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  "textContent": "\nAs Olimpíadas de Inverno de 2026 estão se consolidando como um grande laboratório global para a inteligência artificial. Mais do que um evento esportivo, os Jogos viraram um campo de testes para tecnologias que já transformam negócios, governos e a vida cotidiana, e agora passam a influenciar também a forma como atletas treinam, organizadores operam e o público consome esporte. Se em edições anteriores a IA atuava nos bastidores, desta vez ela ganha papel central. Nos Jogos de Verão de Jogos Olímpicos de Paris 2024, a IA já aparecia, mas de forma mais experimental, como em testes de chatbots para atletas. Em 2026, a tecnologia foi de coadjuvante para protagonista. Logística Pista de luge teve câmera especial acompanhando os atletas nas Olímpiadas de Inverno 2026 Getty Images O uso mais estratégico da tecnologia nesta edição está na logística. Organizar duas semanas de competições cronometradas, com milhares de atletas, equipes técnicas e espectadores, sob condições climáticas imprevisíveis, exige decisões rápidas e altamente coordenadas. Sistemas baseados em IA ajudam a rodar simulações, prever cenários e ajustar cronogramas sem comprometer a programação global. Em um evento em que atrasos de minutos podem gerar impactos em transmissões internacionais, essa capacidade de planejamento em tempo real se tornou essencial. Transmissões Eileen Gu, atleta mais bem paga das Olimpíadas de Inverno 2026 Getty Images Na cobertura, a IA amplia a experiência do espectador. Ferramentas automatizam a produção de melhores momentos e permitem que fãs acessem quase qualquer performance sob demanda, algo que antes dependia de edição manual. Além disso, dados contextuais e replays inteligentes ajudam a explicar modalidades menos conhecidas, ampliando o entendimento do público casual. Segundo Yiannis Exarchos, CEO da Olympic Broadcasting Services, em entrevista a Axios, a tecnologia deve servir para aproximar o espectador do esporte e não apenas para exibir inovação. Notas dos juízes Ilia Malinin, um dos maiores nomes da patinação artística Getty Images Em modalidades decididas por frações de ponto, como a patinação artística, sistemas de visão computacional começam a apoiar análises técnicas. A tecnologia pode auxiliar juízes a verificar rotações completas, aterrissagens e execução com mais precisão, reduzindo margens de erro. Tradução em tempo real Aparelhos da Samsung fazem tradução em tempo real com uso de inteligência artificial durante os Jogos Divulgação Com atletas e fãs de diferentes partes do mundo reunidos nas montanhas, a IA também atua na comunicação. A Samsung fornece nesta edição celulares com tradução automática embarcada para voluntários, funcionando inclusive em áreas com sinal instável. A iniciativa ajuda a romper barreiras linguísticas no atendimento ao público. Big data Curling contou com inteligência artificial para monitoramento dos resultados nas Olimpiadas de Inverno 2026 Getty Images A quantidade de dados gerados durante os Jogos é gigantesca, com informações em larga escala de desempenho, tempos, métricas operacionais. A empresa suíça Omega, cronometrista oficial da edição, criou um modelo de linguagem próprio para permitir que equipes consultem rapidamente essas informações. Já a Alibaba Cloud emprega seu modelo Qwen para ajudar os Comitês Olímpicos a pesquisar e organizar documentos em diferentes idiomas. O que vem pela frente O próximo grande salto já está no radar. Para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, organizadores estudam usar IA para planejar um modelo de mobilidade centrado em transporte público em uma cidade conhecida pela dependência do carro. Se acertar o pouso em uma rotina de ginástica já exige precisão milimétrica, organizar deslocamentos em uma metrópole espalhada pode ser o próximo grande desafio tecnológico. Mais Lidas",
  "title": "5 formas que a IA está sendo usada nas Olimpíadas de Inverno e você não imaginava"
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