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  "textContent": "\nUma dor que começou com um sintoma aparentemente simples terminou, em poucos dias, em uma despedida irreversível. A britânica Amanda Axiak, do País de Gales, decidiu compartilhar a história da filha, Alicia-Adele, de 11 anos, para alertar outras famílias sobre a gravidade dos tumores cerebrais infantis, e cobrar mudanças urgentes no tratamento da doença. A mãe Amanda e sua filha, Alicia-Adele Reprodução/redes sociais “Meu mundo parou quando soube que ela precisava de transplante”, diz mãe de bebê com câncer raro Alicia morreu apenas 15 dias após apresentar os primeiros sintomas de um tipo agressivo e incurável de tumor cerebral chamado glioma difuso da linha média (DIPG, na sigla em inglês). O caso chama atenção para uma realidade ainda pouco discutida: tumores cerebrais são a principal causa de morte por câncer em crianças e jovens adultos com menos de 40 anos no Reino Unido. Um sintoma que evoluiu rapidamente No dia 10 de abril de 2025, Alicia acordou com o braço dormente. Em poucas horas, a dormência se espalhou para o rosto e a perna. Após orientação médica inicial com suspeita de AVC, a menina foi levada ao hospital. Dois dias depois, exames confirmaram o diagnóstico devastador: um tumor inoperável e sem cura, com expectativa média de vida de oito a 12 meses. No caso de Alicia, o desfecho foi ainda mais rápido. Ela morreu no dia 25 de abril — apenas 13 dias após o diagnóstico. “Foi o pior dia da minha vida. Eu não conseguia processar. Parecia que meu mundo tinha acabado”, relembra Amanda. “Antes do diagnóstico da Alicia, eu nunca tinha ouvido falar desse tipo de tumor. E, chocantemente, o tratamento não mudou em décadas”, disse a mãe, ao The Mirror. Em MG, menina comemora fim de etapa de tratamento contra câncer e mobiliza motoristas Quem era Alicia Descrita pela mãe como uma criança “perfeita”, Alicia era ativa e cheia de talentos. Praticava dança, ginástica, natação e jogava netball. Em casa e na escola, era conhecida pela empatia e pelo cuidado com os outros. “Eu sei que toda mãe diz isso, mas Alicia realmente era a criança perfeita. Ela tinha um coração puro e adorava cuidar dos outros”, disse Amanda. Mesmo nos últimos dias de vida, já no hospital, a menina manteve sua essência: “Ela continuou sendo generosa, engraçada e amorosa, confortando outras crianças. Foi corajosa além do que se pode imaginar.” Na escola, a postura não era diferente. Segundo a diretora Rebecca Collins, Alicia “sempre tinha o maior sorriso e era cheia de energia”, além de ser “gentil, cuidadosa e muito querida por todos”. Mãe revela sinal de câncer do filho que passou despercebido: \"Seu corpo tentou mostrar que não estava bem\" Dor que vira mobilização Após um ano da morte da filha, Amanda decidiu transformar o luto em ação. Ela criou o grupo “Alicia-Adele’s Angels”, voltado à arrecadação de recursos para pesquisa sobre tumores cerebrais. “Vou carregar a Alicia para sempre e contar a história dela. Quero que todos a conheçam e que ela nunca seja esquecida”, afirmou. “Quero transformar a dor em esperança.” A mobilização já começou a ganhar força na comunidade. Em maio, 74 pessoas participaram de uma corrida em homenagem à menina, incluindo familiares, amigos e profissionais de saúde que acompanharam seus últimos dias. “Quando corremos, não estamos apenas participando de uma prova. Estamos levando o amor da Alicia pelas ruas e lutando por um futuro em que nenhuma família precise passar por isso”, disse a mãe. Um alerta para outras famílias Especialistas reforçam que histórias como a de Alicia evidenciam a urgência de mais investimentos na área. Segundo a organização Brain Tumour Research, cerca de 13 mil pessoas são diagnosticadas com tumores cerebrais por ano no Reino Unido, mas o financiamento para pesquisa ainda é insuficiente. “A história da Alicia é um lembrete poderoso e devastador do impacto desses tumores nas famílias”, afirmou a diretora de pesquisa da instituição, Karen Noble. Ao compartilhar sua experiência, Amanda espera não apenas manter viva a memória da filha, mas também contribuir para que outras crianças tenham um futuro diferente. “Se conseguirmos ajudar a financiar pesquisas e evitar que outra família passe por essa dor, o legado da Alicia continuará vivo.”",
  "title": "Menina de 11 anos morre 15 dias após primeiros sintomas de tumor cerebral raro"
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