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"textContent": "\nNoah, 7 anos, sempre foi uma criança saudável. Mas em maio do ano passado, no auge do outono, ele contraiu influenza. Após 20 dias, teve pneumonia. E o quadro se repetiu após 40 dias — muito mais forte. Avô faz o parto do próprio neto e vídeo emociona, em SC Após 14 dias de antibiótico, o pulmão continuava com muita secreção e ele ficou afastado da escola por uma semana. “Foi aí que tudo começou a ir por água abaixo”, conta a mãe de Noah, a farmacêutica Mariana Castro, 45 anos. O diferencial foi o uso da cirurgia robótica, que permitiu uma abordagem minimamente invasiva e extremamente precisa Arquivo pessoal Cansaço fora do normal Os pais começaram a perceber que Noah se cansava rapidamente. O ápice aconteceu em dezembro. “Quando fui buscá-lo na escola, ele estava ofegante. Ele mesmo reclamou que estava sentindo um cansaço fora do normal. Marcamos pneumologista e cardiologista. Nenhum médico relatou problema algum”, conta. Todos reforçavam que o pulmão estava limpinho, sem secreção nenhuma. “Buscamos ajuda de especialistas muitas vezes, e todos cravavam que meu filho não tinha nada. Até que chegamos ao Hospital São Luiz São Bernardo, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, após Noah passar mal em um churrasco”, conta Mari. Lá, ele foi diagnosticado com uma nova pneumonia, mas os médicos acharam algo diferente no exame e pediram uma tomografia. Noah teve que ser internado. O próximo passo foi um exame chamado broncoscopia, uma endoscopia do coração. “Lembro que os outros pacientes entravam e saiam da sala de exames e meu filho continuava lá. Após pouco mais de uma hora, vieram falar com a gente. Relataram que as coisas não estavam bem e que não haviam conseguido realizar o exame. Tentaram por diversas vezes introduzir o aparelho da broncoscopia, mas a saturação do Noah caia para 30% e eles tinham que tirar. Por conta disso, conseguiram coletar apenas uma pequena quantidade de material para a biópsia”, diz Mari. Enfim, um diagnóstico O diagnóstico foi daqueles de fazer o chão sumir. Noah tinha um tumor endobrônquico, tipo raro de câncer em crianças, localizado no brônquio principal direito, estrutura responsável por levar o ar ao pulmão. Os médicos do Hospital São Luiz São Bernardo se reuniram para estudar o caso. Segundo o cirurgião torácico Christian Ernesto Aillon Valverde, coordenador da cirurgia torácica do Hospital São Luiz São Bernardo e responsável pelo caso, o quadro era grave e comprometia praticamente toda a função respiratória do lado direito. “O tumor causava uma obstrução importante, levando a infecções recorrentes e fazendo com que ele respirasse apenas com o pulmão esquerdo”, explica. Noah no hospital se preparando para a cirurgia Arquivo pessoal O tratamento contou com a atuação conjunta do cirurgião torácico Tiago Machuca, diretor nacional de Cirurgia Torácica, ECMO e Transplante Pulmonar da Rede D’Or e referência internacional na área. O diferencial foi o uso da cirurgia robótica, que permitiu uma abordagem minimamente invasiva e extremamente precisa. “Conseguimos retirar completamente o tumor e reconstruir o brônquio, preservando todo o pulmão. Em uma cirurgia convencional, o desfecho mais provável seria a retirada de todo o pulmão direito”, destaca Tiago Machuca. O procedimento durou cerca de quatro horas e envolveu uma equipe multidisciplinar. “Após as horas angustiantes, quando Noah chegou no quarto foi como um renascimento. Ele voltou acordado, sem necessidade de ventilação mecânica e logo vi o doutor Christian, feliz da vida”, revela Mari. Noah teve alta poucos dias depois, já sem restrições. Ele precisa de acompanhamento periódico com pediatra, pneumologista, oncologista e faz exames regularmente, mas brinca, nada, corre, joga bola, corre, anda de bicicleta, como todas as crianças da idade dele. “É mais que uma vitória, é um renascimento”, finaliza Mariana. Noah, 7 anos, tinha um tumor endobrônquico, tipo raro de câncer em crianças Arquivo pessoal",
"title": "Menino passa por cirurgia robótica após diagnóstico de tumor raro, em SP: \"Foi como um renascimento\", diz mãe"
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