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  "textContent": "\nAté onde vai a proteção dos pais e onde começa a privacidade dos filhos? Essa foi uma das reflexões que marcou o lançamento da nova campanha da Meta sobre segurança digital para adolescentes, realizada nesta segunda-feira (15), em São Paulo. A iniciativa quer falar diretamente com pais e responsáveis que convivem diariamente com um desafio cada vez mais comum: acompanhar a vida online dos filhos sem ultrapassar limites. Instagram: contas de adolescente utilizarão proteções inspiradas nos critérios de classificação de filmes Instagram vai alertar pais caso adolescentes pesquisem sobre suicídio \"Para mim, diariamente, é um aprendizado. Até onde você diz: 'Você não pode ver esse vídeo', sem invadir a privacidade dela? Até os 11 anos, eu pegava o celular e sabia a senha. Agora, ela vai fazer 17 anos, está começando a ter os namoradinhos, conversas íntimas... E onde acaba a segurança e entra a privacidade dela? É difícil\", admitiu a atriz Ingrid Guimarães, que protagoniza a campanha ao lado da filha Clara, de 16 anos. Ingrid protagoniza a campanha da Meta Reprodução/redes sociais A fala arrancou identificação de muitos pais presentes no evento. Afinal, acompanhar adolescentes na internet exige um equilíbrio delicado entre supervisão, confiança e autonomia. É justamente nesse ponto que a Meta aposta ao divulgar as chamadas Contas de Adolescente do Instagram, uma modalidade criada para usuários entre 13 e 17 anos que já vem com uma série de proteções ativadas automaticamente. A ideia, segundo a empresa, é oferecer uma espécie de rede de segurança enquanto os jovens aprendem a lidar com o ambiente digital. \"Essas contas são como uma bicicleta com rodinhas. Ela já vem preparada de fábrica. Os pais ajudam os filhos a aprender a pedalar, mas com a confiança de que existe uma proteção extra\", explicou Tica Almeida, gerente de comunicação da Meta. Na prática, as contas são privadas por padrão. Isso significa que cada novo seguidor precisa ser aprovado manualmente pelo adolescente. Além disso, mensagens diretas só podem ser recebidas de pessoas que ele já segue, e desconhecidos não podem marcá-lo ou mencioná-lo livremente na plataforma. Outro ponto que costuma gerar preocupação dentro de casa é o tempo de tela. Por isso, o Instagram passou a exibir um lembrete quando o adolescente completa 60 minutos de uso diário, sugerindo que ele faça uma pausa. Entre 22h e 7h, as notificações também são silenciadas automaticamente por meio do chamado modo descanso, reduzindo estímulos para que o jovem continue conectado durante a madrugada. Mas a discussão promovida pela Meta vai além das ferramentas. Durante o encontro, especialistas destacaram que nenhuma configuração tecnológica substitui as conversas dentro de casa. Em um país onde três em cada quatro brasileiros já compraram algum produto ou serviço influenciados por criadores de conteúdo digital, segundo dados citados por Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab, o impacto das redes sociais sobre comportamentos, hábitos e decisões é cada vez mais evidente. \"E fico me perguntando: se temos todo esse poder para influenciar consumos, também temos poder de influenciar comportamentos sociais\", provocou. Para os pais, a preocupação deixa de ser apenas quanto tempo os filhos passam online e passa a incluir outras questões: o que eles veem, quem os influencia e como interpretar um universo digital que muda em ritmo acelerado. A própria Meta afirma que as proteções continuam sendo aprimoradas. Segundo Tica Almeida, a empresa vem refinando continuamente a experiência das Contas de Adolescente para reduzir possíveis impactos negativos da exposição excessiva a determinados temas. Lançamento da nova campanha aconteceu em SP Divulgação \"Não consideramos que esse trabalho acabou ou está pronto. Por exemplo, estamos fazendo testes para reduzir a frequência com que alguns tipos de conteúdo aparecem para adolescentes. São conteúdos que, em geral, são benéficos, mas que, em excesso, podem se tornar prejudiciais. É legal, por exemplo, ver conteúdos sobre nutrição e vida fitness, mas uma exposição muito frequente pode levar a questões que sabemos que os adolescentes enfrentam\", explicou. A campanha faz parte de uma estratégia mais ampla da Meta para se aproximar dos quase 25 milhões de pais e mães de adolescentes no Brasil. Segundo Beatriz Bottesi, diretora de Marketing da Meta para a América Latina, o objetivo é levar essa conversa para além das redes sociais. \"Queremos criar afinidade. Estaremos onde eles estão. E sabemos que eles não estão apenas nos aplicativos da Meta. Estão lendo jornal, nas ruas, assistindo TV, ouvindo rádio e podcasts. Estamos levando essa campanha para todos os canais\", afirmou. Ao colocar pais e filhos no centro da conversa, a campanha busca reforçar uma questão que não tem resposta simples: como garantir a segurança dos adolescentes no ambiente digital sem transformar proteção em vigilância permanente.",
  "title": "Ingrid Guimarães revela dilema de pais de adolescentes em campanha da Meta: \"Onde acaba a segurança e começa a privacidade?\""
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