{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreifdiz7ovgj3qxjhg53sa5kyrkvm2elrnu2odxdyywctjinz5skagi",
    "uri": "at://did:plc:rfivzlyyatmquq6ya3pso5i5/app.bsky.feed.post/3me7fqehikfe2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiatxctqkgwd44wskapcnx235vssuvc64jydku3xqjd2wc2gky7r7q"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 1577989
  },
  "path": "/um-so-planeta/noticia/2026/02/satelites-podem-identificar-microplasticos-nos-oceanos-e-mudar-o-combate-a-poluicao-marinha-entenda.ghtml",
  "publishedAt": "2026-02-06T15:59:09.000Z",
  "site": "https://epocanegocios.globo.com",
  "tags": [
    "epocanegocios"
  ],
  "textContent": "\nLixo na praia Pexels A detecção de microplásticos nos oceanos a partir de imagens de satélite pode inaugurar uma nova fase na gestão ambiental global e na proteção dos ecossistemas marinhos. A proposta é liderada pelo professor Karl Kaiser, da Faculdade de Ciências Marinhas e Estudos Marinhos da Universidade Texas A&M, em Galveston, e investiga como a presença desses fragmentos altera a cor da água e a luz refletida pela superfície do mar, sinais que podem ser captados do espaço. A técnica se baseia na espectroscopia, método que analisa a interação da luz com a matéria para identificar sua composição. Segundo Kaiser, as propriedades ópticas da água superficial são determinadas pelos materiais presentes nela, o que faz da luz refletida um indicador direto dos componentes em suspensão, incluindo sedimentos e microplásticos, como explicou em declarações divulgadas pela própria universidade. Do espaço para políticas públicas e produção de alimentos Caso o método seja consolidado, os cientistas poderão rastrear e quantificar a distribuição global de microplásticos sem depender exclusivamente de coletas em campo. Um dos principais avanços seria o acesso a séries históricas de imagens de satélite, permitindo revisitar cerca de uma década de registros e reconstruir a evolução da poluição ao longo do tempo. “O interessante seria que poderíamos voltar no tempo para aprender muito sobre os níveis de poluição rapidamente”, afirmou Kaiser. O impacto prático pode ser imediato em áreas como a aquicultura. O pesquisador destacou que os dados poderão orientar piscicultores sobre onde instalar tanques e gaiolas para reduzir riscos de contaminação. Além disso, os resultados devem ser apresentados a agências federais e estaduais dos Estados Unidos, com potencial de embasar regulações ambientais mais rigorosas. Kaiser afirma que, no futuro, o método poderá medir não apenas microplásticos, mas também outros poluentes químicos, como AMPS e PCBs. Os microplásticos são considerados uma ameaça crescente à vida marinha e humana. Resultantes da degradação de plásticos maiores, esses fragmentos têm tamanho comparável ao de bactérias e glóbulos vermelhos, o que facilita sua incorporação aos tecidos de organismos e sua dispersão por correntes oceânicas. “Seu tamanho os torna extremamente difíceis de filtrar e medir, especialmente em um ambiente oceânico dinâmico”, alertou o pesquisador. A Baía de Galveston, no Texas, concentra uma das maiores cargas de microplásticos dos Estados Unidos, devido à proximidade com um grande polo de fabricação de plástico, e funciona como laboratório natural do estudo. Ali, a equipe analisa a relação direta entre sedimentos em suspensão e a densidade de microplásticos, premissa central do modelo proposto. O procedimento envolve o desenvolvimento e a calibração de um algoritmo capaz de associar a cor do oceano registrada por satélites à composição da água. Para isso, são combinadas medições simultâneas da luz incidente, da luz refletida e da concentração de materiais no mesmo local e momento. Embora já existam ferramentas para estimar sedimentos em suspensão via satélite, Kaiser destaca que elas ainda não foram aplicadas especificamente à identificação de microplásticos. A prova de conceito busca demonstrar que, onde quer que os sedimentos sejam transportados pelas correntes, os microplásticos seguem o mesmo caminho. Se validado, o modelo permitirá monitorar a poluição por plástico em grandes áreas, quase em tempo real, superando limitações históricas dos métodos tradicionais e abrindo caminho para decisões mais rápidas e embasadas na proteção dos oceanos. Mais Lidas",
  "title": "Satélites podem identificar microplásticos nos oceanos e mudar o combate à poluição marinha; entenda"
}