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"textContent": "\nAinda na barriga, o bebê já experimenta um pouco do que a mãe come. E essa exposição pode deixar marcas duradouras. Grávida preparando salada Magnific Initial plugin text Um novo estudo publicado na revista científica Developmental Science acompanhou crianças desde a gestação até os 3 anos e concluiu que sabores consumidos repetidamente pela mãe durante o fim da gravidez podem influenciar a forma como a criança reage a esses alimentos anos depois. Os pesquisadores observaram que crianças expostas ainda no útero ao cheiro e sabor de cenoura ou couve apresentaram menos expressões faciais negativas ao sentir novamente esses odores aos 3 anos. Como o estudo foi feito A pesquisa começou durante a gravidez. As mães ingeriram cápsulas com sabor de cenoura ou couve nas últimas semanas de gestação, e os cientistas acompanharam as reações dos fetos por ultrassom. Depois, as crianças foram avaliadas novamente com poucas semanas de vida e, mais tarde, aos 3 anos. Nessa última etapa, os pesquisadores apresentaram os mesmos aromas usados na gravidez. O resultado chamou atenção: as crianças demonstraram menos caretas e menos sinais de rejeição diante do alimento ao qual haviam sido expostas repetidamente ainda na barriga. Segundo os autores, isso sugere que experiências sensoriais ainda no útero podem gerar memórias duradouras relacionadas aos sabores. Initial plugin text O paladar começa antes do nascimento Isso acontece porque o bebê entra em contato com moléculas dos alimentos por meio do líquido amniótico. No terceiro trimestre, os sistemas ligados ao olfato e ao paladar já estão funcionando, permitindo que o feto perceba sabores da alimentação materna. Pesquisas anteriores já haviam mostrado efeitos parecidos com alho, anis, baunilha e cenoura. Bebês tendem a reagir com mais familiaridade a sabores experimentados indiretamente durante a gravidez e a amamentação. Isso significa que basta comer legumes na gravidez? Não exatamente. Os próprios pesquisadores ressaltam que preferências alimentares são influenciadas por muitos fatores: genética, ambiente familiar, cultura, oferta repetida dos alimentos e hábitos construídos ao longo da infância. Além disso, o estudo avaliou um número pequeno de crianças no acompanhamento até os 3 anos. Ainda assim, os resultados reforçam algo importante: a exposição frequente e sem pressão aos alimentos pode ajudar na aceitação alimentar desde muito cedo — talvez até antes do nascimento. Initial plugin text O que isso muda na prática para os pais? A principal mensagem não é criar uma “dieta perfeita” durante a gravidez, mas entender que a relação da criança com os alimentos começa cedo e é construída aos poucos. Especialistas já recomendam que grávidas mantenham uma alimentação variada, incluindo frutas, verduras e legumes, tanto pelos benefícios nutricionais quanto pela possível familiarização do bebê com diferentes sabores. Depois do nascimento, essa exposição continua: pela amamentação, pela introdução alimentar e pelas experiências repetidas à mesa. E vale lembrar: rejeitar um alimento nas primeiras tentativas é absolutamente normal. Muitas crianças precisam experimentar o mesmo sabor várias vezes até aceitá-lo melhor.",
"title": "O bebê sente sabores ainda na barriga — e isso pode influenciar o que ele aceita comer anos depois, diz estudo"
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