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  "publishedAt": "2026-06-25T19:57:07.000Z",
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  "textContent": "\nUm estudo publicado no JAMA Pediatrics, lançado em junho, investigou o uso de telas durante as refeições em família em lares dos Estados Unidos, avaliando 357 pais ou cuidadores de crianças entre 4 e 10 anos. Os resultados mostram que 77,6% dos pais, cerca de 8 em cada 10, relataram uso de dispositivo eletrônico durante a última refeição em família, enquanto 68,7% das crianças, aproximadamente 7 em cada 10, também utilizaram algum tipo de tecnologia no mesmo contexto. Pesquisa americana aponta que são os pais que mais ficam nas telas e não os filhos Magnific Romana Novais estampa capa da CRESCER ao lado de Alok e dos filhos: \"Me dedico às crianças de corpo e alma\" Entre os tipos de telas relatadas, os pais apresentaram maior frequência de uso de smartphones para atividades como navegação, mensagens e chamadas. Já as crianças foram mais frequentemente expostas a conteúdos em telas maiores e menores, como assistir vídeos ou programas e jogar. Segundo a pediatra Anna Dominguez Bohn, os dados reforçam uma mudança importante no comportamento das famílias durante um momento historicamente associado à convivência. “As refeições em família continuam sendo um momento fundamental de vínculo. O que o estudo mostra é que o uso de telas já faz parte dessa rotina tanto entre adultos quanto entre crianças”, avalia a especialista. Diferenças nos dispositivos e nas formas de uso Em quase dois terços das famílias avaliadas (65,3%), pais e crianças estavam utilizando as telas simultaneamente durante a refeição. O levantamento também identificou que o uso de dispositivos por parte dos pais não influenciava diretamente o tipo de tela utilizada pelas crianças, e vice-versa. De acordo com os autores, os hábitos de cada um parecem ser guiados por comportamentos próprios. “Apesar de sabermos que os hábitos dos pais são referências importantes na modulação do comportamento infantil, o estudo identificou diferenças na forma de utilização e no tipo de dispositivo usado por adultos e crianças. Esse achado mostra a importância de ações individualizadas e orientações distintas para cada grupo”, explica Anna. Refeições em família já foram associadas, em pesquisas anteriores, à prevenção de transtornos alimentares, uso de substâncias como drogas, além de menores índices de depressão e ansiedade na adolescência e na vida adulta, especialmente quando há interação ativa entre os membros da família. Para a pediatra, os resultados chamam atenção para o impacto que a presença constante de telas pode ter em um momento tradicionalmente associado à conversa, à escuta e à construção de vínculos familiares. “Quando a atenção está dividida por telas, a refeição perde parte do seu papel como espaço de conversa e troca. Isso pode reduzir oportunidades importantes de interação e desenvolvimento infantil”, conclui a pediatra.",
  "title": "Uso de telas durante refeições envolve 8 em cada 10 pais e 7 em cada 10 crianças, aponta estudo nos EUA"
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