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  "textContent": "\nCanjica, pipoca, paçoca, pé de moleque. A festa junina é uma das celebrações mais gostosas do ano e também uma das que mais gera dúvida entre os pais de crianças pequenas. O que pode? A partir de que idade? Tem risco de engasgo? As comidas juninas podem ser consumidas por crianças de acordo com a idade. Getty Images A nutricionista infantil Leticia Lara, especializada em pediatria pelo Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP, responde as principais dúvidas e garante: dá para aproveitar a festa com leveza. \"Alimentação saudável não é construída por uma refeição isolada, mas pelo conjunto dos hábitos ao longo do tempo. A restrição não leva a criança a lugar algum, pelo contrário, pode piorar um quadro de compulsão alimentar.\" Para bebês em introdução alimentar (6 meses a 1 ano) Algumas comidas típicas podem fazer parte da introdução alimentar, desde que adaptadas. O milho verde cozido pode ser oferecido com os grãos retirados da espiga ou na própria espiga, sob supervisão. \"Uma dica é passar uma faca nos grãos do milho dividindo-o ao meio, para reduzir o risco de engasgo\", orienta Leticia. A pamonha caseira sem açúcar também é uma opção. Curau e canjica pedem versões adaptadas, sem açúcar e sem leite de vaca. A regra de ouro: sem açúcar e com consistência adequada para a idade. Amendoim: pode, mas nunca inteiro As recomendações atuais orientam introduzir o amendoim ainda no primeiro ano de vida, inclusive para ajudar na prevenção de alergias. O que não pode é oferecer inteiro, pelo alto risco de engasgo. As formas mais seguras são pasta de amendoim 100% amendoim em camada fina, amendoim triturado em preparações ou farinha de amendoim. Em crianças com histórico de alergias graves ou dermatite atópica, vale conversar antes com o pediatra. Algumas comidas típicas da época podem ser consumidas pelas crianças. Getty Images Pipoca: só a partir dos 4 anos A pipoca representa risco importante de engasgo para crianças pequenas. As sociedades pediátricas brasileiras recomendam evitá-la antes dos 4 anos. Para bebês, a pipoquinha de sagu é uma alternativa mais segura. Mesmo após essa idade, a criança deve estar sentada e sob supervisão. Doces: sem culpa, mas com bom senso Até os 2 anos, nada de açúcar. Após essa idade, os doces podem aparecer ocasionalmente. \"Um brigadeiro ou metade de uma cocada pequena para provar não vai estragar tudo o que foi construído. O importante é levar isso de forma leve e natural\", diz Leticia. Vale lembrar que pé de moleque e paçoca em pedaços grandes também oferecem risco de engasgo para os menores. Um ponto que muitos pais esquecem: as bebidas. Refrigerantes e sucos industrializados típicos de quermesse podem conter tanto açúcar quanto os doces, e passam despercebidos. Para crianças acima de 2 anos Após os 2 anos existe mais flexibilidade. Leticia tem um conselho que vai além do prato: \"Não vá para a festa junina perguntando o que ele vai comer de bom lá. Tire o foco da comida e converse sobre as brincadeiras, danças e tradições.\" Na festa, apresente os alimentos de forma lúdica: \"Que cor é esse milho? Será que é salgado?\" Estimular a curiosidade é uma das formas mais eficazes de criar uma relação positiva com a comida. \"Um dia fora da rotina experimentando alimentos culturais não vai estragar tudo o que foi construído e nem será responsável por uma modificação no exame de sangue do seu pequeno\", conclui a nutricionista.",
  "title": "Festa junina com criança: o que pode, o que pede atenção e o que evitar em cada idade"
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