O número de doulas no Brasil cresceu 70% em cinco anos e isso diz muito sobre o que as mães precisam
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June 7, 2026
Em abril de 2026, foi sancionada a Lei nº 15.381, que regulamenta o exercício da profissão de doula em todo o território nacional e define oficialmente seu papel no acompanhamento de gestantes, parturientes e puérperas. A novidade veio confirmar o que os números já mostravam: segundo a Associação Nacional das Doulas, o número de profissionais certificadas no Brasil cresceu mais de 70% nos últimos cinco anos. Não é coincidência, é resposta a uma demanda real de mulheres que não querem mais atravessar um dos momentos mais intensos da vida sem informação, sem escuta e sem presença. Crescimento expressivo das doulas nos últimos anos carrega muitas reflexões Débora Silveira/Divulgação Conheça o HypnoBirthing, prática que ganhou espaço no parto de famosas como Camila Queiroz e Rafa Kalimann "O que as mulheres mais me dizem depois do parto é que não imaginavam que precisavam tanto de alguém do lado. Não alguém para fazer por elas, mas para estar com elas. A doula não substitui o médico, a enfermeira ou a família, ela preenche um espaço que ninguém mais estava ocupando: o da presença contínua e sem julgamento", afirma a doula Mariana Sena. Os benefícios vão além do acolhimento emocional. A presença das doulas durante o trabalho de parto está associada à redução na taxa de cesarianas, menor uso de medicações e menos relatos de dor. Uma pesquisa brasileira da USP foi além e mostrou que o suporte contínuo das doulas interfere na quantidade de serotonina liberada pela mulher imediatamente após o parto, o que pode se refletir em um melhor início de conexão entre a mãe e o filho. Quais os impactos do crescimento na saúde pública? O impacto também alcança indicadores mais amplos de saúde pública. A taxa de mortalidade materna no Brasil é de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, e nove em cada dez dessas mortes poderiam ser evitadas por meio de assistência adequada à saúde das mães, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde. A regulamentação das doulas entra como parte dessa equação. Pela nova lei, a doula é reconhecida como a profissional que oferece apoio físico, emocional e informacional durante o ciclo gravídico-puerperal, com foco no bem-estar da mulher e na melhor evolução do parto e do pós-parto. Além disso, a doula ajuda a mulher a se comunicar com a equipe de saúde, garantindo que suas escolhas sejam respeitadas, contribuindo para reduzir a ansiedade da gestante e criar um ambiente calmo e acolhedor Ao lado desse movimento, marcas comprometidas com o bem-estar feminino têm encontrado seu papel nessa conversa. A Weleda, com mais de 100 anos de história em cosméticos naturais e biodinâmicos, acompanha essa jornada com uma linha de maternidade pensada para apoiar a mulher em cada etapa. "Acreditamos que a maternidade merece ser vivida com mais leveza, mais informação e mais cuidado", destaca Maria Claudia Villaboim, CEO da marca. O crescimento das doulas e a regulamentação da profissão apontam para o mesmo lugar: mulheres que estão, finalmente, se permitindo ser cuidadas e um país que começa a entender que isso não é luxo. É saúde!
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