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  "textContent": "\nViver entre dois universos que parecem opostos, mas descobrir que eles têm muito em comum é algo que Camila Yunes Guarita está descobrindo cada vez mais. De um lado, o mercado de arte, com suas demandas simultâneas, seus tempos imprevisíveis e a exigência constante de sensibilidade e presença. Do outro, a maternidade de Antonio Bernardo, de 1 ano, que também não respeita agenda, não espera o momento certo e exige o que há de mais essencial em quem cuida: a capacidade de estar de verdade. Camila Yunes Guarita reflete que passou a ver as artes de outra forma após o nascimento do filho Reprodução/redes sociais \"Mexeu muito comigo. Eu precisei chorar para limpar\", diz Fê Vasconcellos sobre sua personagem em Três Graças Consultora de arte com raízes profundas em uma família de longa tradição no colecionismo, ela conta como essas duas experiências passaram a se alimentar mutuamente, de formas que ela não esperava quando se tornou mãe. A transformação começou no parto. Não de forma gradual, não como um processo, mas de uma vez. \"Existe algo no parto que te coloca diante de uma experiência que é ao mesmo tempo completamente física e completamente inefável. Você sente o corpo como nunca sentiu, e ao mesmo tempo percebe que está participando de algo que é maior do que você\", diz Camila, que também tem uma enteada, Celina, filha do seu marido, o empresário Conrado Mesquita. Foi esse encontro com o corpo, com a vulnerabilidade e com o ato de criar no sentido mais literal da palavra que mudou a forma como ela passou a olhar para obras de arte. \"Passei a entender essas linguagens de dentro.\" Arte como transmissão, maternidade como herança Camila cresceu entendendo a arte como uma forma de transmissão: de valores, de sensibilidade, de memória. A maternidade aprofundou esse entendimento de uma forma que ela descreve como bonita. \"Agora, eu penso em arte também como algo que vou deixar, não só para clientes, mas para ele. Que mundo estético, que referências, que forma de olhar eu quero que façam parte da vida dele? Isso mudou o peso do meu trabalho.\" Essa mudança não é abstrata. Ela aparece nas escolhas que faz, nas conversas que tem, na forma como justifica para si mesma o tempo que passa trabalhando. A arte deixou de ser só profissão e passou a ser também um legado em construção. Algo que ela cuida pensando em quem vai herdar não apenas os bens materiais, mas o repertório, o olhar, a forma de habitar o mundo com atenção estética. Initial plugin text “As Ovelhas Detetives”: Hugh Jackman e Julia Louis-Dreyfus revelam desafios das filmagens e falam da mensagem emocionante do filme para toda a família Rituais inegociáveis e a arte de estar presente de verdade Trabalhar muito e ser mãe presente são coisas que Camila não tenta reconciliar fingindo que são fáceis de conciliar. \"Trabalho muito, isso é real e não tem como fingir que não.\" Mas, criou o que chama de rituais inegociáveis: o final do dia pertence ao filho. O jantar, o momento de dormir, aquela transição que as crianças pequenas precisam sentir como segura e previsível. Esses momentos não são negociados com compromissos de trabalho. Além disso, ela criou outra estratégia que vai na contramão do que muitas mães tentam fazer: em vez de separar os dois mundos, ela os sobrepõe onde pode. O filho vai com ela para a ginástica, para as aulas de francês. Não como solução logística, mas como escolha intencional de incluí-lo na vida, não à margem dela. \"Presença não é quantidade de horas, é qualidade de atenção. Aprendi que não preciso estar em tudo, mas preciso estar de verdade naquilo que escolho estar.\" Initial plugin text Mãe e CEO: \"A maternidade não pode ser tudo, mas pode ser o que transforma tudo\" Essa clareza sobre o que é essencial, ela conta, veio diretamente da maternidade. Antes, achava que já sabia equilibrar pratos. Depois do filho, percebeu que mal havia começado a aprender. \"Quando você tem um bebê, você aprende a tomar decisões mais rápidas, a priorizar sem culpa, a entregar o essencial sem desperdiçar energia no supérfluo. A maternidade me ensinou a operar com mais clareza e menos ansiedade. Paradoxalmente, me tornei mais focada.\" O mesmo vale para a imprevisibilidade, que tanto o mercado de arte quanto a vida com uma criança pequena oferecem em abundância. \"Aprendi que controle é uma ilusão muito bonita, e que a habilidade real é saber se reorganizar rápido, sem drama. O que eu posso controlar é a minha postura diante do inesperado, e isso, a maternidade treina todos os dias.\" Uma lição que, dita assim, parece simples. Mas que, como toda mãe sabe, só se aprende na prática e na exaustão de um dia que não foi como planejado.",
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