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“Não cuido apenas de dentes”, diz odontopediatra que ficou famoso na web por atendimentos humanizados

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… May 22, 2026
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Para muitas crianças, ir ao dentista costuma provocar medo, insegurança e até choro. Porém, no consultório do odontopediatra Paulo Bonavides, 34 anos, a experiência acontece de forma diferente. Conhecido nas redes sociais como Tio Paulo, onde acumula mais de 4,6 milhões de seguidores, ele aposta em brincadeiras, personagens e histórias para tornar esse momento mais leve e acolhedor. Com jalecos coloridos, músicas e muita interação, Paulo tenta transformar um cenário frequentemente associado ao medo em um ambiente mais leve para os pequenos. “Também sou ator e quis levar para o consultório essa energia do palco, deixando tudo mais leve, confortável e humanizado. Meu objetivo é que as crianças cresçam sem traumas e deixem de associar o dentista à dor”, afirma. Tio Paulo ficou famoso pelos atendimentos humanizados Arquivo pessoal Lado artístico influenciou o Tio Paulo O personagem Tio Paulo nasceu após um atendimento que marcou a trajetória do odontopediatra. Na época, ele acompanhava um adolescente com transtorno do espectro autista (TEA) que tinha receio do tratamento odontológico. Para criar vínculo e tornar o momento mais confortável, Paulo desenvolveu uma brincadeira inspirada no universo do paciente. O lado artístico de Paulo começou muito antes da faculdade, quando ainda trabalhava com recreação infantil e animação em festas na adolescência. “Sempre lidei com crianças desde muito novo. Mas, nos consultórios, me inspirei nos Doutores da Alegria, que iam aos hospitais vestidos de palhaço, e percebi que na odontologia não existia algo parecido. Cursei odontologia para ser um dentista diferente”, conta. Cada paciente exige uma abordagem diferente Com o tempo, elementos lúdicos passaram a fazer parte da rotina do consultório do Tio Paulo. Hoje, as abordagens são adaptadas de acordo com o perfil e as necessidades de cada paciente. “Cada criança é única, tem sua história e traumas. Por isso, cada atendimento é exclusivo, de acordo com as necessidades individuais. Posso usar recursos como musicoterapia, cromoterapia ou terapia com palhaços. Também verifico se há sensibilidade à luz ou a barulhos para adaptar o ambiente. Tudo para tornar o espaço o mais confortável possível”, explica. Muitos pacientes chegam retraídos, ansiosos e com medo do dentista. Por isso, fazer com que eles se sintam seguros faz parte de todo o processo. “Sempre incentivo, falo que a criança está de parabéns, que é corajosa. Às vezes, uma consulta pode levar até duas horas, porque cada paciente tem seu próprio tempo”, afirma. Mais do que cuidar dos dentes Para o odontopediatra, a comunicação com a criança é tão importante quanto o próprio procedimento. Ele afirma que essa percepção surgiu quando entendeu que, antes de lidar com pacientes, estava lidando com pessoas. “Antes mesmo do tratamento, é preciso olhar para a criança, entender seus medos, ansiedade, limitações e a história que ela carrega. Muitas vezes, o dente acaba ficando em segundo plano. Quando a gente cria vínculo, acolhe e se coloca no lugar do paciente, o atendimento muda completamente”, destaca. O especialista defende que o processo de adaptação deve acontecer com qualquer criança, não apenas com pacientes atípicos. Na primeira consulta, por exemplo, o foco costuma estar na criação de vínculo e em uma avaliação detalhada do histórico do paciente. “Escolhi uma profissão linda, que transforma sorrisos, trabalha a autoestima e também muda a relação da criança com o cuidado em saúde”, completa. Initial plugin text

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