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Super Bowl 2026: IA, canetas emagrecedoras e celebridades dominam as propagandas mais aguardadas do ano

Home | Época Negócios [Unofficial] February 8, 2026
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O Super Bowl LX, final do campeonato de futebol americano que acontece neste domingo (8), ainda nem começou, mas a disputa pela atenção nos intervalos comerciais da partida já está acelerada. Com todos os espaços comerciais vendidos meses antes da partida e valores médios de cerca de US$ 8 milhões por 30 segundos, com algumas cotas ultrapassando US$ 10 milhões, a edição de 2026 se torna mais uma vez palco mais caro da publicidade global. Segundo a Fast Company, o Super Bowl contará com uma audiência estimada de 120 milhões de espectadores. Se há um fio condutor nas campanhas de 2026, ele é o da inteligência artificial. Empresas de tecnologia transformaram o intervalo do jogo em vitrine para seus avanços em IA. A OpenAI retorna ao evento pelo segundo ano consecutivo, enquanto a Anthropic faz sua estreia com um tom provocativo em relação aos concorrentes. Imagem do anúncio da Anthopic que será veiculado durante o Super Bowl Reprodução A Meta aposta em dois filmes para promover seus óculos Oakley Meta com IA integrada, posicionando o dispositivo como ferramenta de performance esportiva. Já a Amazon traz de volta a Alexa em versão atualizada com IA generativa, em um comercial estrelado por Chris Hemsworth que usa o humor para lidar com o receio em torno da tecnologia. O Google investe em uma abordagem mais emocional ao destacar o uso do Gemini para ajudar uma família a imaginar e organizar a vida em uma nova casa. O “Super Bowl do GLP-1” Outro grupo de anunciantes que chama atenção é o do setor de saúde, especialmente empresas ligadas a medicamentos para perda de peso. Esses medicamentos atuam imitando o hormônio GLP-1 para regular os níveis de açúcar no sangue e de insulina. Diversos desses medicamentos são recomendados pelo NHS para auxiliar na perda de peso, incluindo a semaglutida, comercializada sob o nome Wegovy, e a tirzepatida, também conhecida como Mounjaro. A Novo Nordisk estreia no evento promovendo o Wegovy, enquanto a Ro, de telemedicina, leva Serena Williams para falar sobre o uso de GLP-1. A Hims & Hers reforça a discussão sobre acesso à saúde. Já a Novartis e a Boehringer Ingelheim focam em exames preventivos, usando o alcance do evento para campanhas de conscientização. Especialistas já descrevem a edição como o “GLP-1 Bowl”, um contraste marcante com o passado, quando cervejas e refrigerantes dominavam quase sozinhos o intervalo mais caro da TV americana. Nostalgia contra a tecnologia Se por um lado a tecnologia avança, por outro a tradição permanece. A Budweiser celebra 150 anos com seus icônicos cavalos Clydesdales e um discurso sobre a herança americana. A Pepsi reacendeu a rivalidade com a Coca-Cola ao colocar ursos polares escolhendo Pepsi Zero em um teste às cegas. A Michelob Ultra mistura Super Bowl e Olimpíadas de Inverno, enquanto a Bud Light aposta em humor físico e celebridades. O uso de estrelas, inclusive, segue como estratégia central. A Grubhub estreia com George Clooney anunciando que a plataforma vai “comer as taxas”. A T-Mobile investe na nostalgia millennial com os Backstreet Boys. A Xfinity revive o universo de “Jurassic Park” com o elenco original. Trecho da nova campanha de marketing da Pepsi nos Estados Unidos Divulgação A Squarespace reúne Emma Stone e o diretor Yorgos Lanthimos, dupla que tem protagonizado diversos filmes indicados às principais premiações do cinema, como "Pobres Criaturas". E a Uber Eats tem o ator Matthew McConaughey vendendo uma teoria bem-humorada de que o futebol foi criado para vender comida. A seguir, confira alguns dos comerciais já divulgados pelas empresas – e que serão oficialmente apresentados durante o intervalo do Super Bowl. Anthropic A Anthropic estreia provocando a OpenAI e questionando a presença de anúncios em chatbots. O filme defende Claude como uma alternativa mais ética e menos comercializada na corrida da IA. Amazon Chris Hemsworth, astro da franquia "Vingadores", imagina cenários exagerados em que a Alexa com IA generativa pode ameaçá-lo. Google Gemini O filme mostra mãe e filho usando o Gemini para imaginar e organizar a nova casa da família. A IA aparece como ferramenta capaz de ajudar a transformar imaginação em um futuro real. Novo Nordisk A farmacêutica estreia no Super Bowl promovendo o Wegovy como solução prática para perda de peso. O anúncio traz diversas celebridades debatendo obesidade e GLP-1. XfInity O elenco original de “Jurassic Park”, clássico do cinema, retorna em uma releitura satírica em que a tecnologia da Xfinity impede o caos no parque. Uber Eats O ator Matthew McConaughey apresenta sua teoria de que o futebol foi criado para vender comida, agora tentando convencer o colega Bradley Cooper. A campanha com os dois astros de Hollywood tenta misturar cultura pop e esporte para reforçar o delivery como parte do ritual do jogo. Budweiser A Budweiser celebra seus 150 anos com os cavalos Clydesdales em um filme sobre herança e identidade americana. A peça aposta em símbolos nacionais para reforçar o vínculo da marca com o Super Bowl. Pepsi Em uma versão atualizada da guerra dos refrigerantes, um urso polar escolhe Pepsi Zero Açúcar em um teste vendado. Grubhub Em um jantar, George Clooney anuncia que o Grubhub vai “comer as taxas” em pedidos acima de US$ 50. O filme usa humor para marcar a estreia da marca no Super Bowl e sinalizar uma ofensiva contra Uber Eats e DoorDash. Onde assistir A partida entre New England Patriots e Seattle Seahawks acontece neste domingo (8) às 20:30 e terá transmissão da ESPN, do SporTV, do Disney+, da GeTV (YouTube) e da NFL League Pass, na DAZN. O famoso show do intervalo será feito por Bad Bunny, artista porto-riquenho que se tornou um fenômeno global. O show não tem horário fixo, pois depende do andamento do jogo, mas deve seguir a média dos anos anteriores e acontecer por volta das 22h. Mais Lidas

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