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  "textContent": "\nOs golpes com inteligência artificial devem marcar o Carnaval de 2026. A folia oficial está marcada para o dia 17 de fevereiro (terça-feira), mas a programação começa muito antes, com diversas cidades já celebrando neste próximo final de semana. Contudo, o momento de festa é também um ambiente propício para o crescimento de golpes e fraudes digitais. Dados da Serasa Experian indicam que o período pode concentrar mais de 182 mil tentativas de golpe, o equivalente a uma investida a cada 24 segundos. De acordo com a Redbelt Security, consultoria especializada em segurança da informação, os riscos aumentam por conta do alto nível de distração e alta circulação de dinheiro. Além disso, o avanço da inteligência artificial deve redesenhar o perfil das ameaças digitais no país este ano. Nove em cada dez pessoas já foram alvo de tentativas de golpes digitais no estado de São Paulo, diz Fundação Seade Golpe do silêncio: saiba o que é e como se proteger dele Com golpes online e até invasão de casas, ladrões de criptomoedas roubam US$ 700 milhões em explosão de roubos Segundo a consultoria, golpes envolvendo deepfakes e clonagem de voz com inteligência artificial devem disparar neste ano. Nesses casos, criminosos usam a tecnologia para simular a voz e até mesmo as fotos dessas pessoas, fazendo pedidos urgentes de familiares, executivos ou até mesmo representantes de bancos. Além disso, golpes já recorrentes, como sites falsos de ingressos e camarotes, criados para receber pagamentos via Pix e dados do cartão, devem seguir relevantes. “O que antes era um golpe oportunista agora se tornou uma operação estruturada, que combina automação, engenharia social e tecnologia de ponta para criar cenários altamente convincentes”, avalia a consultoria em nota. Outro que segue como um dos principais alvos é o Pix, especialmente por meio de QR Codes adulterados e do golpe conhecido como “Pix por engano”, no qual a vítima é induzida a devolver valores fora dos mecanismos oficiais do banco e acaba perdendo o dinheiro duas vezes. Em ambientes de rua, também se intensificam os riscos relacionados a redes Wi-Fi falsas, maquininhas adulteradas e o golpe da troca de cartões, que exploram pressa e aglomeração para capturar dados bancários e senhas. Além das perdas financeiras diretas, a Redbelt destaca o aumento de ataques baseados em engenharia social, nos quais criminosos se passam por organizadores de eventos, seguranças ou “novos contatos” para obter informações sensíveis, credenciais de acesso ou induzir ações que comprometem dados pessoais e corporativos. Como se proteger Diante desse cenário, a empresa recomenda medidas práticas, como: reduzir limites de Pix antes de sair de casa, evitar redes Wi-Fi públicas, conferir o destinatário dos pagamentos, desconfiar de pedidos urgentes de dinheiro e nunca compartilhar senhas ou códigos de verificação. O uso de autenticação multifatorial, cartões virtuais e carteiras digitais também é apontado como uma forma de reduzir a exposição a fraudes em ambientes de alto risco. Initial plugin text Para Eduardo Lopes, CEO da Redbelt Security, o Carnaval se tornou um retrato ampliado do cenário digital brasileiro. “A maioria desses ataques não é sofisticada do ponto de vista técnico, mas extremamente eficiente do ponto de vista psicológico. Entender como os golpes funcionam e como a inteligência artificial está sendo usada para torná-los cada dia mais convincentes é hoje uma questão de educação digital básica”, afirma. Mais Lidas",
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