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  "textContent": "\nA adolescência costuma ser marcada por planos para o futuro, amizades e desafios escolares. Para Alex Costa-Veiga, de 16 anos, porém, os últimos anos foram dominados por uma batalha muito mais difícil: o tratamento contra um tumor cerebral agressivo. Jovem que nasceu sem braços faz reflexão sobre a deficiência: \"Por trás da timidez havia o medo da rejeição\" Depois de enfrentar uma cirurgia de emergência, sessões de radioterapia, quimioterapia intensa e meses de reabilitação, o adolescente voltou recentemente à escola para realizar seus exames finais, demonstrando uma determinação que emocionou familiares, professores e profissionais de saúde. Alex Costa-Veiga durante o tratamento e após cirurgia cerebral Alex Costa-Veiga durante o tratamento e após cirurgia cerebral - Foto: Acervo Pessoal Em MG, menina comemora fim de etapa de tratamento contra câncer e mobiliza motoristas Morador de Shrewsbury, na Inglaterra, Alex recebeu o diagnóstico de meduloblastoma — um tipo de tumor cerebral que se desenvolve no cerebelo — em dezembro de 2023, quando tinha apenas 14 anos. Desde então, sua rotina mudou completamente. O jovem precisou interromper os estudos, passar por procedimentos complexos e reaprender atividades básicas enquanto lutava pela própria vida. Mesmo diante de tantas dificuldades, ele não desistiu de seus objetivos acadêmicos. Após repetir um ano escolar por causa do tratamento, Alex retornou à sala de aula para realizar os GCSEs, exames aplicados a estudantes do Reino Unido em diferentes disciplinas. Ele prestou provas de matemática, língua inglesa, biologia, geografia e estudos religiosos. “Alex trabalhou muito e estamos extremamente orgulhosos de tudo o que ele conquistou”, afirmou sua mãe, Melanie Costa-Veiga, em comunicado divulgado pela instituição Brain Tumor Research à revista People. “Tem sido uma jornada difícil, com alguns obstáculos no caminho, mas Alex manteve-se positivo e determinado a alcançar seus objetivos.” Segundo a mãe, o adolescente apresentou uma evolução impressionante ao longo do processo de recuperação. “Ele fez um progresso fantástico”, acrescentou. Sintomas começaram mais de um ano antes do diagnóstico Antes de descobrir o câncer, Alex conviveu durante mais de um ano com sintomas que pareciam não ter uma explicação clara. Entre eles estavam enjoo matinal, episódios frequentes de vômito e problemas de equilíbrio. Inicialmente, os sinais foram associados a questões digestivas ou até mesmo à ansiedade. Na época, o adolescente havia acabado de mudar de escola, o que levou a família a acreditar que as alterações poderiam estar relacionadas ao período de adaptação. “Às vezes, ele vomitava, mas ficava completamente bem pelo resto do dia e cheio de energia”, relembrou Melanie. “No início, pensei que poderia ser ansiedade. Ele havia mudado de escola recentemente e presumi que estava tendo dificuldades para se adaptar.” O cenário mudou drasticamente em dezembro de 2023, quando Alex passou a apresentar visão dupla. Preocupada, a mãe marcou uma consulta com um oftalmologista. O especialista identificou sinais preocupantes e encaminhou o adolescente para uma tomografia computadorizada de urgência. O exame revelou uma massa no cérebro. Pouco depois, Alex foi transferido de ambulância para o Hospital Infantil de Birmingham. “Assim que o médico disse a palavra ‘massa’, eu soube que não era algo bom. Tivemos que esperar que um médico acompanhasse Alex durante a transferência. Foi quando percebi que a situação era realmente séria”, contou Melanie. Febre que não passa, caroço no corpo, palidez: quando esses sinais na criança merecem atenção urgente Aos 22, jovem descobre câncer de pulmão após uso de vape: “Disseram que eu tinha 18 meses” Cirurgia de emergência e um ano de tratamento intensivo A descoberta do tumor deu início a uma corrida contra o tempo. Alex precisou passar por uma cirurgia de emergência para a colocação de um sistema de drenagem que aliviasse a pressão dentro do cérebro. Em seguida, foi submetido a uma operação de aproximadamente dez horas para retirar o tumor localizado no cerebelo. Os médicos constataram que a doença já havia começado a se espalhar. Após a cirurgia, o adolescente enfrentou um ano de tratamento intensivo. O protocolo incluiu radioterapia e quimioterapia em altas doses, além de um longo período de recuperação. Os efeitos colaterais foram significativos. Alex sofreu com fadiga severa, dificuldades na fala e perda de força no lado esquerdo do corpo. Em determinado momento, precisou utilizar cadeira de rodas para se locomover. Hoje, embora ainda enfrente desafios, consegue caminhar pequenas distâncias com auxílio de um andador. Também passou por tratamentos para corrigir problemas de visão causados pela doença e realizou uma cirurgia ocular corretiva. Além disso, precisou iniciar terapia hormonal após os tratamentos contra o câncer afetarem a glândula pituitária, responsável pela produção de hormônios importantes para o crescimento e o desenvolvimento do organismo. Alex Costa-Veiga durante a reabilitação e recebendo uma visita especial no hospital Alex Costa-Veiga durante a reabilitação e recebendo uma visita especial no hospital - Foto: Acervo Pessoal Com câncer, mãe decide ensinar Língua de Sinais ao filho antes de cirurgia para remover língua Sonhos para o futuro Apesar de tudo o que viveu, Alex continua fazendo planos. Após concluir os exames escolares, ele espera cursar disciplinas avançadas em biologia, geografia e informática. Seu objetivo profissional está ligado à paixão pelos animais e pela natureza. “Gostaria de ser biólogo marinho ou trabalhar com animais”, revelou o adolescente. A determinação em seguir estudando representa mais uma vitória em uma trajetória marcada por desafios físicos e emocionais. A importância da pesquisa sobre tumores cerebrais infantis A experiência da família também despertou um forte engajamento em prol da pesquisa científica. Alex e seus familiares decidiram doar amostras do tecido tumoral para estudos que possam ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos para crianças diagnosticadas com câncer cerebral. Para Melanie, ainda existe uma necessidade urgente de avanços nessa área. “Ainda precisamos de mais respostas e mais pesquisas. Atualmente, existem apenas três opções de tratamento: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Elas são extremamente agressivas para as crianças”, afirmou. Segundo a mãe, outros países já estão investindo em terapias mais modernas e menos invasivas, enquanto muitas famílias continuam enfrentando tratamentos que deixam sequelas importantes. A instituição Brain Tumor Research destaca que os tumores cerebrais estão entre as formas mais letais de câncer em crianças e adultos jovens. Ainda assim, o investimento em pesquisas voltadas especificamente para esse tipo de doença permanece limitado. Para Letty Greenfield, representante da organização, a trajetória de Alex evidencia a necessidade de ampliar os recursos destinados à investigação científica. “A história de Alex é um lembrete de que os tumores cerebrais não são raros. Precisamos de mais pesquisas, mais financiamento e melhores tratamentos para todas as crianças que enfrentam esse diagnóstico devastador”, afirmou. “Ainda há um longo caminho pela frente” Embora a fase mais intensa do tratamento tenha terminado, Melanie ressalta que a recuperação do filho continua. “As pessoas pensam que, quando o tratamento acaba, tudo termina. Mas não é assim. Ainda há um longo caminho pela frente”, explicou. Ao olhar para trás, ela reconhece o quanto a família passou por momentos difíceis e lembra das outras crianças que conheceu durante as internações e que não sobreviveram à doença. “Conhecemos crianças naquela enfermaria que já não estão mais aqui. Contamos as nossas bênçãos todos os dias”, disse. Hoje, cada passo dado por Alex — seja caminhando com auxílio do andador, realizando uma prova escolar ou planejando o futuro — representa uma conquista construída com coragem, persistência e esperança. Sua história mostra que, mesmo diante dos desafios mais difíceis, a determinação pode abrir caminho para novos recomeços.",
  "title": "Adolescente sofre mais de 1 ano com sintomas até receber diagnóstico de tumor cerebral"
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