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"textContent": "\nQuando a inglesa Kim Oakhill começou a sentir um cansaço fora do comum, acompanhado de suores noturnos, noites mal dormidas e dores persistentes nas pernas, ela acreditou que estava enfrentando uma fase comum da vida: a transição para a menopausa. Aos 49 anos, os sintomas pareciam compatíveis com a perimenopausa, período que antecede a menopausa e costuma provocar alterações hormonais importantes. Kim Oakhill recebeu um diagnóstico errado e precisou de dois anos para que acertassem o que ela tinha Reprodução/redes sociais Intestino preso na gravidez: por que acontece e o que ajuda a aliviar No entanto, o que parecia uma explicação plausível escondia uma realidade muito mais grave. Após quase dois anos convivendo com sintomas que não melhoravam, Kim recebeu um diagnóstico devastador: câncer de pulmão de células não pequenas em estágio 4, uma forma avançada e inoperável da doença. Hoje, aos 51 anos, a mãe de três filhos decidiu compartilhar sua história para conscientizar outras pessoas sobre a importância de investigar sintomas persistentes e combater a ideia de que apenas fumantes desenvolvem câncer de pulmão. Sintomas foram atribuídos à perimenopausa Em entrevista à revista People, Kim contou que procurou atendimento médico pela primeira vez entre o final de 2022 e o início de 2023. Na época, seus sintomas foram associados à perimenopausa e ela iniciou uma terapia de reposição hormonal (TRH). Mesmo seguindo as orientações médicas, a melhora nunca aconteceu. “Voltei algumas vezes à enfermeira especializada em menopausa porque meus sintomas não melhoraram”, relembrou. Profissional da área da saúde e até recentemente cientista clínica-chefe nos Hospitais da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, Kim continuou buscando respostas. Em fevereiro de 2024, decidiu interromper a terapia hormonal por conta própria. “Eu ainda estava lutando com os sintomas e concluí que a reposição hormonal não estava ajudando”, afirmou. Meses depois, em dezembro, ela retornou ao médico com as mesmas queixas e um novo sintoma: tonturas. Exames de sangue foram realizados, mas não apontaram alterações significativas. Tosse e falta de ar acenderam o alerta A situação se agravou em maio de 2025. Além da fadiga intensa, Kim passou a apresentar tosse persistente e falta de ar. Nos meses seguintes, recebeu diferentes tratamentos. Primeiro, medicamentos para refluxo gastroesofágico. Depois, foi tratada para asma. Em seguida, dois ciclos de antibióticos foram prescritos após suspeitas de infecções pulmonares identificadas em um raio-X. Nenhuma dessas abordagens resolveu o problema. Somente no final de julho, após uma tomografia computadorizada, veio a resposta definitiva: câncer de pulmão de células não pequenas em estágio avançado. Segundo Kim, ela já tinha a sensação de que seus sintomas não estavam relacionados à menopausa. “Saí da terapia hormonal porque ela não estava funcionando. Eu atribuía o cansaço e as dores nos joelhos e nas pernas à falta de sono e à necessidade de fortalecer a musculatura”, contou. Ela acrescentou que os médicos também não pareciam preocupados com as dores no joelho, um dos sintomas que a acompanhavam desde o início. Diagnosticada com câncer de mama aos 41 anos durante a gravidez, mãe completa quimioterapia antes de dar à luz: \"Eu não tinha outra opção\" Kate Middleton faz raro desabafo sobre como o tratamento contra o câncer afetou sua família O impacto do diagnóstico para a família Ao receber a notícia de que o câncer estava em estágio 4 e não poderia ser removido cirurgicamente, os pensamentos de Kim se voltaram imediatamente para o marido, Nick, e para os três filhos: Alex, Josie e Sam. “Pensei na dor e na tristeza que eu causaria a eles e em como conseguiriam lidar com isso”, disse. Mas havia outra preocupação que a consumia. “Eu só conseguia pensar se permaneceria viva o suficiente para ver meus filhos concluírem a universidade.” O sonho pode parecer simples, mas se tornou seu maior objetivo desde então. Segundo ela, cada membro da família tem enfrentado a situação de uma maneira diferente. Um dos filhos quer conhecer todos os detalhes sobre a doença e os tratamentos disponíveis. Outro se dedica a arrecadar recursos para ajudar nos custos médicos. Já o terceiro faz questão de acompanhar de perto seu estado de saúde diariamente. “A família tem sido incrivelmente solidária. Todos estão tentando permanecer positivos”, afirmou. A luta por mais tempo ao lado dos filhos Atualmente, Kim realiza quimioterapia de manutenção e passa por exames periódicos para avaliar a resposta ao tratamento. Paralelamente, familiares e amigos criaram uma campanha de arrecadação de fundos para custear tratamentos privados que não estão disponíveis pelo sistema público de saúde britânico. O objetivo é oferecer acesso a terapias direcionadas que possam aumentar sua expectativa de vida. Na descrição da campanha, os organizadores explicam que o desejo de Kim é simples e profundamente emocionante: estar presente na formatura universitária de cada um dos seus filhos. “O sonho de Kim é dolorosamente simples: assistir à formatura universitária de cada um deles. Com ajuda, podemos tornar esse sonho possível”, diz o texto da campanha. Emocionada com a mobilização, ela afirmou que se sente profundamente grata. “Estou muito tocada com as doações. As pessoas têm sido extremamente gentis, solidárias e generosas. Não consigo agradecer o suficiente.” Câncer de pulmão também afeta não fumantes Além da própria batalha contra a doença, Kim transformou sua experiência em uma missão de conscientização. Ela quer combater um dos maiores mitos relacionados ao câncer de pulmão: a ideia de que apenas fumantes estão em risco. “É extremamente importante para mim divulgar que, se você tem pulmões, pode desenvolver câncer de pulmão, mesmo que nunca tenha fumado e independentemente da sua idade”, afirmou. Segundo ela, esse estigma pode atrasar diagnósticos e contribuir para que muitos casos sejam identificados apenas quando a doença já está avançada. “Sinto que o estigma atual faz com que muitas pessoas passem despercebidas. Frequentemente, quando recebem o diagnóstico, já estão no estágio 4”, alertou. Kim também destacou que o câncer de pulmão pode ser difícil de detectar porque seus sintomas costumam ser vagos e facilmente confundidos com outras condições de saúde. “O câncer de pulmão pode passar despercebido porque os sintomas são genéricos. Se eu conseguir impedir que pelo menos uma pessoa passe pelo que estou passando, será uma vitória.” Sua história reforça a importância de buscar avaliação médica quando sintomas persistem por longos períodos, especialmente quando os tratamentos indicados não produzem os resultados esperados. Para Kim, compartilhar sua experiência é uma forma de transformar uma jornada marcada pela dor em uma oportunidade de salvar vidas.",
"title": "Mãe de três relata sintomas parecidos com perimenopausa, mas recebe diagnóstico devastador"
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