Diagnosticada com câncer de mama aos 41 anos durante a gravidez, mãe completa quimioterapia antes de dar à luz: "Eu não tinha outra opção"
Carrie Gallo estava em uma loja de material escolar com a filha quando recebeu o diagnóstico de câncer de mama pelo telefone. Grávida de cinco meses do terceiro filho, ela desligou a ligação, terminou as compras, levou a menina para a pré-escola e só desabou mais tarde, em casa, sentada na varanda. A história foi contada por ela à People.` Mulher fica grávida em meio ao processo de uma radioterapia. Acervo pessoal/Sibley Dwyer O diagnóstico foi de carcinoma lobular em estágio 1, um tipo difícil de detectar em mamografia, exame que ela havia feito menos de um ano antes com resultado normal. Em 24 horas, já havia consulta com cirurgião de mama. Na semana seguinte, oncologista, cateter e início da quimioterapia. Quimioterapia durante a gravidez Como a gestação já estava avançada o suficiente, os médicos autorizaram o início imediato do tratamento. Gallo completou quatro ciclos de quimioterapia ainda grávida. Duas semanas antes do parto, complicações do tratamento a internaram por mais de uma semana. Rowen nasceu seis semanas prematuro. Logo após o nascimento, ela iniciou um segundo ciclo de quimioterapia, seguido de mastectomia dupla e 25 sessões de radioterapia. O tratamento foi concluído no segundo semestre de 2024. Hoje, Gallo está livre do câncer. Carrie Gallo perdeu a mãe para o câncer também. Acervo/People Uma mãe como referência Gallo, que cresceu em Franklin, Tennessee, não chegou ao diagnóstico sem referências. A própria mãe, Jill Bleitner, havia sido diagnosticada com câncer de mama ductal aos 47 anos, quando Gallo ainda estava no ensino médio. Ela observou a mãe conciliar a doença com a maternidade, e aquilo ficou. "Ela era meu porto seguro. Eu não sentia que estava reclamando. Ela entendia tudo." Jill faleceu em fevereiro de 2025, aos 75 anos, após acompanhar a filha durante todo o tratamento. "Acho que o corpo dela aguentou o suficiente para me ajudar a superar isso", diz Gallo. A pergunta da filha Durante o tratamento, Gallo se esforçou para manter a rotina normal para os filhos mais velhos, Grady e Lucy, hoje com 11 e 8 anos. Em determinado momento, Lucy perguntou: "Você estará aqui quando eu estiver no ensino médio?" Carrie com o filho após nascimento e processo de radioterapia. Acervo/People "Isso me deu vontade de explodir", conta Gallo, lembrando da promessa que a própria mãe havia feito anos antes. "Eu não queria mentir para ela, então disse: 'Estou fazendo absolutamente tudo o que posso para garantir isso.'" O marido, Greg, 44, profissional da indústria musical, e uma rede de amigos foram suporte constante durante o tratamento. Buscavam as crianças na escola, lavavam a roupa, apareciam só para lavar a louça. Para outras mães em situação parecida, Gallo deixa uma mensagem direta: "Não tem problema pedir ajuda. Não tem problema se sentir fraca. Você precisa se permitir sentir tudo. E então diga a si mesma: 'Agora, tenho este trabalho a fazer.'"
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