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"publishedAt": "2026-06-25T11:04:56.000Z",
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"textContent": "\nO Dia dos Pais de 2026 tem um significado especial para Leon Hamui, 64 anos, e seu filho Johnny, 37. Além do vínculo afetivo que sempre compartilharam, os dois agora carregam uma marca física que representa uma das fases mais difíceis de suas vidas: cicatrizes praticamente idênticas de cirurgias cardíacas de peito aberto realizadas com apenas um ano de diferença e pelo mesmo médico. Mãe deixa recém-nascida “escolher” o próprio nome e história viraliza: “Ela sabia exatamente qual preferia” Moradores da Cidade do México, pai e filho enfrentaram diagnósticos distintos, mas igualmente desafiadores. Leon precisou passar por uma cirurgia para corrigir um aneurisma da aorta ascendente e uma válvula cardíaca comprometida. Pouco tempo depois, Johnny recebeu uma notícia devastadora: um raro câncer no coração. Hoje, recuperados e treinando juntos para uma maratona, eles celebram não apenas a vida, mas também a força da família diante da adversidade. Pai e filho passam por cirurgias cardíacas e celebram com a mesma cicatriz: “Superamos isso juntos” Reprodução/People Uma vida ativa interrompida por um problema grave Apaixonado por corridas e maratonas, Leon sempre manteve uma rotina saudável. Anos atrás, ele já havia enfrentado uma cardiopatia congênita, descoberta após episódios de desmaio durante atividades físicas. Na época, buscou uma segunda opinião médica e encontrou uma solução menos invasiva para seu problema cardíaco. Durante cerca de 15 anos, a vida seguiu normalmente. No entanto, há cerca de três anos, exames de rotina identificaram uma condição séria: um aneurisma da aorta ascendente, uma dilatação da principal artéria do corpo que pode causar complicações fatais se não for tratada. Além disso, sua válvula aórtica apresentava um vazamento importante. A cirurgia de coração aberto aconteceu em novembro de 2024. O procedimento foi considerado um sucesso e marcou o início de uma nova fase para toda a família. “Eu estava tranquilo. Não tive problemas cardíacos por muitos anos, então receber esse diagnóstico foi um choque”, relembrou Leon em entrevista à revista People. A promessa de uma maratona em família Durante a internação do pai, os filhos encontraram uma forma inusitada de motivá-lo. Uma das filhas sugeriu que toda a família participasse de uma maratona após sua recuperação. A proposta surpreendeu Leon. Até então, os filhos costumavam considerar exagerada sua paixão pelas corridas de longa distância. Desta vez, porém, todos aceitaram o desafio. O objetivo escolhido foi ambicioso: participar da Maratona de Sydney, marcada para agosto de 2026. Com autorização médica, Leon voltou gradualmente aos treinos poucos meses após a cirurgia. Para celebrar a recuperação, a família criou um clube de corrida chamado “Corazone de Leon” — uma brincadeira com as palavras “coração” e “leão”, em referência ao sobrenome e à força demonstrada pelo patriarca. Ao longo de 2025, a mãe, os filhos, as filhas e os respectivos companheiros passaram a treinar juntos. O projeto, que começou como uma homenagem à recuperação de Leon, logo ganharia um significado muito mais profundo. Pai e filho Reprodução/People Um diagnóstico raro e devastador Pouco mais de um ano após a cirurgia de Leon, a família recebeu uma notícia inesperada. Johnny, que sempre foi saudável e praticava esportes desde a juventude, começou a apresentar sintomas aparentemente simples. Tudo começou com episódios de azia, tontura e um desmaio. Inicialmente, acreditava-se que o problema estivesse relacionado ao sistema digestivo. No entanto, exames mais detalhados revelaram algo muito mais grave. Após avaliações cardiológicas e uma ressonância magnética, os médicos identificaram um angiossarcoma cardíaco, um tipo extremamente raro e agressivo de câncer que se desenvolveu no átrio direito do coração. Para Leon, o impacto emocional foi devastador. “Foi catastrófico. Johnny é a luz da minha vida. Ficamos extremamente assustados”, contou. O pai imediatamente procurou ajuda do cirurgião que havia conduzido sua própria operação. O que parecia apenas um pedido de orientação acabou se transformando em uma nova chance para a família. Leon Hamui e seu filho Johnny Hamui em Wimbledon, em agosto de 1999 Reprodução/People O mesmo médico, uma nova batalha Ao analisar os exames de Johnny, o especialista identificou a gravidade do caso e recomendou que ele fosse levado imediatamente para tratamento nos Estados Unidos. A cirurgia foi agendada para a semana seguinte. Apesar do medo provocado pelo diagnóstico, Johnny encontrou conforto em uma situação bastante singular: ele já conhecia o caminho que percorreria. Afinal, havia acompanhado de perto toda a recuperação do pai. “Saber o que esperar fez toda a diferença”, afirmou. Em dezembro de 2025, ele passou pela cirurgia de coração aberto. O procedimento foi complexo. Para retirar completamente o tumor, os médicos precisaram remover aproximadamente um quarto do coração e reconstruir uma importante artéria coronária. A operação foi bem-sucedida e representou o primeiro passo de uma longa recuperação. A recuperação e a volta aos treinos Após retornar ao México, Johnny realizou quatro sessões de quimioterapia ao longo de três meses. Assim que recebeu autorização médica, retomou gradualmente as atividades físicas. Hoje, ele já voltou a jogar tênis e participa dos treinos familiares para a maratona. “Estou me sentindo ótimo. Ainda percebo melhoras a cada dia”, contou. Recentemente, pai e filho participaram juntos de uma corrida beneficente de combate ao câncer. Também comemoraram o aniversário de 64 anos de Leon e os cinco anos da filha de Johnny. “Não paramos de comemorar”, disse o pai. A cicatriz que virou símbolo de amor Se para muitas pessoas uma cicatriz pode representar uma lembrança dolorosa, para Johnny ela se tornou motivo de orgulho. Enquanto Leon ainda prefere esconder a marca da cirurgia sob as roupas, o filho faz questão de mostrá-la. Mais do que uma consequência dos procedimentos médicos, ela simboliza a jornada compartilhada pelos dois. A preparação para a Maratona de Sydney, que começou como uma celebração da recuperação de Leon, passou a representar a vitória de toda a família diante de desafios que pareciam impossíveis. “Antes era sobre mim. Agora é sobre ele. É sobre todos nós”, resume o pai. Johnny concorda. Para ele, a cicatriz é um lembrete permanente da força que encontraram juntos durante os momentos mais difíceis. “Eu adoro que ela esteja ali. É uma lembrança de que superamos isso. Juntos.”",
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