Microsoft avança na construção de seus data centers no Brasil e chega a mais de 2,8 milhões de pessoas capacitadas em IA
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February 11, 2026
A Microsoft concluiu em janeiro a primeira fase das obras de seus data centers no Brasil, com a entrega dos dois primeiros data halls no início de 2026. Esses prédios abrigam os computadores e servidores necessários para o processamento de informações em um data center. A entrega faz parte do investimento anunciado em setembro de 2024, no valor de R$ 14,7 bilhões no Brasil em infraestrutura de nuvem e inteligência artificial até 2027. A meta de capacitar 5 milhões de pessoas em IA até a mesma data também teve avanços, com quase 3 milhões de pessoas capacitadas no uso da tecnologia. O avanço do plano foi anunciado por Priscyla Laham, presidente da Microsoft no Brasil, durante o Microsoft AI Tour, evento da companhia realizado nesta quarta-feira (11), na cidade de São Paulo. Segundo a executiva, o país vive um momento de inflexão, no qual a IA pode funcionar como alavanca para ganhos de produtividade e eficiência, elevando o Brasil a um novo patamar competitivo no cenário global. As quase 3 milhões de pessoas capacitadas passaram pelo programa ConectAI, colaboração da Microsoft com 26 organizações, incluindo governos, instituições educacionais e ONGs, além dos cursos de fluência em IA com o Senai São Paulo. Aceno à humanidade em meio a demissões Judson Althoff, CEO de Negócios Comerciais da Microsoft, também esteve no evento. Na palestra de abertura, apresentou o conceito que deve nortear a estratégia global da companhia em 2026: a chamada Frontier Transformation. Segundo o executivo, a proposta vai além do discurso tradicional de eficiência e redução de custos associado à inteligência artificial. A abordagem defendida pela empresa é usar a tecnologia a partir da “ambição humana”, ampliando criatividade, diferenças individuais e propósito. No Brasil, disse, há otimismo sobre o potencial da IA, mas também preocupações com perda de empregos, qualificação e confiança nos sistemas. “As duas coisas mais importantes em uma solução de IA são inteligência e confiança”, afirmou. A estratégia apresentada se organiza em quatro frentes: enriquecer a experiência dos funcionários, reinventar o relacionamento com clientes, remodelar processos de negócios e acelerar a curva de inovação. A empresa defende que a IA deve ser incorporada ao fluxo de trabalho das pessoas, aumentando a eficiência sem necessariamente reduzir equipes. No campo da inovação, a companhia afirma estar economizando até cinco anos em determinadas descobertas científicas com apoio de IA em pesquisa e desenvolvimento. No centro dessa estratégia está o que a empresa chamou de “fábrica de agentes”, um modelo para colocar IA operando fluxos completos de negócios com supervisão humana. A proposta inclui plano pré-pago único, acesso a expertise técnica, expansão de habilidades de IA em toda a organização e camadas de observabilidade para governança e segurança. A apresentação ocorre após um ano de reestruturação global na companhia. Em janeiro de 2025, a empresa realizou demissões com base em desempenho. Em maio, cerca de 6 mil funcionários foram desligados, e, em julho, aproximadamente 9 mil trabalhadores foram afetados por nova rodada de cortes. Case fictício Um dos destaques do evento foi a apresentação da Zava, startup fictícia criada 100% por agentes da Microsoft para demonstrar, de forma prática, como funcionaria uma empresa “agent-first”. No exemplo apresentado no AI Tour, a marca de roupas integra IA em todas as áreas, do marketing à programação, da segurança às finanças, com agentes atuando dentro dos fluxos reais de trabalho, e não apenas como assistentes isolados. Mais Lidas
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