Menina de 3 anos pegou gripe, mas duas semanas depois, passou a lutar por sua vida
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June 21, 2026
O que parecia ser apenas um quadro comum de gripe se transformou em uma emergência médica que colocou em risco a vida de uma menina de apenas 3 anos. Moradora de Sydney, na Austrália, Lydia Stone passou de uma infecção viral considerada rotineira para um quadro grave de pneumonia, infecção invasiva por estreptococos do grupo A e sepse — condição potencialmente fatal que ocorre quando o organismo responde de forma extrema a uma infecção. Crianças vacinadas contra gripe têm menos chances de ter sintomas graves de covid-19, diz estudo Crescer Como proteger a saúde das crianças do frio e dos vírus com mudança brusca de clima? Especialista revela dicas práticas A história foi compartilhada pela mãe, Cordelia Stone, ao portal australiano Nine News. Hoje totalmente recuperada, Lydia se tornou símbolo de um alerta importante para famílias com crianças pequenas: a gripe não deve ser encarada como uma doença inofensiva. "A gente nunca imagina que o filho vai ficar tão doente", afirmou Cordelia. "Eu jamais desejaria isso para ninguém." De um diagnóstico simples a uma corrida contra o tempo Os primeiros sintomas surgiram como em muitos casos de influenza: febre persistente e mal-estar. Após uma semana doente, Lydia foi diagnosticada com influenza A. A orientação inicial foi repouso em casa, mas o quadro não melhorou. Preocupada, Cordelia buscou uma segunda avaliação médica no dia seguinte e recebeu uma recomendação que mudaria tudo: "Não vá para casa, nem pegue roupas. Você precisa ir para o hospital imediatamente." Nas semanas seguintes, Lydia enfrentou uma batalha intensa pela sobrevivência. Inicialmente internada no Hospital Hornsby, foi transferida para a UTI do Hospital Infantil de Westmead. Seus membros incharam, a pele começou a descamar e seu pulmão esquerdo chegou a colapsar. Diante da pneumonia e da infecção bacteriana, ela precisou passar por duas cirurgias para drenar o líquido infectado acumulado ao redor dos pulmões. Queda de cabelo, culpa e um alerta para outras famílias Após a alta hospitalar, um novo susto: cerca de três meses depois, o cabelo de Lydia começou a cair em tufos. Segundo o médico que acompanha a menina, o quadro é compatível com eflúvio telógeno, queda temporária dos fios após situações de grande estresse físico, comum após internações prolongadas e infecções graves. Apesar de assustador, o quadro costuma ser reversível. Ao olhar para trás, Cordelia carrega um sentimento de culpa: a família não havia vacinado os filhos contra a gripe naquele ano por conta da rotina agitada. Segundo profissionais do Hospital Infantil de Westmead, caso Lydia tivesse recebido a vacina, provavelmente não teria desenvolvido um quadro tão grave. "Nunca mais vou deixar de vacinar ninguém", garantiu. Crianças menores de 5 anos, especialmente as menores de 2, estão entre os grupos de maior risco para complicações da gripe, junto com idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas. Na Austrália, mais de 4 mil crianças precisaram ser hospitalizadas devido à gripe apenas no último ano. A vacinação anual continua sendo a principal estratégia de proteção, além de medidas simples como lavagem das mãos, ventilação de ambientes e o cuidado de manter crianças doentes fora da escola.
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