envolveu o carregamento do foguete com combustível criogênico, simulação de contagem regressiva e testes de interrupção e retomada. Segundo os gestores da missão, os principais objetivos foram cumpridos e não houve vazamentos significativos de hidrogênio, problema que havia afetado testes anteriores. A autorização formal para o lançamento dependerá ainda de uma revisão detalhada de prontidão de voo. A tripulação formada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Hammock Koch e Jeremy Hansen já iniciou quarentena no Johnson Space Center, em Houston. Starliner reclassificado como incidente máximo Na quinta-feira anterior ao anúncio do possível lançamento, o administrador da NASA, Jared Isaacman, fez críticas contundentes à condução do teste tripulado da cápsula Starliner, da Boeing. A missão foi reclassificada como “Type-A mishap”, a categoria mais grave de incidente que não envolve fatalidades. O relatório de 300 páginas sobre o episódio foi divulgado antes de ser apresentado ao Congresso. Segundo Isaacman, houve falhas significativas na liderança e na tomada de decisões da própria agência. “Falhamos com eles”, disse, referindo-se aos astronautas Butch Wilmore e Suni Williams. O voo teste, inicialmente previsto para durar dez dias, acabou se estendendo por nove meses na Estação Espacial Internacional. A NASA e a Boeing ainda não compreendem totalmente as causas das falhas nos propulsores tanto no módulo de serviço quanto na cápsula. Houve perda temporária de controle de direção durante a aproximação da estação e nova falha no retorno da nave vazia, em um episódio que não havia sido divulgado na época. Os astronautas acabaram retornando meses depois a bordo de uma cápsula Crew Dragon, da SpaceX. Cultura organizacional sob escrutínio Embora a Artemis II utilize um foguete e uma nave diferentes da Starliner, a NASA reconhece que as falhas de cultura e governança identificadas na investigação podem afetar qualquer programa de voo tripulado se não forem corrigidas. “Os mesmos problemas de gestão podem surgir em qualquer projeto”, afirmou o administrador associado Amit Kshatriya. A Boeing declarou ter avançado em reparos técnicos e iniciado mudanças culturais internas. A empresa reforçou que segurança de missão e da tripulação é prioridade absoluta. A primeira missão tripulada além da órbita terrestre desde 1972 A Artemis II será o primeiro voo tripulado ao espaço profundo desde o fim do programa Apollo, em 1972. A missão prevê um sobrevoo da Lua antes do retorno à Terra. O contraste entre a ambição histórica da missão e a admissão pública de falhas graves evidencia o momento delicado da agência: ao mesmo tempo em que tenta recuperar confiança institucional, a NASA se prepara para um dos voos mais simbólicos de sua nova era lunar. Mais Lidas",
  "title": "NASA admite falhas graves no Starliner, da Boeing, às vésperas da missão tripulada Artemis II à Lua"
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