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"publishedAt": "2026-02-17T14:32:03.000Z",
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"textContent": "\nComissão de Frente da Portela Reprodução/X A Agência Nacional de Aviação Civil noticiou a Portela e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) depois de a agremiação de Oswaldo Cruz e Madureira colocar um componente da comissão de frente \"voando\" num drone. A performance levantou a Marquês de Sapucaí no domingo, primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. Em nota, a Anac ressaltou que é proibido transportar pessoas, animais e artigos perigosos usando drones. \"O equipamento não foi desenvolvido para essa finalidade e pode causar acidentes, inclusive, fatais\", acrescentou. Procuradas pelo GLOBO, a Liesa disse não ter sido notificada, até o momento, e a Portela ainda não se manifestou. A agência detalhou que a norma RBAC-E nº 94, além de proibir o transporte de pessoas, determina que o operador de drones respeite uma distância mínima de 30 metros horizontais — \"o piloto não pode, em hipótese alguma, colocar vidas em risco\", ressaltou. A Anac ponderou que a existência de uma barreira mecânica \"suficiente forte\" para isolar e proteger outras pessoas poderia suprir a falta dessa distância mínima. \"Entretanto, não foi o que se viu na Marquês de Sapucaí\", pontuou. Após o desfile, a Anac disse ter oficiado a escola e a Liesa e solicitado o apoio no reforço às instruções relacionadas à proibição do uso de drones tripulados. A agremiação também foi cobrada a fornecer informações adicionais à autoridade brasileira que estabelece regras para o uso de aeronaves do tipo. \"A Agência também solicitou que a escola informe o modelo do equipamento utilizado, número de série, comprovação de registro do equipamento junto à Anac, dados do piloto remoto da aeronave. A Portela tem dez dias para encaminhar as informações\", destacou a Anac. Depois de um desfile \"caótico\", com problemas no último carro alegórico e uma chegada conturbada à dispersão, Portela confirmou que o carnavalesco André Rodrigues pediu demissão. A saída foi em comum acordo. O substituto ainda não foi anunciado. 'Voo' na Sapucaí A Portela entrou na Avenida com o enredo “O mistério do príncipe do Bará — a oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, um recorte conduzido por uma fábula do Batuque, religião afro-brasileira de culto aos orixás, popular na região Sul do país. A escola apostou em uma comissão de frente que conta a história do Batuque em um ambiente 3D. Um dos destaques foi o homem voando com o auxílio de um equipamento especial. A fábula que inspira o enredo traz dois personagens principais, o Negrinho do Pastoreio e o Bará (Exú), principal orixá do culto do Batuque. Segundo o carnavalesco André Rodrigues, esses personagens contaram um para o outro partes da negritude, a identidade negra, normalmente pouco identificada com o Sul do Brasil. A escola apostou no universo 3D em sua Comissão de Frente. — Estamos trazendo o Batuque através de um ambiente 3D, para que que todo mundo possa se sentir dentro da comissão de frente — revelou Cláudia Mota, coreógrafa da escola em conjunto com o marido Edifranc Alves. Os 29 bailarinos entraram na Sapucaí preenchendo o espaço com um grande elemento cênico branco que fará uma imersão \"como se fosse um livro\". Mais Lidas",
"title": "Anac notifica Portela e Liesa por homem 'voando' em drone na comissão de frente: 'Proibido'"
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