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Escolas adotam vacinação da equipe e regras para a volta às aulas para reduzir surtos de gripe

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… June 24, 2026
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No inverno, o aumento dos casos de gripe e outras infecções respiratórias é grande, especialmente em ambientes de convivência coletiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), escolas e creches estão entre os locais onde vírus respiratórios circulam com mais facilidade, tornando a prevenção uma estratégia essencial para proteger estudantes, educadores e suas famílias. Crianças interagindo na escola Pexels Câmara aprova projeto que garante atestado para quem precisa cuidar de filho doente Embora medidas como lavar as mãos e usar álcool em gel sejam amplamente conhecidas, algumas instituições têm ido além da prevenção básica. Na Escola Vereda, por exemplo, a vacinação dos colaboradores é custeada pela própria instituição, que também monitora eventuais casos sintomáticos entre funcionários e estudantes; e adota critérios específicos para o retorno às aulas após um quadro gripal. "Entendemos que a prevenção precisa envolver toda a comunidade escolar. Por isso, a Vereda custeia a vacinação dos colaboradores e acompanha de perto eventuais casos sintomáticos na equipe. Quando cuidamos da saúde dos profissionais, também estamos protegendo os estudantes e suas famílias.", afirma Andréa Piloto, diretora pedagógica da Escola Vereda. Outro protocolo adotado pela instituição diz respeito ao retorno às aulas. Estudantes com sintomas gripais são orientados a permanecer em casa e só podem voltar quando estiverem há, pelo menos, 24 horas sem febre, sem o uso de medicamentos antitérmicos e com melhora significativa dos sintomas, seguindo orientação médica. "Sabemos que nem sempre é fácil para as famílias manter a criança em casa, mas respeitar esse período é uma das medidas mais importantes para evitar novos casos dentro da escola. Não se trata apenas da recuperação individual, mas de um cuidado coletivo." Professores como agentes preventivos Além dos protocolos de saúde, os professores também desempenham um papel importante na identificação precoce de possíveis casos. Como acompanham diariamente os estudantes, costumam perceber rapidamente mudanças de comportamento, como indisposição, sonolência, queda na participação em sala ou falta de energia durante as atividades. Esse olhar atento permite que a escola entre em contato com a família para orientar a busca por avaliação médica e acompanhar a evolução do quadro. "Os professores conhecem a rotina dos alunos e conseguem perceber quando alguma coisa foge do padrão. Eles não fazem uma avaliação clínica, mas esse olhar atento permite que a escola converse rapidamente com a família e oriente a busca por atendimento médico quando necessário." Segundo Andréa, outro ponto essencial é manter uma comunicação constante com as famílias. Durante os meses de maior circulação de vírus respiratórios, a escola reforça orientações sobre os sintomas que exigem atenção, a importância da vacinação e os cuidados necessários antes do retorno às atividades presenciais. "A prevenção funciona quando escola e família caminham juntas. Quanto mais claras forem as orientações e quanto maior for essa parceria, mais conseguimos proteger toda a comunidade escolar."

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