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  "textContent": "\nA maternidade é feita de amor, cansaço e uma verdadeira avalanche de conselhos. E quando o assunto é a higiene do bebê, muitos hábitos são passados de geração em geração com a justificativa de que \"sempre foi assim\". O problema é que parte dessas práticas, ainda que feitas com o melhor dos cuidados, pode estar prejudicando a pele do recém-nascido, que é fina, delicada e ainda está desenvolvendo sua barreira natural de proteção. Banho no bebê na banheira Andreas Resch/Pexels Vacinas tomadas na gravidez são o escudo temporário que protege o bebê nos primeiros meses de vida A CRESCER conversou com ela e com a pediatra neonatologista Gabriela Melara, da Maternidade Brasília, da Rede Américas, para listar sete hábitos que vale a pena rever a partir de hoje. 1. Usar lenços umedecidos a cada troca de fralda Eles são práticos, mas nem sempre inofensivos. Muitos lenços contêm álcool, fragrâncias e conservantes que alteram o pH da pele do bebê. A recomendação de Ingrid é preferir água morna com algodão macio ou lenços 100% água, sem perfume, e apenas quando realmente necessário. Gabriela reforça: dentro de casa, quando água e uma toalhinha macia resolvem, o lenço umedecido é dispensável. E, na hora de limpar, o ideal é não esfregar, apenas tocar suavemente. 2. Usar buchas, esponjas ou luvas de banho Aquele acessório fofo de banho pode ser um vilão silencioso. Segundo Ingrid, buchas, esponjas e luvas acumulam bactérias e causam microabrasões na pele sensível do bebê. A solução é mais simples do que parece: \"As mãos da mamãe, limpas e suaves, são o melhor instrumento para a higiene diária.\" Vale lembrar, como destaca Gabriela, que a higiene das mãos do cuidador antes de manipular o bebê é o primeiro passo de todo cuidado com a pele. 3. Dar banhos longos O banho vira diversão, e é difícil resistir àquele momento gostoso. Mas, o contato prolongado com a água remove a proteção natural da pele e favorece o ressecamento. Ingrid recomenda limitar o banho a no máximo 5 a 7 minutos. Gabriela complementa que o banho de imersão é o mais indicado, pois promove menor perda de calor e mais conforto, com duração de 5 a 10 minutos e temperatura da água entre 35,9°C e 37,5°C. Segundo a pediatra, o problema não é o banho diário em si, mas a combinação de água muito quente, banho demorado e excesso de sabonete, que juntos removem a camada lipídica protetora da pele. O sabonete, inclusive, deve ser aplicado apenas nas áreas de sujidade e não no corpo todo, várias vezes ao dia. 4. Aplicar talco ou pós O talco é um clássico das gerações anteriores, mas, hoje, os especialistas alertam contra seu uso. Segundo Ingrid, o talco, mesmo os \"naturais\", pode formar crostas nas dobrinhas e, se inalado, trazer riscos respiratórios ao bebê. A melhor prevenção contra assaduras não está no pó: está em trocar a fralda com frequência, limpar adequadamente a região e deixar a pele respirar um pouco entre uma troca e outra. A utilização do talco deve ser evitada. A dica é troca com mais frequência e limpar adequadamente a região suja Divulgação/Freepik (cookie_studio) Romana Novais estampa capa da CRESCER ao lado de Alok e dos filhos: \"Me dedico às crianças de corpo e alma\" 5. Colocar álcool no umbigo Esse talvez seja um dos hábitos mais arraigados e um dos que mais merecem ser abandonados. O álcool resseca e irrita demais a pele delicada do recém-nascido. Ingrid orienta que a limpeza do umbigo, e do coto umbilical, seja feita apenas com água e sabão neutro, secando bem em seguida. O corpo se encarrega da cicatrização naturalmente, desde que o local seja mantido limpo e seco. Gabriela reforça que o álcool, além de irritar, remove a proteção natural da pele e altera a microbiota cutânea, aumentando o risco de dermatites e fissuras, o mesmo vale para a prática de limpar as dobrinhas com algodão embebido em álcool. 6. Usar óleos essenciais na pele A tendência dos produtos naturais chegou também ao universo dos bebês, mas exige cautela. Ingrid é categórica: óleos essenciais são contraindicados para bebês, pois podem causar queimaduras ou reações alérgicas na pele sensível. Da mesma forma, Gabriela lembra que não é recomendado aplicar perfumes e colônias em recém-nascidos. A pele precisa preservar sua barreira natural, e qualquer produto a mais é um risco desnecessário. 7. Esfregar a pele com a toalha após o banho Esse hábito é tão automático que muitas vezes nem percebemos que estamos fazendo. Mas esfregar a pele do bebê para secá-la pode causar microlesões invisíveis, irritação e aumentar a perda de água pela pele, segundo Gabriela. O atrito agride a barreira cutânea ainda em formação. O correto, ensina Ingrid, é secar dando leves toques com uma toalha macia de algodão, com atenção especial às dobrinhas do pescoço, virilhas e axilas. A dica extra: deixe a pele um pouquinho úmida antes de aplicar o hidratante, o que ajuda na absorção e na proteção. Menos é mais: a regra de ouro da pele do bebê A mensagem das especialistas é clara e tranquilizadora para as mães que se cobram tanto. A pele do bebê não precisa de uma rotina elaborada nem de uma prateleira cheia de produtos. Pelo contrário: o excesso de higiene é, segundo Gabriela, o erro mais comum. \"A pele é o maior órgão do recém-nascido, é muito delicada e ainda está em processo de desenvolvimento. Quanto mais intervenções desnecessárias, maior o risco de inflamação. Menos é mais.\" Trocar a fralda com frequência, dar banhos curtos e na temperatura certa, secar com toques suaves, escolher poucos produtos adequados para bebês, sem perfume e com pH equilibrado, e, acima de tudo, lavar bem as mãos antes de cuidar do bebê. São gestos simples que protegem a saúde da pele do seu pequeno muito mais do que qualquer fórmula milagrosa. Na dúvida, confie no básico e converse sempre com o pediatra que acompanha o seu filho.",
  "title": "7 coisas que você faz na higiene do bebê que dermatologistas pedem para parar hoje"
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