Manchas na gravidez: o que é melasma, como prevenir e quando tratar
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June 3, 2026
Quem passa pela gravidez sabe que o corpo muda em muitos sentidos. Uma das alterações mais visíveis e que mais gera dúvidas é o melasma: aquelas manchas escuras que surgem, especialmente no rosto, e que podem persistir muito além do parto. O número surpreende: a condição pode ocorrer em até 75% das gestantes. Saiba como surge o melasma e como prevenir Reprodução/redes sociais Recuperando os fios: 5 produtos para amenizar a queda de cabelo no pós-parto Para entender por que ela é tão comum e o que é possível fazer com segurança em cada fase da maternidade, a CRESCER conversou com a dermatologista Lidia Machado, da Clínica Juliana Piquet, localizada no Rio de Janeiro. Por que o melasma aparece na gravidez A explicação está nos hormônios. Durante a gestação, os níveis de progesterona, estrogênio e do hormônio estimulante de melanócitos sobem de forma significativa e esses três fatores combinados estimulam a produção de pigmento na pele. O resultado são manchas que aparecem principalmente nas bochechas, na testa, no lábio superior e no queixo, conhecidas como "máscara da gravidez". A predisposição genética pesa bastante, assim como o tipo de pele e a exposição ao sol. Mulheres com pele mais escura ou histórico familiar de melasma tendem a ser mais suscetíveis. Mas, independentemente do perfil, a principal forma de prevenção está acessível para qualquer pessoa: o protetor solar. O que fazer durante a gravidez: Proteção solar sempre! Segundo Lidia, a fotoproteção rigorosa é a principal medida preventiva e também a mais segura durante a gestação. Isso significa usar protetor solar de amplo espectro todos os dias, de preferência com cor. "O uso diário de protetor solar com cor ajuda a bloquear não apenas a radiação ultravioleta, mas também parte da luz visível, que pode agravar as manchas", explica a dermatologista. Chapéus, óculos escuros e evitar exposição solar prolongada completam o conjunto de cuidados. Durante a gravidez, as opções de tratamento ativo são mais restritas, justamente pela necessidade de garantir a segurança do bebê. Ativos como hidroquinona e retinoides, incluindo a tretinoína, geralmente são suspensos nesse período. Além de ficar atenta nas formulações, há os cuidados preventivos e a rotina simples: limpeza suave, hidratação e proteção solar diária, que não podem ser deixados de lado, ok? Segundo a dermatologista, ativos como o ácido azelaico, a niacinamida e a vitamina C, possuem ação despigmentante e antioxidante, que ajudam na melhora da aparência do melasma Magnific Niina Secrets lança linha infantil, com inspiração que veio direto da sua infância O que muda na amamentação Com o fim da gravidez, algumas portas se abrem, mas a cautela ainda é necessária para quem amamenta. Lidia explica que, nessa fase, já é possível introduzir alguns ativos tópicos considerados seguros para auxiliar no controle das manchas. "Entre elas, destacam-se o ácido azelaico, a niacinamida e a vitamina C, que possuem ação despigmentante e antioxidante", diz a dermatologista. A hidroquinona e os retinoides, porém, seguem fora da lista até o fim da amamentação. Uma boa notícia para quem está nessa fase: procedimentos como o laser Chrome e RedTouch podem ser realizados com segurança durante a amamentação e ajudam a acelerar o clareamento das manchas, segundo a especialista. É sempre importante conversar com o dermatologista antes de iniciar qualquer tratamento para avaliar o caso individualmente. Após o fim da amamentação: mais opções, mais eficácia É depois da amamentação que o tratamento do melasma pode ser conduzido de forma mais completa. "Nessa fase, podem ser prescritos despigmentantes mais potentes, como a hidroquinona, os retinoides e as fórmulas combinadas, consideradas algumas das opções tópicas mais eficazes para clarear as manchas", afirma Lidia. Em casos selecionados, o ácido tranexâmico oral também pode entrar como alternativa terapêutica. O ponto central, no entanto, é que o melasma não tem cura definitiva. Ele é uma condição crônica e recorrente, o que significa que, mesmo com bons resultados no tratamento, a manutenção dos cuidados precisa continuar. "Mesmo após a obtenção de bons resultados, a manutenção dos cuidados, especialmente a fotoproteção diária, continua sendo fundamental para evitar novas recaídas", reforça a dermatologista. O melasma desaparece depois do parto? Essa é uma das perguntas mais frequentes. A resposta é: depende. Muitas mulheres apresentam melhora significativa nos meses seguintes ao nascimento do bebê, especialmente quando os níveis hormonais se estabilizam. No entanto, nem sempre a pigmentação desaparece por completo. Em casos de predisposição genética, exposição solar frequente ou pigmento mais profundo na pele, o melasma pode se tornar crônico. Quando as manchas persistem ou impactam de forma relevante a autoestima e a qualidade de vida, o acompanhamento dermatológico é o caminho. A mensagem que Lidia deixa é clara: "Mais do que buscar uma solução imediata, o controle do melasma exige uma estratégia de longo prazo, baseada principalmente em prevenção e acompanhamento dermatológico individualizado." O protetor solar diário, em todas as fases, continua sendo a medida mais simples, mais segura e mais eficaz que existe.
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