{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreifxsirjllycitj2eauxpcx3iwxmcykknuesuebmyemr4vurx4i7mm",
    "uri": "at://did:plc:qvpgc4tnvvaveshvev5a2fu3/app.bsky.feed.post/3mn2jwcxmtwg2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreifwxo7yzjnxykrwojnua65xpcinji3xsx6etzcg33xqhrf6p7uluu"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 121542
  },
  "path": "/colunistas/marcelo-cunha-bueno-chao-de-escola/coluna/2026/05/os-avos-ocupam-um-lugar-delicado-e-poderoso-reflete-educador.ghtml",
  "publishedAt": "2026-05-29T11:42:53.000Z",
  "site": "https://revistacrescer.globo.com",
  "tags": [
    "crescer"
  ],
  "textContent": "\nHá presenças que ampliam o mundo de uma criança. Entre elas, os avós ocupam um lugar delicado e poderoso. Com eles, a infância encontra um tempo diferente. Um tempo que demora, observa, conversa, se interessa pelas pequenas coisas. A vida das crianças acontece em meio a muitos movimentos. Escola, compromissos, agendas organizadas pelos adultos. \"Quando a criança diz 'é meu', não está apenas defendendo um objeto, está ensaiando identidade\", diz educador Os avós costumam introduzir um ritmo em que a conversa se alonga, a história pode ser contada várias vezes, a brincadeira ganha novas formas. Nesse espaço, a criança vive a sensação de ser vista com calma. Educador reflete sobre importância dos avós na criação dos pequenos Magnific A infância floresce quando encontra presença. A convivência entre gerações cria um campo muito fértil para a construção da identidade. A criança começa a perceber que sua vida participa de uma história maior. Quando um avô conta como era a cidade em outro tempo, quando uma avó lembra de brincadeiras da infância, algo se abre. A criança percebe que o mundo não começou agora, e, pouco a pouco, descobre que faz parte dessa narrativa. Identidade se constrói na relação. A criança aprende quem é quando encontra olhares que a reconhecem. Aprende quando suas perguntas encontram escuta, quando suas descobertas encontram interesse. Os avós participam desse processo com uma qualidade única de presença. Há ternura no modo como observam, curiosidade na escuta, alegria ao celebrar pequenas conquistas. Muitos avós carregam também uma experiência que só o tempo oferece. Já atravessaram muitas fases da vida, viram crianças crescerem. Esse percurso cria uma forma de olhar que valoriza o que realmente importa. Pequenos momentos ganham significado, bate-papos ganham profundidade. “Cuidar da infância exige, antes, um adulto que consiga não ocupar tudo com pressa”, diz educador A infância reconhece esse cuidado. Crianças costumam guardar lembranças da convivência com seus avós. O cheiro da comida, as histórias sobre o passado, as caminhadas tranquilas, os gestos simples que se repetem e se transformam em memória. Esses momentos ajudam a construir o que nos acompanha por toda a vida: o sentimento de pertencimento. Pertencer é uma experiência profundamente formadora. Quando a criança percebe que existe uma rede de adultos que a acompanha, algo se organiza dentro dela. Ela entende que sua existência importa, que sua história está entrelaçada com outras. Esse reconhecimento fortalece como ela se relaciona com o mundo. Os avós oferecem continuidade. Eles ligam passado, presente e futuro na mesma conversa, no abraço, na mesa compartilhada. A criança percebe que a vida segue um fluxo maior do que o instante. Aprende que existem trajetórias e lembranças que atravessam gerações. É por isso que o encontro entre avós e netos é tão bonito. Ali, existe uma troca silenciosa. Os avós entregam histórias, experiências, gestos de cuidado. As crianças oferecem movimento, descoberta, novidade. Avós são guardiões de memória e cultivadores de presença. Com eles, a infância encontra raízes profundas e aprende que crescer também é fazer parte de uma história que continua.",
  "title": "\"Os avós ocupam um lugar delicado e poderoso\", reflete educador"
}