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"textContent": "\nUma das estreias mais aguardadas do ano, \"Toy Story 5\" chega aos cinemas nesta quarta-feira (17). Os brinquedos terão pela frente um desafio que afeta muitas famílias: as telas. A chegada de Lilypad, um tablet inteligente em forma de sapo, à casa de Bonnie muda a dinâmica do grupo. Rapidamente, ela conquista a atenção da garota e se torna sua nova favorita. Pôster de \"Toy Story 5\" Divulgação Sempre passos à frente dos brinquedos tradicionais, LilyPad usa seus recursos tecnológicos e suas próprias estratégias para ajudar Bonnie a se conectar com os amigos. Ela logo entra em conflito com Jessie, que acredita que Bonnie deve passar menos tempo diante das telas e construir amizades reais por meio das brincadeiras. Toy Story 5: \"Não queremos que pareça uma lição de moral\", diz produtora \"Toy Story 5\" vai te fazer chorar? Maisa e Rafael Infante respondem À primeira vista, as duas parecem completamente opostas, mas compartilham um objetivo em comum: fariam qualquer coisa para ajudar a menina. O longa traz uma mensagem emocionante sobre o poder da imaginação e a importância de as crianças voltarem a brincar longe das telas. Pela primeira vez na franquia, a imaginação infantil ganha forma na tela de maneira visual e sensorial, em sequências que lembram pinturas em aquarela, repletas de cores vibrantes, formas fluidas e mundos criativos. Esse universo cheio de vida contrasta com os momentos em que as crianças estão diante dos dispositivos eletrônicos, retratadas sob uma luz azulada e fria, em cenas mais silenciosas e sem o mesmo encanto das brincadeiras. Brinquedos e LilyPad Divulgação 'Falar sobre tecnologia é sempre um risco' Ao mesmo tempo, como todo bom filme da Pixar, a história é muito mais complexa do que parece à primeira vista. Ao longo da trama, Lily começa a questionar suas próprias certezas e percebe que nem sempre suas soluções são as melhores. Em vez de apresentar uma visão simplista de certo ou errado, o longa propõe uma reflexão mais equilibrada sobre o papel da tecnologia na infância. Afinal, as telas já fazem parte da realidade das crianças e não vão desaparecer. A mensagem, portanto, não é de rejeição ou demonização, mas de equilíbrio. No entanto, sempre reforçando a necessidade dos momentos de brincadeira livre, criatividade e imaginação, fundamentais para o desenvolvimento infantil. É isso que também diz a produtora do longa, Lindsey Collins. \"Eu sinto que, no começo, ela funciona mais como uma antagonista do que como uma vilã propriamente dita. Ela é totalmente guiada por dados. E é aí que está o problema: não é assim que as coisas funcionam. Lily tem um arco muito interessante ao longo da história, que não quero estragar. Mas espero que o filme não apresente essa questão de forma binária\", diz, em entrevista exclusiva à CRESCER. Lindsey Collins fala sobre \"Toy Story 6\" Arquivo pessoal O longa quer mostrar os conflitos com as telas de uma forma verdadeira. \"O objetivo do nosso filme era dizer: 'Ok, esta é a realidade que estamos vivendo'. E, a partir disso, tentar retratar aquilo com que uma criança está lidando — especificamente, aquilo com que Bonnie está lutando — e apresentar duas filosofias diferentes sobre como enfrentar essa situação.\", afirma. \"Falar sobre tecnologia é sempre um risco. É um tema sobre o qual as pessoas têm muitas opiniões e, muitas vezes, também carregam sentimentos de culpa, especialmente os pais. Então, tentar abordar essa questão de uma forma equilibrada, sem soar como uma lição de moral e, ao mesmo tempo, sendo honesta e verdadeira, foi um desafio\", acrescenta. Em conversa com a CRESCER, Lindsey falou mais sobre os bastidores e reflexões do filme. Confira a entrevista completa: Crescer: A LilyPad nem sempre age da melhor forma, mas ela tem boas intenções e quer o melhor para a Bonnie, assim como os brinquedos. Então, ela é realmente a vilã da história? Lindsey Collins: Eu sinto que, inicialmente, ela funciona mais como uma antagonista do que como uma vilã de fato. A nossa intenção era mostrar, ao longo do filme, algumas falhas na forma como ela pensa e na sua personalidade, falhas que ela própria começa a perceber. Afinal, qualquer pessoa que siga uma filosofia tão rígida acaba, em algum momento, vendo essa visão de mundo ser questionada e desgastada. Sou mãe, então sempre faço esse paralelo com a parentalidade. Sempre que você adota uma filosofia de criação muito inflexível, ela rapidamente começa a ruir quando você percebe: 'Espere, isso não está funcionando'. E aí surge a pergunta: por que não está funcionando? No caso da Lily, ela é completamente orientada por dados. Ela pensa: 'Bom, todas as estatísticas mostram que isso precisa acontecer e aquilo também. Então, se eu fizer isso, aquilo e mais aquilo outro, conseguirei prever o resultado'. Mas não é assim que as coisas funcionam. LilyPad contra os brinquedos Divulgação Definitivamente não é assim que a parentalidade funciona, não é assim que as crianças funcionam e não é assim que a vida funciona. E foi muito interessante explorar isso por meio da relação entre Lily e Jessie. Jessie pensa: 'Eu não entendo nada de dados. Eu só entendo de crianças'. Ela tem toda essa experiência. Mas Lily começa a fazê-la questionar esse conhecimento e a deixá-la insegura sobre aquilo que sabe — e aquilo que não sabe — a partir da própria experiência. Então existe esse contraste entre dois tipos de 'parentalidade', por assim dizer. Um baseado no instinto, no amor. O outro é mais rígido, mais preto no branco, guiado por dados. Por isso, Lily tem um arco muito interessante ao longo da história, que não quero estragar. Mas espero que o filme não apresente essa questão de forma binária. Jessie e Bala no Alvo Divulgação Crescer: Tempo de tela é uma grande preocupação dos pais. Como o filme vai ajudá-los a repensar a forma como lidam com a tecnologia dentro de casa? Lindsey Collins: Acho que o objetivo do nosso filme era dizer: 'Ok, esta é a realidade que estamos vivendo'. E, a partir disso, tentar retratar aquilo com que uma criança está lidando — especificamente, aquilo com que Bonnie está lutando — e apresentar duas filosofias diferentes sobre como enfrentar essa situação. Para os brinquedos, esse desafio só pode ser resolvido por meio de uma conexão genuína. Jessie tem essa convicção de que sabe o que é melhor para Bonnie. E acho que, ao longo do filme, começamos a perceber que talvez ela tenha razão. Outro aspecto em que realmente apostamos neste filme — algo que considero visualmente bonito, mas também muito rico do ponto de vista temático — é a ideia da imaginação e da brincadeira. As crianças sempre têm acesso à imaginação e ao brincar. E tentamos retratar isso na tela da forma mais divertida e bela possível porque, de certa maneira, a imaginação funciona quase como um antídoto para o tempo excessivo diante das telas. Por isso, nos esforçamos para mostrar como a brincadeira imaginativa pode ser divertida e bonita. É a primeira vez que realmente tentamos mostrar visualmente como é estar dentro da imaginação de uma criança. E isso foi uma escolha intencional, justamente para destacar o quanto esse universo é fascinante. Enfim, não quero estragar a experiência de ninguém, mas espero que o filme ofereça um pouco de esperança. Que ele apresente algumas alternativas e mostre às crianças que existem muitas outras coisas que elas podem fazer além de passar o tempo diante das telas. Cena de \"Toy Story 5\" Divulgação Crescer: Depois de cinco filmes, \"Toy Story\" continua se reinventando, trazendo novos personagens e temas, sem perder a essência que conquistou gerações. Na hora de desenvolver uma nova história da franquia, o que não pode faltar para realmente ser um filme de \"Toy Story\"? Lindsey Collins: Há muita coisa. Tanta coisa que, em alguns momentos, chegamos a pensar: 'Meu Deus, não dá para colocar tudo'. Precisamos abrir mão de algumas coisas. E muito disso tem a ver com os personagens, obviamente. Existe um carinho enorme pelos personagens da franquia, então precisamos sempre nos perguntar quantos deles precisam estar presentes para que os fãs sintam que aquele ainda é um filme de Toy Story. Então pensamos: 'Quantos personagens precisamos garantir que continuem na história? Quantos precisam ter um papel importante ou, pelo menos, aparecer em algum momento?'. Porque, quando você chega ao quinto filme, percebe que já estamos falando de centenas de personagens. Ao mesmo tempo, queremos abrir espaço para que novos personagens entrem nesse universo. E encontrar esse equilíbrio é sempre um desafio. Amigo Rolinho Divulgação Também é fundamental permanecer fiel ao humor e ao charme desses personagens, além de preservar a alegria que existe na forma como eles interagem entre si. Há um sentimento de nostalgia que acompanha esses personagens e que sempre tentamos preservar. Não queremos ficar tão focados na nova trama a ponto de deixar de lado os momentos em que o público simplesmente pode passar um tempo com eles. Porque nós também sentimos isso. Então, em cada novo filme, tentamos preservar um pouco dessa sensação: dar espaço para a história avançar, mas também permitir que o público desfrute da convivência com personagens que fazem parte da sua vida há tanto tempo. Crescer: O filme é cheio de cenas criativas, uma que chamou muita atenção nas redes sociais foi o exército de Buzz Lightyear, que ainda não sabemos qual será o papel deles na história. Teve algo que vocês pensaram que era muito arriscado colocar, mas decidiram seguir em frente mesmo assim? Lindsey Collins: Sim, houve um momento em que pensamos: 'Sério que vamos fazer isso? Vamos continuar voltando para os Buzz o tempo todo para mostrar onde estão e o que estão fazendo?'. Era uma ideia tão divertida e absurda que decidimos simplesmente abraçá-la. Pensamos: 'Vamos seguir em frente e confiar que isso vai funcionar'. Ficou muito divertido e nós adoramos fazer isso. Sem dúvida, foi um risco. Exército de Buzz Lightyear Divulgação Falar sobre tecnologia também é sempre um risco. É um tema sobre o qual as pessoas têm muitas opiniões e, muitas vezes, também carregam sentimentos de culpa, especialmente os pais. Então, tentar abordar essa questão de uma forma equilibrada, sem soar como uma lição de moral e, ao mesmo tempo, sendo honesta e verdadeira, foi um desafio. Outra decisão que pareceu um pouco ousada foi colocar Jessie no centro da história. Afinal, muita gente pode pensar: 'Não vai ser o Woody ou o Buzz?' Eles estarão no filme, mas tudo bem se Jessie assumir esse protagonismo. Sentimos que ela merecia ter esse filme. Jessie é a protagonista de Toy Story 5 Divulgação",
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