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Além de Toy Story 5: Conheça outras 3 animações que discutem tecnologia na infância

Home | Época Negócios [Unofficial] February 20, 2026
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O primeiro trailer de Toy Story 5, lançado na última quinta-feira (19/2), apresentou ao público a próxima aventura no universo de uma das franquias mais amadas de Hollywood. De volta às telonas depois de 6 anos, a animação apresenta uma antagonista que é novidade para Woody, Buzz e Jessie, mas não para os pais da Geração Alpha — crianças nascidas entre 2010 e 2025: um tablet. O filme, que estreia nos cinemas brasileiros em 18 de junho, promete explorar o desafio de manter uma relação saudável entre crianças e adolescentes com a tecnologia. Um dilema extremamente atual, em tempos de revolução no Roblox e proibição de redes sociais para menores de idade ao redor do mundo. Mas Toy Story não vai ser o primeiro a levantar essa pauta no cinema. Os últimos anos tiveram diversas produções infantis que discutiram temas parecidos, conversando tanto com pais quanto com filhos sobre os perigos e as oportunidades da era digital. Confira alguns deles a seguir. Ron Bugado (2021) Onde assistir: Disney+ e Netflix Barney, um menino sem amigos, recebe de presente um B-Bot: um robô que funciona como um "amigo digital" personalizado. Todos os colegas de Barney têm um, mas o problema é que o robô dele, Ron, chegou com defeito e não se comporta como os outros: ele diz a verdade, comete gafes, e age de forma imprevisível. Mesmo assim — e também por isso —, Ron acaba se tornando o melhor amigo que Barney já teve. O filme é uma crítica bastante explícita ao modelo de negócio das redes sociais. A empresa Bubble coleta dados das crianças, usa algoritmos para maximizar o "engajamento" (que nesse contexto, significa dependência afetiva com o robô), e toma decisões sobre as personalidades dos dispositivos com base no que gera mais tempo de uso, não no que é melhor para o desenvolvimento das crianças. Algumas das perguntas mais interessantes que Ron Bugado faz ao espectador — e tenta responder, ao seu modo —, são: o que é uma conexão quando mediada por uma empresa com fins lucrativos? E como elas podem nos afastar (ou nos aproximar) uns dos outros? A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas (2021) Onde assistir: Netflix Katie Mitchell é uma jovem obcecada por criar vídeos e construir uma identidade online. Seu pai, Rick, não entende nada de tecnologia, e sente que perdeu a filha para uma tela. Quando uma assistente virtual desenvolvida por outra Big Tech fictícia, a PAL Labs, provoca uma revolução entre as máquinas e começa a capturar toda a humanidade, a família Mitchell precisa se unir para salvar o mundo. Há uma sátira muito clara ao mercado de assistentes virtuais: a vilã do filme é literalmente uma corporação de tecnologia que coloca os interesses de crescimento acima do bem-estar humano, simbolizada pelo CEO que deixa a segurança de lado para acelerar o progresso — uma paródia nada sutil de figuras reais do Vale do Silício. Mas apesar da premissa no estilo Exterminador do Futuro, o filme não trata a tecnologia como algo puramente ruim. Katie, por exemplo, usa a câmera para se expressar, para processar o mundo, para criar arte. O “apocalipse” serve mais como uma metáfora, que ilustra o choque geracional do pai com a filha, assim como um recurso narrativo que termina por reconectá-los. WiFi Ralph: Quebrando a Internet (2018) Onde assistir: Disney+ Nesta continuação de Detona Ralph (2012), o protagonista e sua melhor amiga, Vanellope, precisam comprar uma peça de reposição para o videogame dela. Para conseguir o dinheiro, os dois acreditam que a melhor solução é viralizar nas redes. A aventura os leva por um tour pela lógica do algoritmo de atenção: como um vídeo bobo se torna viral, o tanto que os comentários podem ser cruéis e anônimos, a maneira que plataformas de vídeo exploram qualquer comportamento repetitivo para manter o usuário assistindo, e como o próprio YouTube — um dos principais alvos das sátiras do filme — é projetado para nunca deixar ninguém ir embora. O filme também trata, de forma mais pessoal, da dependência afetiva que pode se desenvolver entre uma criança e um personagem ou comunidade online. Vanellope encontra no jogo Corrida do Caos — uma paródia do GTA — um lugar onde se sente mais "em casa" do que no mundo real, e Ralph, com ciúme, tenta sabotar essa ligação. A discussão sobre quanto espaço uma tela pode ocupar na vida de uma criança (e o que ela substitui) está no coração emocional da história, e sua resolução vale o debate. Mais Lidas

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